<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002</id><updated>2012-01-20T23:12:59.667Z</updated><category term='Crónicas Modernas Série III Número 68'/><category term='Crónicas Modernas Série III Número 32'/><category term='Crónicas Modernas Série III 8/2009'/><category term='Crónicas Modernas  Série III 9/2009'/><category term='Crónicas Modernas Série III Número 44'/><category term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 19 2011'/><category term='Crónicas Modernas Série III Número 88'/><category term='Crónicas Modernas  Série III Número 14'/><category term='Crónicas Modernas Série III Número 90'/><category term='Crónicas Modernas Série 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type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>95</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-6131125075343021214</id><published>2012-01-20T23:11:00.000Z</published><updated>2012-01-20T23:12:59.676Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 20 2011'/><title type='text'>O regime ao espelho</title><content type='html'>&lt;iframe allowtransparency="true" frameborder="0" id="twttrHubFrame" name="twttrHubFrame" scrolling="no" src="http://platform.twitter.com/widgets/hub.1326407570.html" style="height: 10px; position: absolute; top: -9999em; width: 10px;" tabindex="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/regime-ao-espelho#.TxFahCxcsuI.blogger" target="_blank"&gt;A história da democracia do pós-25 de Abril está marcada por ciclos de governação que geraram esperança, mas que resultaram em sucessivas desilusões. Foi assim com a vertigem do PREC e até com as lideranças mais ou menos pragmáticas de Soares, Cavaco, Guterres e Barroso. Todos prometeram cumprir o sonho, mas acabaram por legar um país injusto, endividado e estrangulado pela corrupção e por reformas adiadas.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a chegada de Sócrates e Passos Coelho renasceu a esperança de que uma geração mais nova no poder cumprisse o Portugal prometido. Ora, hoje, o país já interiorizou o legado politicamente criminoso da última liderança socialista. E começa a duvidar que Passo Coelho tenha capacidade, força e vontade para vergar a influência acumulada dos culpados pelos erros dos últimos 25 anos. Como se esta realidade não bastasse, os portugueses estão ainda a ser bombardeados com debates protagonizados por alguns dos maiores responsáveis pelo estado a que o país chegou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejamos alguns casos paradigmáticos: os críticos dos cortes nos direitos adquiridos calaram-se no passado para agora esbracejarem os princípios; os ex-governantes passeiam tachos multimilionários ao mesmo tempo que multiplicam dicas sobre como sair da crise que cavaram; aqueles que negaram o descontrolo dos serviços de informações culpam agora a maçonaria, omitindo o comprometimento dos governantes que nomearam as suas chefias; enquanto se cavalga a onda de acusações sobre determinadas lojas maçónicas, as ligações do lóbi de Macau à maçonaria, liberal e regular, escapam ao debate da actualidade; à manifestação de indignação com a entrada do capital angolano e líbio em Portugal sucedeu um pesado silêncio em relação à entrada do Estado chinês na EDP; por último, e a propósito da vozearia sobre a escolha de personalidades para a eléctrica portuguesa, em vez de se apontar ao cerne da questão, ou seja, saber quais as vantagens que os privados esperam obter depois de nomear gestores só da cor do governo, a polémica resvalou para a retórica parlamentar, ainda por cima liderada por socialistas que deveriam corar de vergonha de cada vez que abrem a boca sobre o nepotismo partidário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com mais ou menos manipulação, quanto mais se fala nos velhos tiques da República maior é a percepção da existência de uma democracia formal vulnerável a interesses particulares e a poderes não eleitos. Aliás, o pragmatismo tantas vezes invocado começa a ser olhado mais como um pretexto para salvar clientelas à custa dos dinheiros públicos do que para ajustar o país aos novos desafios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os debates que estão a dominar a agenda mediática podem estar inquinados, misturando conceitos e não servindo para um aprofundamento das responsabilidades, mas pelo menos estão a permitir ver com mais nitidez o reflexo do regime ao espelho. E, neste momento, a imagem revela desnorte em relação aos assuntos de Estado, novas trapalhadas nas contas públicas e renovadas suspeições sobre os negócios de Estado que têm como base um Ministério Público de rastos. E o que parece, não obstante a intervenção tardia do primeiro-ministro, é suficiente para minar a credibilidade do governo até junto daqueles que ainda continuam a acreditar que PSD/CDS-PP têm um encontro marcado com a mudança em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De um momento para o outro, e após um início credível, novos erros e hesitações governamentais incompreensíveis justificam o regresso daquela estranha sensação de que o país não tem solução no actual quadro partidário e institucional.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-6131125075343021214?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/6131125075343021214/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=6131125075343021214&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6131125075343021214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6131125075343021214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2012/01/o-regime-ao-espelho.html' title='O regime ao espelho'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-5088905716789127879</id><published>2012-01-08T11:41:00.000Z</published><updated>2012-01-08T11:42:56.077Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 19 2011'/><title type='text'>Secretas: Bomba ao retardador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;iframe allowtransparency="true" frameborder="0" id="twttrHubFrame" name="twttrHubFrame" scrolling="no" src="http://platform.twitter.com/widgets/hub.1324331373.html" style="height: 10px; position: absolute; top: -9999em; width: 10px;" tabindex="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/secretas-bomba-ao-retardador-0" target="_blank"&gt;À medida que a crise aperta, começam a surgir sinais de uma realidade subterrânea que vai envolvendo pessoas e instituições, sem que haja qualquer tipo de reflexão, consequência ou sinal de responsabilização política.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O funcionamento ilegal das secretas continua a ocupar aribalta mediática e a alimentar todo o tipo de suspeições, arrastando na lama aclasse política, os governantes, os deputados, o Estado e um dos seusdepartamentos mais sensíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;caso é gravíssimo e a ausência de medidasexemplares para cortar o mal pela raiz está a provocar um mal-estargeneralizado e a maior perplexidade, interna e externa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Se já era preocupante saber que as secretas funcionaram emroda livre durante anos a fio, mais grave ainda é constatar que a 1ª comissãoparlamentar (Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades eGarantias) se deixou enredar no branqueamento de conclusões óbvias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A notícia de que fiscalizador e fiscalizado pertencem àmesma loja maçónica apenas reforça o que todos já dão como certo: a culpa vaimorrer solteira nas secretas. Aliás, este caso não é ímpar. Há muito tempo quePaulo Morais, ex-vereador da Câmara do Porto, tem vindo a denunciar as ligaçõesde deputados aos mais diferentes interesses ao arrepio das mais elementaresregras de transparência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;De facto, o rei vai nu. No poder e nos mais diversossectores de actividade privados não faltam exemplos desta espécie de amiguismo,de lealdades opacas e caninas, que continua a ser entendido como um seguro devida para fazer carreira ou para escapar ao arbítrio. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Na origem de toda a controvérsia está a crónica falta decultura democrática e o desrespeito pela responsabilização política de quemprevarica no exercício das mais altas funções de Estado. E mais. Revela que otráfico de influências continua a ser um dos problemas mais graves dademocracia, alimentando todos os desperdícios e impunidades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Neste momento, já não é possível escamotear a situaçãosurrealista em que o país vive: Como é possível que o chefe dos serviços deinformações continue em funções depois de tudo o que se sabe, e porventura aindavirá a saber, sobre o funcionamento das secretas? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A questão não teve resposta até ao momento, o que deixa PedroPassos Coelho, o primeiro responsável pelos Serviço de Informações da RepúblicaPortuguesa (SIRP), numa situação politicamente desconfortável. De igual modo, épreciso não esquecer, nem deixar passar em claro, o silêncio sepulcral dopresidente da República, Aníbal Cavaco Silva, sobre uma matéria que está a suscitaras maiores inquietações na sociedade portuguesa e a manchar o nome do país anível externo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Ao permitirem o arrastamento desta situação, que cria umvazio que permite todo o tipo de especulações, o presidente da República e oprimeiro-ministro estão a contribuir para o avolumar de uma situação explosivaque lhes pode rebentar nas mãos mais tarde ou mais cedo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;No momento em que a credibilização das instituições e dagovernação é essencial para o futuro do país, e em que os sacrifícios severos sãoimpostos aos portugueses, a estranha e aparente brandura em relação àcomunidade dos espiões é incompreensível e até chocante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A forma como o chefe do governo lidou, e continua a lidar,com um caso de Estado da maior sensibilidade é mais do que um desvio colossal,é uma enorme irresponsabilidade política. E obriga, obviamente, à seguintequestão: Pedro Passos Coelho está refém de alguma coisa que os serviços deinformações sabem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-5088905716789127879?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/5088905716789127879/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=5088905716789127879&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5088905716789127879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5088905716789127879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2012/01/secretas-bomba-ao-retardador.html' title='Secretas: Bomba ao retardador'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-5607701265086468924</id><published>2012-01-03T19:43:00.000Z</published><updated>2012-01-03T19:43:11.126Z</updated><title type='text'>A grande marcha | iOnline</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/grande-marcha#.TwNaSCp2dI0.blogger"&gt;A grande marcha  iOnline&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-5607701265086468924?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.ionline.pt/opiniao/grande-marcha#.TwNaSCp2dI0.blogger' title='A grande marcha | iOnline'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/5607701265086468924/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=5607701265086468924&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5607701265086468924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5607701265086468924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2012/01/grande-marcha-ionline.html' title='A grande marcha | iOnline'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7364195656635484271</id><published>2011-12-28T11:02:00.000Z</published><updated>2011-12-30T18:28:59.045Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 18 2011'/><title type='text'>EDP e PT: quem ficou a ganhar? | iOnline</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/edp-pt-quem-ficou-ganhar#.Tvr3Ul5GQAE.blogger"&gt;EDP e PT: quem ficou a ganhar?  iOnline&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7364195656635484271?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.ionline.pt/opiniao/edp-pt-quem-ficou-ganhar#.Tvr3Ul5GQAE.blogger' title='EDP e PT: quem ficou a ganhar? | iOnline'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7364195656635484271/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7364195656635484271&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7364195656635484271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7364195656635484271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/12/edp-e-pt-quem-ficou-ganhar-ionline.html' title='EDP e PT: quem ficou a ganhar? | iOnline'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-3869224494446001102</id><published>2011-12-21T12:30:00.002Z</published><updated>2011-12-21T12:31:14.160Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 17 2011'/><title type='text'>Liberdade ameaçada em Macau</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/liberdade-ameacada-macau" target="_blank"&gt;A comunicação social portuguesa e chinesa continua a viver sob os constrangimentos legados pela administração portuguesa. Apesar dos evidentes sinais de mudança da nova face de Macau, os jornalistas continuam a trabalhar sem o enquadramento de um estatuto próprio, sem uma credencial profissional e sob uma lei da imprensa em processo de revisão.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste quadro, só explicado por uma realidade informativa marcada pela autocensura, que a Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa conseguiu romper o marasmo, promovendo o primeiro congresso de jornalistas de Macau, uma proeza só possível pelos esforços da Associação de Imprensa em Português e Inglês, presidida por Paulo Azevedo, ex-jornalista da TSF e fundador do grupo Macau Business.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não há bela sem senão. Ao mesmo tempo que os jornalistas portugueses e ingleses vindos de todo o mundo debatiam a realidade da informação do delta do rio das Pérolas, fazendo fé na existência de liberdade de imprensa no território, a associação chinesa Novo Macau, a mais influente e representativa eleitoralmente, denunciou casos de censura, manipulações, pressões, processos disciplinares abusivos e até ameaças de morte contra os jornalistas chineses, com base em relatos de profissionais da TDM – Televisão de Macau (canal em chinês), que constam de um relatório elaborado sobre o respeito dos direitos humanos na Região Administrativa Especial de Macau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A passividade da imprensa portuguesa até poderia ser entendida à luz da implacável censura na República Popular da China, não fora as garantias consagradas no âmbito da Lei Básica, que resultou do entendimento entre Portugal e a China, o generoso subsídio governamental da ordem de um milhão de patacas (cerca de 100 mil euros) que os jornais portugueses recebem anualmente e a comparação com os órgãos de comunicação social de Hong Kong, cuja autonomia editorial e qualidade são unanimemente reconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação deste atavismo da imprensa portuguesa (de dimensão paroquial, pois é destinada a menos de 1% da população do território), está a montante do momento presente. De facto, os últimos anos da presença de Portugal no Oriente nunca conseguiram fomentar uma identidade própria em Macau suficientemente musculada para enfrentar o futuro, contrariamente ao que os ingleses consolidaram na sua antiga colónia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se já era incompreensível que nos tempos idos do general Rocha Vieira, o último governador português de Macau, um dos seus assessores (José Carlos Vieira, que integra actualmente o gabinete de imprensa de Cavaco Silva), varria a agenda informativa da TDM (canal português), não deixa de ser chocante que a imprensa portuguesa de Macau continue acantonada e publicamente arredada da primeira linha do combate contra quaisquer tipos de violações do poder chinês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doze anos após o fim da secular administração portuguesa, a liberdade de imprensa em Macau está assim mais dependente da boa vontade dos governantes que da acção firme da imprensa portuguesa local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta esperar que as promessas de Alexis Tam, uma das personalidades emergentes do território, que assume o cargo de porta-voz do executivo, feitas no encontro entre jornalistas portugueses e ingleses, se concretizem na prática do dia-a-dia. Afinal não basta uma declaração formal: “Não desenvolvemos qualquer actividade nem alimentamos quaisquer pretensões de interferência editorial.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há uma imprensa mais ou menos livre. Ou é ou não é. Seja em Macau seja em qualquer outra parte do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-3869224494446001102?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/3869224494446001102/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=3869224494446001102&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3869224494446001102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3869224494446001102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/12/liberdade-ameacada-em-macau.html' title='Liberdade ameaçada em Macau'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7389039802594650413</id><published>2011-12-21T12:28:00.001Z</published><updated>2011-12-21T12:28:54.140Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 16 2011'/><title type='text'>O novo mundo</title><content type='html'>&lt;iframe allowtransparency="true" frameborder="0" id="twttrHubFrame" name="twttrHubFrame" scrolling="no" src="http://platform.twitter.com/widgets/hub.1324331373.html" style="height: 10px; position: absolute; top: -9999em; width: 10px;" tabindex="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/novo-mundo" target="_blank"&gt;Quem parte da Europa a ouvir falar da crise, da instabilidade da zona euro e da cimeira decisiva de Bruxelas (mais uma !) só pode sorrir quando aterra umas horas depois numa Ásia a transbordar de investimentos, novos projectos e dinheiro a rodos. Ou melhor, quem deixa a capital de Portugal, enredada na discussão da recessão, do défice e da criminalização do enriquecimento ilícito, só pode desatar à gargalhada quando chega, por exemplo, a Macau, onde os hotéis/casinos florescem, os negócios fervilham e o crescimento do PIB pode atingir mais de 20% em 2011&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem conheceu o território sob administração portuguesa e chega agora à Pérola do Oriente compreende melhor a razão do atraso no tempo, aliás patente quando comparado com a vizinha Hong Kong, uma das principais praças financeiras mundiais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bastaram 12 anos após a transferência de soberania para a China para Macau se transformar num espaço mais cosmopolita e ainda mais próspero, como comprovam os múltiplos empreendimentos que nasceram no antigo istmo de Cotai (que liga as ilhas da Taipa e de Coloane), fazendo recordar a exuberância das imagens de marca de Las Vegas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre as duas realidades há uma diferença abissal, um universo de oportunidades e de riscos que têm de ser ponderados. Não há que enganar: estamos novamente perante uma dicotomia entre o velho e o novo mundo, que significa, actualmente, a diferença entre o pesadelo da crise e a quimera da riqueza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num momento de encruzilhada interna e externa, os portugueses vão ter de optar, a muito curto prazo, entre um modelo de desenvolvimento sustentado por um Estado gigantesco, que necessita de cobrar impostos avassaladores para pagar os custos do Estado social, e um modelo em que o Estado está reduzido à mínima expressão de garante das funções de soberania, libertando os cidadãos do permanente assalto fiscal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Salvaguardadas as devidas diferenças históricas e culturais, três factores explicam a aceleração deste processo inevitável de escolha. Em primeiro lugar, o falhanço do combate à corrupção no Ocidente, uma das bandeiras do paternalismo europeu em relação às economias emergentes, permite constatar que o flagelo está tão banalizado num lado como no outro, ou seja, está tão presente na economia e no sistema financeiro das democracias mais antigas como nas economias de casino, sobretudo naquelas que estão alicerçadas nas fantásticas receitas do jogo. Em segundo lugar, os direitos, liberdades e garantias estão a ser progressivamente colocados em causa pela avassaladora crise económica e financeira a nível mundial, comprometendo outro dos primados da suposta superioridade ocidental sobre outro tipo de países com regimes mais ou menos híbridos. Por último, e porventura mais importante, enquanto milhões e milhões de desempregados se acumulam na Europa e nos Estados Unidos da América, os países asiáticos continuam a crescer a um ritmo tal que conseguem corresponder às expectativas de emprego das suas numerosas populações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem garantia de mais justiça e concorrência, sem a capacidade de manter e pagar avanços civilizacionais duramente conquistados e sem competitividade suficiente para garantir o emprego aos cidadãos, os povos ocidentais deixam de ter fundamentos para manter o mesmo paradigma de desenvolvimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As vantagens e as desvantagens estão diagnosticadas até à exaustão. Não sendo possível atingir o ideal do melhor dos dois mundos, há sempre uma segunda oportunidade, nem que seja para abdicar do falso conforto de um Estado social falido que pertence a um continente cada vez mais velho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7389039802594650413?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7389039802594650413/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7389039802594650413&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7389039802594650413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7389039802594650413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/12/o-novo-mundo.html' title='O novo mundo'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7473385118845840967</id><published>2011-11-22T11:15:00.001Z</published><updated>2011-11-22T11:19:38.464Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 15 2011'/><title type='text'>Tempo de justiça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mediatismo dos crimes de colarinho branco está de novo a marcar a vida dos portugueses. Nos últimos dez dias, o processo Face Oculta começou a ser julgado, em Aveiro, e a detenção de Domingos Duarte Lima relançou o escândalo do BPN, cuja investigação se tem prolongado desde 27 de Novembro de 2008, data em que Oliveira Costa foi preso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No momento em que ex-governantes, políticos e altos funcionários da administração e das empresas de capitais públicos estão a contas com a justiça, acusados de terem praticado crimes de corrupção, tráfico de influências, branqueamento de capitais, abuso de poder, entre outros, é preciso sublinhar que o Bloco Central está sentado no banco dos réus. E que a democracia está suficientemente consolidada para enfrentar quaisquer implicações ao nível dos órgãos de soberania.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É neste quadro que vale a pena ponderar as palavras de Paula Teixeira da Cruz durante a entrevista que concedeu a Judite de Sousa, na TVI.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um silêncio prometedor, desde que tomou posse em 21 de Junho passado, a ministra da Justiça começou da melhor maneira o longo período em que vai ter todos os holofotes virados para o ministério que tutela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ousadia de afirmar que “acabaram as impunidades”, com convicção e serenidade, revelando o trabalho de casa em dia, abriu um imenso espaço de expectativa, designadamente depois de abordar cinco pontos essenciais para levar a cabo a reforma tranquila na justiça: o combate à fraude e a redução do peso da máquina administrativa; a simplificação legislativa; a aposta na informatização; o reforço dos meios para a investigação criminal; e a credibilização da justiça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paula Teixeira da Cruz declarou guerra, formalmente, a todos os que se habituaram a usar o poder para criar as condições para melhor poder controlar e escapar à justiça. Esta atitude, esperada há muitos e muitos anos, tem subjacente a demonstração de que o poder executivo não teme o poder judicial, que está disponível para abrir mão dos instrumentos que no terreno o condicionam e até monitorizam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ministra deu sinais claros de ter compreendido que os portugueses estão cansados de assistir a um espectáculo degradante, que oscila entre a tentativa de intimidar os magistrados e a feira de vaidades de alguns dos principais interlocutores da justiça. E que já não há espaço para continuar a assistir ao arrastamento processual e a prescrições escandalosas que permitiram a alguns uma total impunidade. Nem mesmo tempo a perder com quem se agarra ao cadeirão das mordomias, às guerras de alecrim e manjerona e às comissões de serviço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o país tem de mudar de paradigma em termos de modelo de desenvolvimento, ainda que à custa de sacrifícios brutais, a tolerância zero em relação à justiça é um imperativo que obriga a melhor organização, a formação redobrada e a mais especialização, que permita enfrentar a complexidade e a sofisticação do crime económico, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A recuperação económica e financeira passa cada vez mais por uma justiça do século xm, sem receio de consolidar os direitos de defesa que impedem os abusos e os erros judiciários e expurgada dos formalismos salazarentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o tempo da justiça é diferente do tempo mediático, se os tribunais não se podem confundir com a opinião pública e publicada e se o jogo partidário não se pode reflectir nas instituições judiciárias, então também é verdade que não pode continuar a haver uma justiça para os políticos, os famosos e os ricos e uma outra justiça para os trabalhadores, os anónimos e os pobres. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7473385118845840967?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7473385118845840967/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7473385118845840967&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7473385118845840967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7473385118845840967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/11/tempo-de-justica.html' title='Tempo de justiça'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2532018080823558041</id><published>2011-11-12T13:06:00.001Z</published><updated>2011-11-12T13:08:50.569Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 14 2011'/><title type='text'>Falsos virgens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/falsos-virgens" target="_blank"&gt;O início do debate da proposta de Orçamento do Estado para 2012 decorreu num ambiente que há muito não se verificava em Portugal. Com a exigência da execução orçamental em cima da mesa, cujo sucesso só o tempo comprovará, o debate regressou ao parlamento com base em propostas governamentais realistas, e não em promessas enganosas.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É verdade que este momento decisivo para a mudança foi antecedido por críticas, recados, desabafos e lamúrias, alguns deles politicamente hipócritas, e sempre com o povo na ponta da língua, que apenas visaram levar Passos Coelho a recuar nos cortes essenciais para diminuir a despesa pública. Por isso importa saber quem são estes falsos “virgens” tão preocupados?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Em primeiro lugar, destaque para António José Seguro. O líder do PS, que ainda não manda no partido, deu uma pálida imagem do seu valor político ao enveredar pelo populismo de prometer o que nem ele nem o país têm para dar. O seu silêncio no passado, quando o desastre ainda estava à vista, retira-lhe actualmente qualquer credibilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Em segundo lugar, a esquerda à esquerda dos socialistas, não consegue sair do discurso doutrinário, não obstante algumas propostas alternativas do Bloco de Esquerda, sem viabilidade prática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Em terceiro lugar, os banqueiros, apanhados com as calças nas mãos, e obrigados a rácios prudentes, rabeiam para tentar escapar às regras definidas para acederem ao fundo de recapitalização. Os resultados da gestão dos últimos anos não lhes conferem qualquer direito a exigir o que quer que seja, tanto mais que sempre estiveram ao lado de quem conduziu o país ao abismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Em quarto lugar, destaque ainda para os sindicatos. As manifestações e as greves gerais, cuja legitimidade ninguém discute, estão vocacionadas ao esvaziamento, sobretudo com as reivindicações em relação ao sector dos transportes públicos, pois o país inteiro já percebeu que é financeiramente insustentável manter tudo como dantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Por último, e quanto a Aníbal Cavaco Silva, que mais uma vez saiu em defesa da banca, resta apenas constatar que as suas palavras têm cada vez menos eco interno e externo. E que nem todos esqueceram que nos momentos decisivos do passado preferiu a tranquilidade institucional que lhe garantiu a reeleição à responsabilidade de travar um governo que levou o país à beira do abismo.&lt;br /&gt;A dinâmica destes falsos virgens, com graves responsabilidades na crise, não impediu a aprovação da proposta de Orçamento na generalidade. E não parecem ter razão e força para inflectir a determinação da maioria na votação na especialidade, tendo em conta a certeza dada pelo primeiro-ministro: acabaram as malabarices.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A corte do costume que vive e gira à volta do Estado, à custa de folgas e almofadas, pode ainda não ter aceitado que os tempos mudaram. Todavia, os portugueses que estão a pagar todos os sacrifícios já começaram a perceber que, felizmente, o governo está mais apostado no futuro que no presente daqueles que têm sido protegidos escandalosamente por sucessivos governos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;As promessas eleitorais incumpridas, os erros, os recuos, as hesitações e os ministros que tardam em confirmar as mais elevadas esperanças pesam no desempenho governativo. Mas do outro lado está a viabilização do Orçamento que pode salvar o país do desastre final, trilhando com firmeza um caminho credível, realista e que inspira confiança nos mercados internacionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ao resistir ao coro dos falsos virgens, Passos Coelho garante no essencial que está ao nível da exigência dos tempos excepcionais que o país está a viver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2532018080823558041?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2532018080823558041/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2532018080823558041&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2532018080823558041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2532018080823558041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/11/falsos-virgens.html' title='Falsos virgens'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4486826534178128029</id><published>2011-11-07T11:08:00.000Z</published><updated>2011-11-07T15:14:10.125Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 13 2011'/><title type='text'>O regresso de Sócrates</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/regresso-socrates" target="_BLANK"&gt;Numa semana alucinante para a União Europeia, em que a ameaça de referendo na Grécia quase arrasou os ventos positivos da última cimeira dos 17 da zona euro, Passos Coelho continuou a reforçar uma trajectória de credibilidade que lhe está a garantir apoios nacionais e internacionais. Apesar da turbulência económica e financeira, Portugal está a beneficiar do distanciamento do caos grego e do diálogo político interno.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar das ameaças constantes de colapso, a abstenção do PS na votação da proposta de Orçamento de Estado para 2012, os últimos encontros entre o primeiro-ministro e António José Seguro, com o objectivo de acertar a revisão do plano da troika, e a descida da taxa de referência do Banco Central Europeu contribuíram para instalar um ambiente de relativa acalmia interna no país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Curiosamente, o regresso de José Sócrates à ribalta, qual fantasma da crise, coincidiu com um período de forte instabilidade europeia. Do exílio politicamente forçado, mas não menos iluminado, o nome do ex-primeiro-ministro voltou às aberturas dos telejornais e às primeiras páginas dos jornais pelas piores razões. Os múltiplos contactos que lhe foram atribuídos, para tentar atirar o PS para o abismo do voto contra o Orçamento de todos os sacrifícios, estão ao nível da amarga estratégia de terra queimada difundida por alguns dos seus compagnons de route. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este regresso também ocorreu na véspera do julgamento do processo "Face oculta", cujo início está marcado para 8 de Novembro, abonando a opção dos Media em recordar Armando Vara, entre outros, para melhor ilustrar a percepção de corrupção do último consulado socialista. Aliás, ainda no terreno das coincidências, de registar que Fernando Pinto Monteiro, procurador-geral da República, também escolheu este preciso momento para mais uma declaração pitoresca: "Os Media fazem de Portugal o país mais corrupto do mundo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não obstante a persistente tentativa de branqueamento do passado, que vai sendo levada a cabo por profissionais da propaganda e afins, a verdade é que os portugueses começam lentamente, e sem qualquer sinal visível de acerto de contas, a tomar consciência do que se passou nas suas barbas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É neste quadro que a decisão do Tribunal Constitucional em analisar o processo da destruição das escutas realizadas no âmbito do processo "Face Oculta", que envolvem o nome ex-primeiro-ministro, tem redobrada importância. Com a porta aberta para a análise da polémica decisão de Noronha de Nascimento, presidente do Supremo Tribunal de Justiça - de mandar destruir as escutas essenciais para a defesa de pelo menos um dos arguidos da "Face Oculta", o que por sua vez inviabilizou, temporariamente, saber se Sócrates violou grosseiramente a lei -, é caso para dizer que o regresso do distinto socialista redundou num passo estouvado, já que este processo está muito longe de estar enterrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprender com os erros do passado é sempre um acto de inteligência, pelo que o escrutínio judicial de alguns actos ocorridos durante o consulado de Sócrates é normal e até saudável, sobretudo se não é fruto de qualquer jogada política. E quando este exercício legítimo de transparência está enquadrado pelo normal funcionamento da justiça, e não serve apenas como arma de arremesso pessoal ou partidário, então estamos perante um exemplo de maturidade democrática capaz de derrotar quem, na luz ou na sombra, ainda acredita que os jogos de bastidores e as manobras de diversão são suficientes para escapar às responsabilidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4486826534178128029?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4486826534178128029/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4486826534178128029&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4486826534178128029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4486826534178128029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/11/o-regresso-de-socrates.html' title='O regresso de Sócrates'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-5022741518219310360</id><published>2011-11-04T21:53:00.001Z</published><updated>2011-11-04T21:55:51.093Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 12 2011'/><title type='text'>Banca na ordem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/banca-na-ordem"target=_blank&gt;Os resultados da última cimeira de Bruxelas são favoráveis a Portugal, essenciais para a estabilização da zona euro e um passo no sentido da recuperação da economia mundial. O perdão de 50% da dívida grega, o reforço do Fundo Europeu de Estabilização Financeira para cerca de um bilião de euros e a recapitalização da banca acalmaram os mercados internacionais e estancaram os efeitos de contágio da crise da dívida soberana.&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;As decisões dos países da zona euro podem não ter resolvidotodos os problemas, mas têm um alcance muito maior do que os resultadosimediatos: Em primeiro lugar, a banca foi metida na ordem, partilhando osprejuízos em situação de crise; de seguida, acabou o tempo em que a banca, atroco de juros especulativos, se limitava a alimentar o endividamentodesenfreado de Estados soberanos; por último, os 17 da zona euro têm deinscrever nas respectivas Constituições, até final de 2012, limites para osdéfices e para as dívidas públicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Estas orientações são fundamentais, desde logo porquesalvaguardam países como Portugal, demasiado vulneráveis, até aqui, a umagovernação politicamente criminosa, à qual o conjunto dos órgãos de soberania edemais instituições nunca conseguiram fazer frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O caminho seguido pode não agradar a uma esquerda deliranteque, paradoxalmente, clamava por mais uma fuga em frente, com eurobonds eafins, sem cuidar previamente de introduzir mecanismos de rigor orçamental e dedisciplina no sector financeiro. Todavia, os 17 demonstraram que o projecto da moedacomum não é só um desígnio institucional, político, económico e social, tambémpode servir para travar a ganância e a corrupção que resultam da desregulação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O regabofe que ocorreu em Portugal não seria possível seestas medidas já estivessem em vigor. Ou seja, se a banca portuguesa,certamente liderada por gestores de topo, soubesse que poderia perder 50% doinvestimento em dívida grega, seguramente não teria alavancado muitos dosinvestimentos públicos desastrosos que foram contratualizados nos últimos seisanos em Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Para ter uma noção do que está em causa, basta recordar asúltimas revelações sobre os escandalosos negócios das SCUT's, designadamente ada Grande Lisboa e a do Norte, cujos encargos para o Estado passaram de zeropara 1,42 mil milhões de euros, em 2010, após uma renegociação entre o anteriorgoverno e a Mota Engil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;Passos Coelho tem razões para poder sorrir, pela primeiravez, desde que assumiu a liderança do Executivo. O desanuviar da crise europeiapermite consolidar o ajustamento, em que se destaca a firmeza exemplar doataque ao desperdício na RTP, no quadro de um horizonte menos carregado dedúvidas e incertezas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: EN-US;"&gt;As prioridades do governo, vertidas na proposta de orçamento para 2012,estão a dar resultados positivos. O facto dos 17 reconhecerem que osportugueses estão a dar a volta à crise, ainda que à custa de sacrifíciosterríveis, é o trunfo que faltava a Passos Coelho para demonstrar que, afinal,há uma luz no fundo do túnel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-5022741518219310360?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/5022741518219310360/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=5022741518219310360&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5022741518219310360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5022741518219310360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/11/banca-na-ordem.html' title='Banca na ordem'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-442570209353735202</id><published>2011-10-23T12:09:00.003+01:00</published><updated>2011-10-23T12:11:57.120+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 11 2011'/><title type='text'>Por uma esquerda nova</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/uma-esquerda-nova" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;Os socialistas manifestam uma total desfaçatez política quando admitem votar contra a proposta do Orçamento do Estado para 2012, atestando que ainda sustentam mais do mesmo que conduziu o país ao estado de dependência extrema da ajuda externa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Esta espécie de esquerda parece não ter emenda, sobretudo no momento em que está a ser embalada pelo Presidente da República, que critica agora o que não foi capaz de fazer enquanto primeiro-ministro em tempos de vacas gordas: a reforma do Estado e o saneamento do sector empresarial público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso desmistificar a gritante desonestidade intelectual de atribuir à direita a responsabilidade por todos os males da crise. É que a viragem do século ficou marcada pela esperança da governação à esquerda nos maiores países da União Europeia: Alemanha (Gerhard Schroeder), Espanha (José Luis Rodríguez Zapatero), França (Lionel Jospin), Reino Unido (Tony Blair) e Itália (Giuliano Amato). Uma década depois, quase metade dos países da União Europeia eram governados pela esquerda. Mas contra factos não há argumentos: a partir de 5 de Junho de 2011, que marcou a derrota de José Sócrates, entre os 27 restavam apenas cinco governos de esquerda: Espanha, Grécia, Áustria, Eslovénia e Chipre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A esquerda falhou, capitulou em relação ao poder económico e financeiro e enredou-se em negócios de Estado – em suma, errou estrondosamente no combate à corrupção. A “Terceira Via”, ou o que restou dela, resultou numa gigantesca fraude política, deixando a esquerda sem projecto político. Basta querer ver a realidade, nem é preciso invocar o primarismo de Margaret Thatcher: “O socialismo dura até se acabar o dinheiro dos outros”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A questão é ainda mais inquietante quando comunistas e bloquistas revelam que também não aprenderam nada com a viragem à direita. Até Fernando Rosas, um dos mais brilhantes à esquerda, caiu no vazio da cassete da “política da inevitabilidade que vai destruir o país”, conforme repetiu no programa “Prova dos 9” da TVI 24. Aparentemente, a esquerda continua convicta de que sacudir a água do capote lhe vai permitir reconquistar a credibilidade, como comprova a tentativa de desvalorizar a estrondosa derrota na Madeira, apesar da governação irresponsável de Alberto João Jardim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Se é factual que comunistas e bloquistas não participaram na governação dos últimos 25 anos, também é verdade que não conseguiram travar a deriva socialista ao longo de 13 anos, o que poderá explicar, em parte, a desilusão do seu eleitorado mais fiel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A esquerda tem de assumir os erros cometidos no exercício do poder para depois confrontar a governação da coligação de direita com as promessas eleitorais falhadas e com os resultados das novas políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para já, não se vislumbra que seja a receita desta esquerda velha a tirar o país do abismo. A agitação sindical, até compreensível, não inverterá o ajustamento doloroso nos próximos anos, como revela a contestação grega. Numa primeira fase, só a austeridade brutal poderá ser suficiente para convencer os nossos credores a darem uma nova oportunidade a Portugal. E esperar que a União Europeia salve o país, novamente, após a estratégia suicida de prego a fundo no endividamento, que duplicou nos últimos seis anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A democracia precisa de uma esquerda nova, porventura reinventada, mais competente e responsável, menos instalada e corrupta, desejavelmente com capacidade para encontrar pontos de união na diferença. Até lá, o que é inevitável é a realidade, e combater o que esteve na origem de um monumental falhanço governativo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-442570209353735202?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/442570209353735202/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=442570209353735202&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/442570209353735202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/442570209353735202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/10/por-uma-esquerda-nova.html' title='Por uma esquerda nova'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-1126623179803501418</id><published>2011-10-17T11:59:00.000+01:00</published><updated>2011-10-23T12:06:15.263+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 10 2011'/><title type='text'>Pela garantia da paz social</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/pela-garantia-da-paz-social#.TpwKTF_J7vY.blogger"&gt;Pela garantia da paz social | iOnline&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No momento em que Pedro Passos Coelho revelou a austeridade brutal para 2012 é fundamental recordar a origem da crise global: a irresponsabilidade de banqueiros e a incompetência de supervisores e órgãos de regulação que contaram com a cumplicidade do poder político, pondo a nu a criminosa desregulamentação dos mercados. Posteriormente, e para fazer face à borrasca, os governos socorreram a banca com todo o tipo de garantias, à custa dos contribuintes, para de seguida os deixar afogar em dívida pública de estados exauridos, criando um novo problema de liquidez e de crédito à economia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Concentrar os holofotes na resposta à tempestade para desviar as atenções da origem da crise não serve o país, tanto mais que foram ambas que nos conduziram a este desgraçado estado de dependência externa, depois de a banca portuguesa andar a alimentar a governação aventureira de José Sócrates na mira do lucro fácil. Quem não se lembra das declarações de Ricardo Salgado, a propósito das grandes obras públicas, antes das legislativas de 2009, atestando a folga e a credibilidade de Portugal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A irresponsabilidade política e a ganância financeira estão à vista, acompanhadas da implacável factura. Os portugueses já começaram a pagá-la. Agora só falta implementar o aumento da real tributação dos lucros da banca, bem como mostrar disponibilidade para avançar com uma nova taxa sobre as transacções financeiras, para completar o leque dos convocados para pagar a crise.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Actualmente, os esforços nacionais são exigíveis, como revela a extrema exigência do Orçamento de Estado para 2012. Todavia, não chegam; continua a ser necessária uma solução concertada na União Europeia. Os accionistas dos bancos têm de assumir as suas responsabilidades, como exigiu Durão Barroso. E tem faltado a Pedro Passos Coelho uma palavra clara de apoio ao presidente da Comissão Europeia, porventura a melhor forma de passar uma mensagem cristalina à banca: enquanto não contribuir para pagar a crise, não haverá a paz social essencial para a recuperação da economia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém pode ficar de fora na hora de vender os anéis para salvar os dedos. Se houver agravamento, também terá excepcionalmente de se taxar as grandes fortunas e os rendimentos de capital. Aliás, o anúncio do aumento da taxa liberatória, de 21,5% para 30%, em relação às transferências financeiras para contas em paraísos fiscais, e o aumento de 5% na tributação dos lucros superiores a 10 milhões de euros são um sinal de que o governo é sensível a mais equidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Os banqueiros têm de reagir de uma forma pró-activa, encontrando soluções internas ou externas para enfrentar a crise da dívida soberana e do euro. E, como sublinhou Fernando Ülrich, presidente do BPI, as fusões fazem parte das opções a curto prazo, não sendo de excluir que alguns banqueiros já estejam em conversações há bastante tempo para encontrar uma plataforma de entendimento. Só assim podem garantir a solidez, assegurar o crédito à economia e reconquistar a credibilidade perdida nos últimos anos. E sem a confiança dos depositantes e o crescimento económico nem há negócio para a banca, nem lucros, por muitas isenções, linhas de crédito, garantias e avales estatais que haja.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de décadas de descarada capitulação do poder político em relação ao poder financeiro, chegou a hora de mudar, de também exigir aos bancos um esforço adicional para acorrer à situação de emergência social. Os portugueses só aceitarão os sacrifícios se eles forem redistribuídos por todos, sem excepção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-1126623179803501418?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.ionline.pt/opiniao/pela-garantia-da-paz-social#.TpwKTF_J7vY.blogger' title='Pela garantia da paz social'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/1126623179803501418/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=1126623179803501418&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1126623179803501418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1126623179803501418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/10/pela-garantia-da-paz-social.html' title='Pela garantia da paz social'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-3089820836922151180</id><published>2011-10-09T10:54:00.000+01:00</published><updated>2011-10-09T10:55:54.941+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 9 2011'/><title type='text'>A revolução que tarda</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/revolucao-tarda" target="_blank"&gt;As eleições legislativas regionais na Madeira representam uma nova oportunidade para Portugal se ver livre de mais um co-responsável pela situação económica e financeira. Mas não é de admirar se tudo ficar mais ou menos na mesma no arquipélago, tal é o sentimento de acrimónia em relação aos políticos. Basta entrar numa urgência hospitalar, tratar de uns documentos numa repartição, apanhar um táxi, fazer fila para o autocarro ou tomar a bica para perceber que o país está a mirrar.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tradicional maledicência, a leviandade intrínseca e a discussão da bola já não são o que eram. A angustiante discussão sobre a crise económica, as finanças públicas e o futuro do euro está a minar a confiança que ainda resta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sentimentos de esperança, indiferença, resignação e revolta continuam a ser dominantes, mas o que impressiona é a suspeição larvar em relação às instituições e a cada um dos seus líderes. Ninguém escapa a este processo de transição, cuja metamorfose está a atacar novos e velhos, ricos e pobres, empregados e desempregados, pelo que urge uma resposta pela positiva, com mais acções do que palavras inconsequentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De facto, acabaram os tempos de ilusões. Há uma nova crise dentro da velha. A tendência colectiva para deixar ao tempo a tarefa de fazer o que agora compete a cada um pode custar ainda mais que qualquer desvio orçamental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto o poder estiver entrincheirado nos gabinetes com ar condicionado e nos carros com vidros fumados, embalado em discursos de circunstância e jogadas de bastidores, os portugueses reforçarão a convicção de que tudo é, e será, sempre mais do mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fosso abissal que está a ser cavado entre governantes e governados não pode ser varrido para debaixo do tapete, designadamente após mais uma manifestação de polícias, cujo zénite coincidiu com palavras de ordem destinadas a enxovalhar o poder executivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais desastroso ainda seria agravar esta clivagem com o ímpeto de uma reforma do poder regional e local sem demonstrar igual critério e rigor em relação ao Estado central.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é aceitável correr o risco de dar argumentos a quem estica o dedo em direcção ao poder de Lisboa. A solução não passa por confundir este ou aquele dirigente regional e local com o poder regional e local. Aliás, a título de exemplo, a confirmarem-se os únicos cortes anunciados para a RTP até agora, que afectam sobretudo os centros regionais, aqueles que mais precisam de ser protegidos em nome do serviço público, é caso para dizer que a austeridade que ainda está para chegar pode dar origem a mau tempo no canal e no país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caminho tem de ser outro: premiar, social e fiscalmente, o trabalho, o esforço e o mérito, no norte, no sul, no centro ou nas regiões autónomas. Esta é a revolução que tarda e continua a ser adiada, mas que pode devolver ao país a alegria e a energia, abrindo caminho ao emprego e ao crescimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chega de conversa depressiva sobre o mundo, a União Europeia, a Grécia. É preciso ter a coragem política de encontrar novas soluções que permitam restabelecer a auto-estima e a confiança entre governantes e governados. O tempo da República para sair da crise pela porta grande começa a escassear.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-3089820836922151180?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/3089820836922151180/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=3089820836922151180&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3089820836922151180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3089820836922151180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/10/revolucao-que-tarda.html' title='A revolução que tarda'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-704906422258226348</id><published>2011-10-03T11:45:00.005+01:00</published><updated>2011-10-03T11:46:45.359+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 8 2011'/><title type='text'>O novo PGR</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/opiniao/novo-pgr" target="_blank"&gt;D. José Policarpo surpreendeu ao fazer a seguinte declaração: “Nenhum político sai da política com as mãos limpas.” A afirmação tem um peso redobrado no momento em que o Parlamento aprovou a criminalização do enriquecimento ilícito e o país está à beira de conhecer o nome do novo procurador-geral da República (PGR).&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Como prova a prisão de Isaltino Morais ao fim de oito anos de processo, a realidade exige um salto qualitativo na justiça. Não basta produzir legislação para português ver e atirar com mais dinheiro para o sector. Desde logo, é basilar começar por escolher um novo líder do Ministério Público (MP) com credibilidade e provas dadas, em particular na investigação e combate contra a corrupção, o cancro que está a matar o país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Para ter uma noção do custo exorbitante do adiamento deste combate, basta atentar na explicação incontornável de Maria José Morgado: “A criminalização do enriquecimento ilícito já deveria ter sido criada, pelo menos, há dez anos. Agora estamos a pagar a factura elevadíssima e dramática do regabofe acerca dos dinheiros públicos e do aproveitamento indevido do dinheiro dos contribuintes.”&lt;br /&gt;Chegou a hora de a nova maioria criar reais condições para cumprir as recomendações da Convenção da ONU contra a Corrupção, de 1996, de separar a justiça dos universos da política e da segurança e de demonstrar que não tem medo, sim, não tem medo de nomear quem sempre se distinguiu pelo trabalho no MP, e não por qualquer ligação partidária, política ou outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Existe uma maioria que está ansiosa por um melhor e mais célere funcionamento do sistema judicial, capaz de dar garantias a cidadãos, a empresários e a investidores. O isolamento do PS, que ficou de fora na aprovação do crime de enriquecimento ilícito, pode ter sido incompreensível, mas não foi uma surpresa à luz do que se passou nos últimos anos. Novidade, essa sim, foi a repentina necessidade de António José Seguro prestar uma última vassalagem a Fernando Pinto Monteiro no momento em que o actual PGR continua paralisado à espera do anúncio do seu sucessor.&lt;br /&gt;O voto não pode servir como um escudo de inimputabilidade, pelo que os eleitos e demais servidores do Estado têm de dar o exemplo na explicação de quaisquer dúvidas sobre enriquecimento injustificado. E não faltam exemplos de ostentação descarada. Como é possível a um governante, a um político ou até a um alto funcionário manterem um estilo de vida milionário quando passaram uma parte da vida a trabalhar para o Estado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A impotência em relação aos offshores e o papão da inversão do ónus da prova são argumentos estafados que já não bloqueiam este combate, que nada tem de moralista, pois o que está em causa é tão-só prevenir e punir o assalto ao bolso dos contribuintes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Após mais de 100 dias de governação muito foi feito, mas ainda falta fazer muito mais, em particular na área da justiça. Os esforços de Paula Teixeira da Cruz, ministra da Justiça, não podem ser exauridos com mais uma guerra no sector, agora com os advogados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A esperada reforma também pode começar a ser feita pela positiva, pelo reforço da credibilidade do MP através da escolha de uma liderança que não deixe margem para quaisquer dúvidas.&lt;br /&gt;A nomeação do novo PGR vai ser o momento para aferir se o governo está do lado das “mãos limpas” ou se vai ficar associado às “mãos sujas” que nos conduziram à percepção de desconfiança em relação à justiça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Os portugueses já sinalizaram em quem mais confiam, agora resta esperar que o governo dê um passo decisivo na mudança tranquila.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-704906422258226348?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/704906422258226348/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=704906422258226348&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/704906422258226348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/704906422258226348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/10/o-novo-pgr.html' title='O novo PGR'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2126530972776696242</id><published>2011-09-20T12:14:00.000+01:00</published><updated>2011-09-20T12:17:02.013+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 7 2011'/><title type='text'>Velhos políticos em pânico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/149957-velhos-politicos-em-panico" target="_blank"&gt;A nova geração que integra o governo de Pedro Passos Coelho conquistou o benefício da dúvida. Os discursos, os rituais, as práticas e algumas das últimas decisões corajosas estão a consolidar o início de uma transformação radical, permitindo descortinar um novo tipo de governação que marca uma inequívoca ruptura com as últimas três décadas.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Lentamente, e ainda que com hesitações e até erros, a actuação do governo tem resultado na credibilização de alguns dos seus ministros mais jovens e politicamente desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi por acaso, certamente, que Mário Soares, com a perspicácia que lhe é reconhecida, disparou sobre o porta-aviões da nova geração: Vítor Gaspar. Do alto da sua arrogância política, sempre desculpada pelo seu papel na fundação da democracia, o ex-Presidente da República chamou "político ocasional" ao ministro das Finanças. De facto, foi o maior elogio que lhe podia fazer, atestando que Vítor Gaspar chegou à política por mérito do seu percurso académico e profissional, e não pela via da ascensão partidária ou da habilidade para transportar maletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A referência de Soares diz tudo sobre a incomodidade sentida por alguns velhos políticos quando uma nova geração começa a controlar as rédeas do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais extraordinário é que o "animal político" confessou, com sinceridade, que não compreende o discurso de Vítor Gaspar. Porventura, até poderia ter acrescentado o mesmo em relação aos ministros Álvaro Santos Pereira (Economia e Emprego), Paula Teixeira da Cruz (Justiça), Paulo Macedo (Saúde), Pedro Mota Soares (Solidariedade e Segurança Social) e Nuno Crato (Educação e Ciência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso bater no fundo para ser perceptível o enorme fosso que o tempo cavou entre os velhos e os novos governantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sempre resolveu as crises com a mão esticada em direcção à ajuda externa não entende que há outros caminhos. Ninguém nega o seu mérito em retirar o país da ditadura e da miséria, mas chegou o momento de dar lugar aos mais jovens, sujeitando-se ao julgamento político do esbanjamento do extraordinário fluxo dos fundos comunitários. Por isso não admira que alguns velhos políticos estejam em pânico, temendo cair do pedestal em que os colocaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que o legado de um país falido, só mesmo esta tentativa de começar a enfraquecer gratuitamente um governo que acredita que o país não pode continuar a pagar um modelo de de- senvolvimento sustentado pelo Estado, um Serviço Nacional de Saúde medíocre e despesista, uma justiça ineficaz e minada pelos partidos políticos e um sistema de ensino burocratizado e deficiente, entre outros estrangulamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem prejuízo da crítica, é preciso dar uma oportunidade a quem está a demonstrar que está apostado na ruptura com um modelo esgotado, cuja tolerância à corrupção engordou escandalosamente a classe dirigente e empobreceu o país, de negócio de Estado em negócio de Estado, de empresa pública falida em empresa pública falida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal não está condenado a ser pobre, a perpetuar as desigualdades gritantes e a adiar as reformas estruturais vitais sob a capa de slogans estafados. Nem precisa de uma espécie de tutela permanente dos fundadores da democracia. Apenas necessita que a nova geração de governantes esteja à altura dos tempos, seja capaz de se libertar de amarras ideológicas e da teia de compromissos insondáveis, de forma a honrar os sacrifícios exigidos aos portugueses.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2126530972776696242?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2126530972776696242/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2126530972776696242&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2126530972776696242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2126530972776696242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/09/velhos-politicos-em-panico.html' title='Velhos políticos em pânico'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-5560625876414745122</id><published>2011-09-11T09:54:00.000+01:00</published><updated>2011-09-11T09:54:28.607+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 62011'/><title type='text'>Humanidade sob ameaça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/148351-humanidade-sob-ameaca" target="_blank"&gt;No momento em que recordamos as vítimas inocentes de um dos maiores atentados terroristas de que há memória, perpetrado em 11 de Setembro de 2011, importa também reflectir sobre a forma como o mundo reagiu à barbárie, garantindo uma relativa tranquilidade à custa de um paradigma estafado e da crescente limitação das liberdades individuais.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;À primeira vista estamos mais seguros, desde logo porque atentados da dimensão do de Nova Iorque, entre outros, não se repetiram. Apesar de vivermos em permanente estado de ameaça, com constantes alertas de atentados, a cooperação internacional e a crescente monitorização das redes terroristas têm permitido uma prevenção razoável. Tal só tem sido possível em virtude de um reforço extraordinário das verbas destinadas à segurança, às polícias e aos serviços de informações de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, na última década, muitos têm consentido, e até apoiado, o reforço das políticas securitárias, sustentadas por um Big Brother à escala planetária, ou seja, entendem que vale a pena abdicar de direitos, liberdades e garantias porque o Ocidente está a combater assassinos impiedosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será este o melhor caminho? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O retrocesso civilizacional nunca foi uma solução duradoura para enfrentar os facínoras. É preciso olhar para trás para perceber quanto custou este aparente sossego. É preciso não esquecer a lei Patriot (26 de Outubro de 2011), Guantánamo, os voos secretos da CIA, as prisões secretas na Europa, a tortura ("waterboarding"), o custo astronómico em recolha de informações e as alianças pontuais com assassinos a nadar em petróleo que sustentaram ideológica, religiosa e financeiramente o terrorismo internacional. O espectacular assalto militar que liquidou Osama Bin Laden a tiro não derrotou definitivamente quem nasce e cresce a acreditar na força das armas. Muito pelo contrário, fez dele um mártir, uma inspiração para os fanáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais grave é que vivemos hoje num permanente estado de sítio light, em que os governos continuam a ignorar os principais fermentos que alimentam a guerra santa, com mais ou menos invasão ou revolta popular no Médio Oriente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre poderosos e democracias à la carte, ditadores e ditaduras, a verdade é que o nepotismo, a corrupção, o analfabetismo, o subdesenvolvimento e o fundamentalismo religioso continuam a florescer, perpetuando um risco infindável de extremismos sanguinários e inaceitáveis. Aliás, actualmente, a ameaça já não é apenas bombista, mas também de exércitos de pobres e famintos que estão dispostos a morrer pela ilusão do El Dourado ocidental. Num mundo global, comandado por uma economia em que milhares de milhões de dólares e de euros mudam de mãos numa fracção de segundo, a guerra e o terror estão esgotados. Ambos representam a cara e a coroa da moeda que tem adiado a resolução dos problemas que continuam a alimentar todos os tipos de terrorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de crise, mesmo nos países mais desenvolvidos, é notória a falta de lideranças com uma visão que ultrapasse o umbigo das suas fronteiras históricas, políticas, culturais e geoestratégicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma década depois do 11 de Setembro, o grande desafio é a mudança do paradigma estafado que está a condenar a civilização. É preciso mais educação, mais redistribuição da riqueza e mais liberdade para enfrentar o futuro. O caso não é de esquerda nem de direita, não é um confronto entre falcões e pombas, nem tão-pouco uma luta entre ricos e pobres; é apenas uma questão de racionalidade, em suma, de humanidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-5560625876414745122?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/5560625876414745122/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=5560625876414745122&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5560625876414745122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5560625876414745122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/09/humanidade-sob-ameaca.html' title='Humanidade sob ameaça'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7349501706285447059</id><published>2011-09-04T17:49:00.000+01:00</published><updated>2011-09-04T17:52:22.073+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 5/2011'/><title type='text'>Circo de impunidades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As hesitações de Pedro Passos Coelho em demitir as chefias das secretas estão a gerar um sentimento de insegurança na sociedade e a fomentar um clima pantanoso na comunidade das informações. Das duas uma: ou o primeiro-ministro não está à altura de tomar decisões da maior urgência, ou então está a seguir um caminho pouco transparente e politicamente perigoso.&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A competência e a dedicação da maioria dos operacionais merecem uma liderança à prova de qualquer desconfiança que vulnerabilize os serviços, interna e externamente. E também merecem um chefe do governo - primeiro responsável pelo Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) - capaz de entender que não é possível amparar o que se está a passar, à vista de todos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem já mostrou que não é capaz de garantir a direcção e o normal funcionamento dos serviços não pode reclamar mais meios logísticos e financeiros, nem tão-pouco ser tratado como parte da solução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De facto, existe uma grave suspeição fundada no funcionamento das secretas. Não basta anunciar inquéritos cujos resultados ninguém pode conhecer. Também já não é suficiente "puxar as orelhas" publicamente a quem continua a fazer de conta que não é responsável pelo problema. Por último, é preciso poupar os portugueses a manobras de diversão de última hora para branquear a guerra fratricida pelo controlo dos serviços e para tentar disfarçar o que se passou - esteja em causa um jornalista ou outro cidadão qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A manifesta indecisão de Pedro Passos Coelho em cortar o mal pela raiz só reforça a percepção de irremediável abandalhamento de um dos pilares da segurança nacional. E mais: o insustentável silêncio do presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, legitima a sensação de que há intocáveis na espionagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A atitude de wait and see, por causa desta ou daquela manchete, revela uma gestão imprudente, condenando ao fracasso qualquer tentativa de avaliar a natureza e a dimensão das eventuais operações negras, à margem do sistema, efectuadas no passado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é aceitável conviver sem um sobressalto cívico com este circo. Em 1999 ficou claramente indiciada a colaboração do SIS com o espião sul-africano Pieter Groenewald em acções ilegais de escuta e varrimento electrónico. Em 2003, o SIEDM (actualmente, SIED) saltou para a ribalta por alegadas práticas ilegais, nomeadamente escutas e investigações de personalidades da vida política nacional. A partir de 2005, com a eleição de José Sócrates, acumularam--se mais indícios, declarações e notícias sobre o funcionamento dos serviços para lá da legalidade, que culminaram, em 2009, com o incrível episódio da vigilância a Belém. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todos os casos, ficou patente a limitação dos magistrados, quiçá a falta de brio, em aprofundar os indícios e os elementos probatórios existentes, bem como a gritante incapacidade dos órgãos de fiscalização das secretas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso não ignorar esta pesada herança, sobretudo em tempo de crise, no quadro do apodrecimento galopante do regime. Nem tão pouco mitigar o peso da corrente que apadrinha, mais ou menos subtilmente, a caça aos jornalistas, entre outros, para "defender" o segredo de Estado e o segredo de justiça, mesmo que possa resultar no encobrimento de crimes. Ela está instalada nos corredores do poder, da segurança nacional e até da justiça, sempre sob o manto do estafado interesse nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou a hora de encarar de frente esta ameaça, sem medo, com redobrada atenção e ainda mais trabalho. É preciso acabar com o circo de impunidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7349501706285447059?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7349501706285447059/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7349501706285447059&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7349501706285447059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7349501706285447059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/09/circo-de-impunidades.html' title='Circo de impunidades'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-1406388690683747253</id><published>2011-08-27T23:10:00.001+01:00</published><updated>2011-08-27T23:10:23.775+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 4/2011'/><title type='text'>O melhor lado da crise</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/145536-o-melhor-lado-da-crise" target="_blank"&gt;Manuela Ferreira Leite perdeu as legislativas, em 2009, depois de uma campanha eleitoral em que ficou célebre uma polémica declaração: "E até não sei se a certa altura não seria bom haver seis meses sem democracia. Mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia." Para muitos, foi um lapso de comunicação; para outros, a expressão foi uma crítica certeira às pseudo-reformas então em curso na justiça, à custa do ataque gratuito aos juízes. &lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/145536-o-melhor-lado-da-crise" target="_blank"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois do início da crise, e face à necessidade de apressar as verdadeiras reformas, chegou a hora de levantar novamente a questão: será preciso voltar a perguntar se é preciso suspender a democracia para salvar o país? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que a discussão filosófica ou jurídico-constitucional, importa afastar desde já a tentação de invectivar determinadas classes profissionais para alijar o fardo de quem tem de fazer o que tem de ser feito. A situação exige muito mais do que uma crispação artificial e desgastante. E tal só é possível quando a governação é credibilizada por uma sociedade civil participativa e inconformada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A actualidade comprova que não será fácil repetir a governação do passado que nos conduziu à actual situação humilhante de total dependência externa. Directa ou através de mediação, é patente a crescente atenção e apetência da sociedade pela avaliação, quase em tempo real, de cada decisão governamental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora já não será tão fácil autorizar investimentos faraónicos, aumentar salários milionários, renovar frotas automóveis de luxo e até permitir mais despesas em telecomunicações inimagináveis. De igual forma, os servidores da causa pública terão cada vez maior dificuldade em enriquecer ilegal e impunemente durante ou depois do exercício de funções. Por sua vez, atitudes como a do ministro Miguel Relvas, que elogiou o correspondente da RTP em Angola quando lhe são publicamente conhecidos interesses empresariais naquele país africano, dificilmente serão repetidas. Por último, a resistência dos mais ricos a pagar um imposto extraordinário, ainda que simbólico, também não passará em claro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o dinheiro a escassear, está instalada a tolerância zero em relação ao esbanjamento, aos sinais exteriores de riqueza injustificados e à falta de solidariedade. E o voto deixou de ser um cheque em branco ao governo, quiçá constituído por iluminados e bem-intencionados, que até abdicaram de belos ordenados para servirem o país. Aliás, já não bastam cortes mais ou menos cegos e brutais na despesa. Começa a ser evidente alguma impaciência em relação a uma profunda e urgente reestruturação em áreas tão importantes como a educação, a justiça e a saúde, que se espera vir a ser feita sem ser à custa de uma nova tentativa de demonizar professores, advogados, investigadores criminais, magistrados, médicos e enfermeiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um lado bom em qualquer crise, sobretudo quando nos obriga a aprender com os erros do passado, bem como a assumir que a legitimidade formal de quem nos representa não substitui a necessidade de um escrutínio frontal e constante. Se todos os sacrifícios exigidos consolidarem esta mudança de mentalidade, então nem tudo está perdido. A consciência da necessidade de participar na agregação de diferentes interesses, num espaço de debate e legalidade, é o primeiro passo para promover novas soluções, evitando o risco de explosões sociais que fermentam, invariavelmente, a partir da passividade e da descrença em relação a quem tem a responsabilidade de governar.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-1406388690683747253?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/1406388690683747253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=1406388690683747253&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1406388690683747253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1406388690683747253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/08/o-melhor-lado-da-crise.html' title='O melhor lado da crise'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2273770967427888677</id><published>2011-08-20T09:16:00.005+01:00</published><updated>2011-08-20T09:27:01.469+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 90'/><title type='text'>Fazer de morto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A falta de frontalidade, a incapacidade de decisão e o medo do risco validam alguns dos melhores aforismos que caracterizam a sociedade portuguesa. A velha atitude de "fazer de morto" para escapar aos problemas é bem patente no dia-a-dia, desde a cúpula do Estado ao cidadão anónimo, quer por carreirismo, quer por sobrevivência. Esta prática generalizada de silêncio, omissão e indiferença tem consolidado uma aversão endógena a qualquer mudança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Será uma questão genética? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A resposta é bem perceptível nas mais diversas áreas, ao nível colectivo e individual. A ascensão nos partidos políticos, a rotação de gestores públicos, a subsidiodependência de empresários e cidadãos e, por que não dizê-lo, a dança das cadeiras nos órgãos da comunicação social, entre outros exemplos, revelam o premiar do imobilismo, dos critérios de geometria variável e da obediência a compromissos insondáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A título de exemplo gritante, não é por acaso que um cidadão mais afoito pode pensar que não temos procurador-geral da República há vários meses, ao mesmo tempo que grassa a corrupção e a ideia de impunidade. Não obstante todos os estrangulamentos já identificados no Ministério Público, Fernando Pinto Monteiro remeteu-se ao silêncio sepulcral, que mais parece o atirar da toalha para o chão, quiçá, à espera de uma vaga de fundo que lhe permita ser reconduzido no cargo em Outubro próximo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A autonomia do Ministério Público obriga a outra atitude pública, tal como exige uma clarificação processual que evite a repetição da percepção de escandalosa gestão dos casos judiciais que envolveram o nome de José Sócrates &lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;―&lt;/span&gt; Freeport, licenciatura e escutas &lt;span style="mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;―, entre outros tão graves e mediáticos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Neste quadro institucional também não é de admirar que o executivo continue a fazer de morto em relação a dossiers decisivos que exigem decisões urgentes e cristalinas, como por exemplo a construção do TGV, a revisão constitucional e a proposta de um governo económico na União Europeia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os mais variados exemplos vindos de cima aclaram a inércia do cidadão resignado, avesso a fazer ondas, ou do desempregado que se conforma com o subsídio de desemprego ou com o rendimento mínimo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Numa época de exigência, em que são precisas medidas pró-activas, é indispensável desenvolver uma nova dinâmica, coerente e limpa, não basta a navegação à vista, pontuada por algumas boas medidas avulsas, até a tempestade financeira amainar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A nova maioria está convencida que chegou a hora de comer e calar, e até está persuadida que o futuro depende dos portugueses continuarem a comer e a calar, Felizmente, existem excepções que contrariam este marasmo. As intervenções públicas de Alexandre Soares dos Santos (presidente do grupo Jerónimo Martins), de Belmiro de Azevedo (presidente do grupo Sonae), de Medina Carreira (advogado e fiscalista), de Maria José Morgado (Directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa), e de Paulo Morais (ex-vereador da Câmara do Porto), entre outros, têm sido fermentos essenciais para manter a esperança na mudança de mentalidades. É verdade que não fazem mais do que a sua obrigação, tendo em conta o estatuto que lhes é reconhecido unanimemente, contudo fazem-no em contraponto com uma maioria silenciosa que continuam a vencer sem agitar as águas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O equilíbrio das contas públicas é tão importante como romper com a tradicional letargia que tem condenado o país à pobreza. É preciso contrariar este ram-ram, em que até os jovens desempregados fazem de mortos na esperança de arranjar um emprego num &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;call center&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2273770967427888677?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2273770967427888677/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2273770967427888677&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2273770967427888677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2273770967427888677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/08/fazer-de-morto.html' title='Fazer de morto'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2082946683548691484</id><published>2011-08-14T09:31:00.002+01:00</published><updated>2011-08-14T10:39:29.856+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 2/2011'/><title type='text'>Portugal continua adiado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/142947-portugal-continua-adiado" target="_blank"&gt;Na tomada de posse, em 21 de Junho passado, o primeiro-ministro reafirmou a promessa de mudança. Entre as juras de menos Estado e de melhor Estado, certamente não foi por acaso que a privatização da RTP assumiu uma relevância emblemática&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1550527156"&gt;A então propalada determinação de cortar um dos mais mediáticos tentáculos do "monstro" representou um sinal de esperança, tanto mais que a estação pública foi sempre um estado dentro do Estado. Mais que a alteração do paradigma do serviço público na comunicação social, respirava-se o alívio da ruptura com o passado. &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1550527156"&gt;Passados 52 dias de governação, é legítimo perguntar: o que mudou? &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1550527156" target="_blank"&gt;O escrutínio das primeiras medidas não deixa quaisquer dúvidas. Das certezas passámos às cedências. Não faltam exemplos: a privatização da RTP foi atirada para mais tarde, através do truque de mais um plano de reestruturação e de mais um grupo de trabalho; na administração, tirando a eliminação de uma ou outra instituição, continua a tradicional dança de cadeiras e mais uma vaga de boys principescamente pagos; na gestão das grandes empresas públicas, superendividadas, a única novidade é o aumento brutal do preço dos transportes; nos negócios, a venda do BPN foi um desastroso exemplo de gestão; e, na saúde, uma circular do ministro Paulo Macedo, a propósito dos reembolsos, foi suficiente para lançar o alarme. &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1550527156" target="_blank"&gt;A percepção da mudança tem estado limitada ao aumento do peso dos sacrifícios, sempre para o lado dos mais fracos. O país tem razão para começar a desconfiar que este governo não vai lá, que afirma boas intenções mas revela tibieza em avançar com o que prometeu mudar. &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1550527156" target="_blank"&gt;Em vez de uma equipa forte e coesa, com fôlego para anunciar o master plan dos cortes na despesa pública, o executivo já está enredado em escândalos de Estado e em intrigas políticas, revelando fraqueza em relação aos lóbis e à mercearia partidária.&amp;nbsp; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1550527156" target="_blank"&gt;O primeiro-ministro precisava de marcar a diferença, de governar sem ceder aos mais poderosos, de ganhar credibilidade política para enfrentar a previsível contestação social que se avizinha a passos largos. A verdade é que ainda não o conseguiu.&amp;nbsp; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1550527156" target="_blank"&gt;Não é possível continuar a viver num país sem uma definição clara das prioridades, em que mais de um terço das indemnizações compensatórias do Estado são atribuídas à RTP e à agência Lusa. É tão importante acabar com o esbanjamento para pagar um serviço público duvidoso como é imperioso demonstrar que o poder não está refém das ameaças e dos sinais de descontentamento das corporações e dos barões do regime, habituados há demasiado tempo a privilégios escandalosos. Só assim é possível conquistar o país, acautelando as condições internas suficientes para executar as medidas impostas pelos nossos credores. Ora, para já, o caminho tem sido outro, tem passado pelo cumprimento cego do calendário das medidas da troika, à custa de mais e mais impostos, como revela a antecipação do anúncio do aumento do IVA no gás e na electricidade. É verdade que o governo já recebeu os respectivos aplausos, garantindo a segunda parte do empréstimo externo, mas continua por cumprir o essencial: a mudança estrutural. &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/142947-portugal-continua-adiado" target="_blank"&gt;A única forma de inverter o sentimento de frustração que varre o país é honrar as prioridades anunciadas, desde logo cortando implacavelmente nos desperdícios e nas mordomias incompreensíveis, sem nunca esquecer que a justiça social é um dos pilares do regime democrático. O resto é mais do mesmo, ou seja, é a fatalidade da continuação do país adiado. &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2082946683548691484?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2082946683548691484/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2082946683548691484&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2082946683548691484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2082946683548691484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/08/portugal-continua-adiado.html' title='Portugal continua adiado'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-5963478880670793201</id><published>2011-08-06T09:44:00.005+01:00</published><updated>2011-08-06T09:51:00.500+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Diário i Série IV 1/2011'/><title type='text'>Quem manda nos espiões?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.ionline.pt/conteudo/141774-quem-manda-nos-espioes" target="_blank"&gt;Quando escrevi sobre o funcionamento das secretas e sobre a aparente passividade demonstrada aquando dos voos da CIA, estava certo de que o tempo me daria razão. &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Bastou a mudança de ciclo político para confirmar a instabilidade perigosa numa das áreas mais sensíveis do Estado, que decorre de uma actividade no borderline da legalidade e da ausência de uma verdadeira fiscalização. &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A decomposição anunciada tinha de resultar numa descredibilização galopante, pelo que vale a pena levantar três questões: como chegámos a esta balbúrdia? Qual é a principal conclusão a retirar? E como recuperar a credibilidade perdida?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em primeiro lugar, as "secretas" operam com impunidade há demasiado tempo, beneficiando da complacência dos órgãos de soberania e escudando- -se, invariavelmente, na protecção do segredo de Estado. Apesar de sucessivos escândalos, e de várias suspeitas estruturais - vigilância a personalidades públicas, a dirigentes partidários e até à presidência da República, entre outras do tipo mais africano, bem como operações negras, saco azul e subcontratação ilegal de escutas -, o rastilho da mais recente guerra resultou da combinação de questões conjunturais: as dúvidas sobre a nomeação falhada de um secretário de Estado levaram ao conhecimento de uma fuga de informações de um ex-espião, que transitou para a empresa de um dos patrões da comunicação social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Face a este quadro, é inevitável concluir que, em vez de estarem ao nível de Estado, os serviços de informações continuam a ser encarados como uma arma de arremesso político, nas mãos de líderes ávidos de poder e de lóbis habituados a mandar na sombra dos corredores do poder. Tal só tem sido possível porque as secretas têm estado sustentadas num modelo equívoco e talhado à medida das sucessivas maiorias políticas. Aliás, ninguém tem dúvidas que os executivos sempre estiveram mais empenhados em servir-se das informações do que em consolidar uma estrutura ao nível das suas congéneres da União Europeia. Basta atentar na instrumentalização política e partidária, dos últimos anos, para constatar que têm estado minadas por dentro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;governo de Pedro Passos Coelho e a maioria do PSD e do CDS/PP têm de promover uma reforma tranquila, começando por abdicar de colocar os seus boys. É verdade que poucos acreditarão nesta redenção, a avaliar pelas últimas nomeações para a Caixa Geral de Depósitos; contudo, e depois da razia que José Sócrates liderou, cujo resultado está à vista, também já não há margem para errar neste capítulo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É imperioso apostar na profissionalização e na excelência da massa crítica disponível. De seguida, é preciso acabar com a dança de cadeiras, legislando no sentido de regular situações dúbias, como a transferência de altos quadros dos serviços para empresas privadas ou até para o gabinete de um primeiro-ministro. Por último, e sem complexos, é urgente avançar para a fusão, eliminando o desperdício da duplicação de instalações sumptuosas e de meios ultramodernos, sem esquecer de cuidar da formação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Obviamente, estas mudanças urgentes só terão sucesso se o paradigma da fiscalização também for alterado. De facto, os serviços de informações não são constituídos por meninos de coro. É essa a génese da sua operacionalidade, independentemente da escolha de magistrados para ocupar o topo da hierarquia. A chave do sucesso está na fiscalização efectiva e transparente, que não pode estar condicionada por amadorismos, cumplicidades diversas e exercícios formais. Aliás, não deixa de ser caricato que o presidente do órgão parlamentar que fiscaliza as secretas, coronel Marques Júnior, venha agora a terreiro condenar o "envio indevido de informações" que ocorreu há mais de dez meses. Que fiscalização é esta que actua ao retardador e sob a pressão da investigação jornalística?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em democracia não há projectos de poder pessoal que resistam ao tempo. As secretas têm de estar ao serviço do Estado e não à mão de semear deste ou daquele governo, deste ou daquele lóbi. Só com bases sólidas e uma fiscalização inabalável é possível recuperar o tempo e a confiança perdidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-5963478880670793201?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/5963478880670793201/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=5963478880670793201&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5963478880670793201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5963478880670793201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/08/quem-manda-nos-espioes.html' title='Quem manda nos espiões?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-8307585390888012192</id><published>2011-07-29T12:54:00.012+01:00</published><updated>2011-07-29T17:29:45.445+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cr'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 89'/><title type='text'>Secretas: Desonestidade tem limites</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O debate político sobre os Serviços de Informações continua a ser pautado pela tradicional promiscuidade, indigência e desonestidade intelectual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um coro de protestos tem sido audível a propósito da transferência de um espião para uma empresa privada:&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a Ongoing.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É uma crítica tardia, mas certeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mas, já agora,&amp;nbsp;onde estavam estes críticos quando o ex-primeiro-ministro, José Sócrates, transformou um espião no seu principal assessor político?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ou melhor, se um alto quadro do governo pode passar para o topo da gestão de uma empresa pública ou privada, e vice-versa, por que razão um espião não pode passar para a consultadoria empresarial pública e privada, quiçá, e vice-versa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Afinal, a existir critério, então estamos a falar de&amp;nbsp;altos quadros&amp;nbsp;com acesso a informação classificada que circulam por onde querem sem qualquer regra de prudência instituída.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não terá chegado a hora de acabar com esta farsa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A trapalhada que ficou conhecida como o "caso Bairrão" é a consequência do caos em que os serviços vivem há demasiado tempo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Infelizmente, a forma como o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, reagiu às notícias é mais do mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não basta anunciar inquéritos. É preciso fazer mais. É urgente cortar com os lobbies que sustentam este modelo de Serviços de Informações porque eventualmente lhes garantem impunidades e/ou privilégios injustificados.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os Serviços de Informações não podem funcionar à solta pelo simples facto de que o Segredo de Estado garante uma total impunidade, nem tão pouco podem sustentar a sua utilidade com os préstimos a este ou aquele governo, a esta ou aquela empresa, em detrimento dos interesses colectivos e de Estado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;edro Passos Coelho tem de libertar-se dos lobbies que defendem o actual modelo, promovendo uma reforma das secretas no sentido de uma profissionalização urgente, em que a regra do segredo não sacrifique a fiscalização e a transparência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Resta saber se tem competência para a fazer, liberdade para a levar a cabo e vontade para a concluir no espaço de uma legislatura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-8307585390888012192?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/8307585390888012192/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=8307585390888012192&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8307585390888012192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8307585390888012192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/07/secretas-desonestidade-tem-limites.html' title='Secretas: Desonestidade tem limites'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4355830784211563732</id><published>2011-07-06T23:44:00.002+01:00</published><updated>2011-07-06T23:51:38.786+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 88'/><title type='text'>EUA: O aliado que tem dias</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;O murro no estômago do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, provocado pelo&amp;nbsp;corte do rating da República, levantou um coro de protestos de toda a ordem, uns mais patrioteiros do que outros, mas sempre num uníssono tom de orgulho ferido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Como se não bastasse a humilhação, a Moody's ainda teve o atrevimento de clarificar que a decisão de atirar o país para o nível do lixo já tinha levado em linha de conta as últimas medidas draconianas, o que só veio enfurecer ainda mais a super estrutura nacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Esvaziada a fúria, com uma pitada de emoção q.b., a análise da triste realidade portuguesa passou a ser feita através do prisma da guerra em curso entre o dólar e o euro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Assim, não faltaram vozes autorizadas a clamar por uma reacção firme da União Europeia contra o tão despropositado ataque norte-americano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Encurralados no meio desta guerra global, muito por culpa da própria governação, parece não haver trunfos que valham para inverter o actual curso dos acontecimentos: nem o poderoso Durão Barroso, nem a tão estratégica aliança com a super potência do outro lado do Atlântico parecem servir para amainar ventos tão desfavoráveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Até a cotação da momentânea cegueira do Estado português em relação aos aviões da CIA, carregados de sequestrados para Guantánamo, parece ter sido atirada para o lixo, qual crédito mal parado em tempos de crise.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Como avisa o adágio, quem se coloca permanentemente de joelhos, só tem o que merece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4355830784211563732?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4355830784211563732/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4355830784211563732&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4355830784211563732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4355830784211563732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/07/eua-o-aliado-que-tem-dias.html' title='EUA: O aliado que tem dias'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-1155335897962040020</id><published>2011-07-03T10:53:00.006+01:00</published><updated>2011-07-03T11:09:16.361+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 87'/><title type='text'>Nacional-Choraminguice</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;Depois da ameaça dos estrangeiros tomarem conta das estações de televisão, o que veio a acontecer, parcialmente, mesmo depois de uma chuva de benesses atribuídas no tempo do guterrismo, os dois principais "patrões" da comunicação social puxaram pelos galões para voltar a pedintar um proteccionismo injustificado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;Não é novidade. Foi sempre assim, desde 1992.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;Nos momentos de reforço da concorrência no negócio das televisões, a escassez da publicidade foi sempre um argumento esgrimido com total desfaçatez.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;A choraminguice dos patrões da SIC e da TVI, a propósito da privatização da RTP, representa o triste panorama do empreendedorismo português.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;Ou seja, sempre com o risco na boca, mas com o Estado no bolso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;Agora, a única diferença é a alteração da estratégia da ameaça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;Paes do Amaral e Pinto Balsemão invocaram eventuais riscos para a sustentabilidade dos jornais e das rádios para pressionar o governo a adiar o inevitável: a privatização da RTP.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;Ainda que tal desvelo e desassossego possam ser justificados pelas respectivas almas de jornalistas, a verdade é que ambos não se atreveram a invocar igual perigo para o futuro das estações de televisão que dominam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;Seria de mais, sobretudo para os accionistas de ambos os grupos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;Num país em que as empresas estão a encerrar a um ritmo vertiginoso ainda há quem tenha o descaramento de vir a público pedinchar prerrogativas especiais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;E as outras empresas, que estão sujeitas a uma concorrência feroz? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;E os novos desempregados, que perderam os respectivos postos de trabalho por causa da actual crise de mercado e da selvagem política de preços?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-language: PT;"&gt;A Nacional-Choraminguice dos "patrões" da comunicação social é um péssimo exemplo, que não pode ser premiado pelo governo de Portugal que prometeu a mudança.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-1155335897962040020?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/1155335897962040020/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=1155335897962040020&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1155335897962040020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1155335897962040020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/07/nacional-choraminguice.html' title='Nacional-Choraminguice'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4945926602226090648</id><published>2011-06-27T17:41:00.002+01:00</published><updated>2011-06-27T17:48:21.012+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 86'/><title type='text'>Álvaro: nova esperança da Economia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;A concentração de diversas áreas ligadas à Economia num só Ministério é a maior revelação da orgânica do XIX governo constitucional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Desde logo, o novo super ministro vem de longe, do Canadá, pelo que a falta de ligações e de proximidades perigosas é desde logo uma vantagem para quem vai tutelar alguns dos sectores mais lobbistas de Portugal, como por exemplo as Obras públicas e o Turismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Outra das vantagens, à partida, é a ausência de um histórico quezilento entre o governante e os sindicatos e os restantes parceiros sociais, favorecendo a aposta estratégica de colocar o crescimento económico ao serviço da criação de mais postos de trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia e do Emprego, é uma das mais arrojadas apostas de Pedro Passos Coelho, seguramente a mais arriscada, felizmente! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;É a mais perigosa pela simples razão de que tudo indica que vai tentar cortar a eito com hábitos passados que explicam, em grande parte, a tradicional falta de concorrência e o crescimento atrofiado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Não é preciso ser adivinho para prognosticar que o novo super ministro será, seguramente, um dos mais atacados pelo que vai tentar mudar e pelo que vai ousar tentar fazer diferente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Na ausência de matéria substantiva, as primeiras alfinetadas já foram disparadas a propósito de uma informalidade que, aliás, é muito bem vinda e necessária.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Seguramente, não é preciso alertar o novo super ministro que, em Portugal, infelizmente não chega a competência, a seriedade e um novo estilo desempoeirado, &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;tanto mais que há exemplos passados, designadamente o de Daniel Bessa que, na mesma pasta, durou meia dúzia de meses no primeiro governo de António Guterres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Força, Álvaro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4945926602226090648?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4945926602226090648/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4945926602226090648&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4945926602226090648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4945926602226090648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/06/alvaro-nova-esperanca-da-economia.html' title='Álvaro: nova esperança da Economia'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-878657697955481182</id><published>2011-06-21T13:39:00.006+01:00</published><updated>2011-07-03T11:17:18.709+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 85'/><title type='text'>Governar e escrutinar</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;As palavras do primeiro-ministro, no discurso de tomada de posse do XIX governo constitucional, consumaram a ruptura clara e inequívoca com o passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Pedro Passos Coelho assumiu que sabe o que quer e para onde vai: Mais confiança, mais solidariedade, mais justiça e mais transparência, com menos Estado. Ou seja, menos esbanjamento, menos tráfico de influências, menos corrupção e menos endividamento, com mais sociedade civil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Chegou a hora do governo começar a governar. E também chegou a hora das instituições de controlo escrutinarem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Aliás, o inimaginável só aconteceu pelo falhanço de quem tinha a responsabilidade de agir e não agiu, de quem tinha o dever de alertar e não alertou, de quem tinha a obrigação de criticar e preferiu o silêncio dos inocentes, como lhe chamou Martin Luther King.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;No quadro do escrutínio da governação, a comunicação social tem de assumir, novamente, uma atitude credível, com liberdade, isenção e independência do poder político e dos negócios, para poder informar com rigor e responsabilidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Não há transparência sem liberdade de imprensa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-878657697955481182?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/878657697955481182/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=878657697955481182&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/878657697955481182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/878657697955481182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/06/governar-e-escrutinar.html' title='Governar e escrutinar'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2628186978505153130</id><published>2011-06-16T19:52:00.002+01:00</published><updated>2011-06-16T22:18:20.074+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 84'/><title type='text'>RTP: Privatização já</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Elogiei, e continuo a elogiar, que Pedro Passos Coelho considere que a privatização da RTP é uma prioridade, no respeito de uma promessa eleitoral firme e inequívoca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Passando em revista os últimos anos, basta ser um consumidor da informação e da programação da RTP para perceber que para alcançar o modelo da BBC, por exemplo, a democracia portuguesa precisa de um amadurecimento que ainda vai demorar muitos e longos anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;E se não é possível ter um serviço público credível e isento, então é preciso colocar um ponto final no saque aos contribuintes, de milhares de milhões de euros, que serviram, essencialmente, para manter uma informação com dono e um depósito de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;boys&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Chegou a hora de assumir que esta espécie de jornalismo sempre disponível para alimentar o vício de sucessivos governos, em ter à sua disposição um canal de televisão, ou mais do que um, para servir de passadeira vermelha aos seus caprichos e à sua propaganda, não serve a quem o paga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Assim, e não estando em risco o pluralismo informativo, a necessidade de contenção orçamental é mais importante do que a manutenção do faz-de-conta que é um serviço público.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Salvo raras excepções, da responsabilidade de jornalistas com seriedade e&amp;nbsp;qualidade  acima da média, a RTP foi sempre um símbolo poderoso do pior do país, antes e depois do 25 de Abril, pelo que a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;privatização é um corte urgente e inevitável&amp;nbsp;com o&amp;nbsp;passado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2628186978505153130?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2628186978505153130/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2628186978505153130&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2628186978505153130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2628186978505153130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/06/rtp-privatizacao-ja.html' title='RTP: Privatização já'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-162051446358597383</id><published>2011-06-09T23:49:00.001+01:00</published><updated>2011-06-09T23:53:50.193+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 83'/><title type='text'>Presidente da República versus opinião livre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O presidente da República sentiu-se ofendido e o procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro, avançou com um processo contra o director da revista Sábado, Miguel Pinheiro, acusado do crime de ofensa à honra do chefe de Estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Não conheço pessoalmente o jornalista, e sou daqueles que não tinha&amp;nbsp;lido a coluna de opinião 'Sobe e Desce', de 27 de Janeiro, mas depois de a&amp;nbsp;ler não consegui identificar qualquer ofensa grave.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Por ser um caso de interesse público, importa recordar as 24 palavras que incomodaram SEXA: «Tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ora, o que está em causa, e salvo o devido respeito por opinião em contrário, não é um qualquer juízo de valor sobre a idoneidade do presidente da República.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A afirmação reflecte a falta de esclarecimentos suficientes sobre os negócios privados do cidadão Aníbal Cavaco Silva e uma opinião ancorada numa percepção generalizada de que as vitórias eleitorais parecem ungir de tal forma os eleitos que mais parecem divindades intocáveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Aliás, não é por acaso que o Ministério Público tem sido criticado por, em investigações da maior sensibilidade, não ter constituído como arguidos personalidades investidas nas mais altas funções executivas do Estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A hipersensibilidade consequente a propósito do Estado de Direito seria bem mais útil ao país do que a reactividade litigante contra a opinião de um jornalista, tanto mais que a reeleição&amp;nbsp;do presidente&amp;nbsp;não apagou da memória dos portugueses a célebre declaração ao país sobre a vigilância a Belém, entre outras.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mas isso implicaria, e ainda que seja uma opinião subjectiva, uma nova cultura institucional ao mais alto nível do Estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sejamos claros: os jornalistas têm o direito e o dever de investigar, e até de opinar, sobre este como outros casos que envolvem dirigentes políticos, quer eles gostem ou não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Porém, para gozar de máxima liberdade, o Jornalismo tem de assumir a máxima responsabilidade, pelo que é aconselhável a todos os profissionais da comunicação social a leitura do artigo 10º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e da jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-162051446358597383?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/162051446358597383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=162051446358597383&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/162051446358597383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/162051446358597383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/06/presidente-da-republica-versus-opiniao.html' title='Presidente da República versus opinião livre'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-725461062353868400</id><published>2011-06-07T11:49:00.007+01:00</published><updated>2011-06-07T19:21:12.328+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 82'/><title type='text'>O lado paradoxal da derrota da esquerda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Numa primeira análise dos resultados eleitorais, a derrota à esquerda é muito mais séria e paradoxal do que era possível de imaginar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Em primeiro lugar, é uma derrota séria porque a esquerda passou a ser globalmente minoritária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;PSD e CDS passaram a pesar mais do que PS, PCP e BE.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Em segundo lugar, é uma derrota paradoxal porque a esquerda, a verdadeira esquerda, não transferiu o voto para os comunistas e bloquistas, como era previsível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Ou seja, o partido supostamente de esquerda, que governou à direita nos últimos seis anos, foi despedido pelo voto do centrão e não pelo voto da verdadeira esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Ou dito ainda de uma outra forma, a maioria de direita acabou por ser eleita pelos eleitores do centrão (tanto votam PS como PSD), para quem Sócrates piscou o olho, nos dois últimos anos, com o maior descaramento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Haverá maior paradoxo eleitoral do que este?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Ainda é cedo para tirar conclusões, mas urge uma explicação sócio-política para este fenómeno eleitoral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;Como se não fosse suficiente, outro argumento pode ainda adensar mais as dúvidas numa primeira leitura dos resultados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;De facto, a campanha milionária do PS acabou por conseguir estancar a previsível transferência de votos para a sua esquerda, isto é, o marketing político acabou por condicionar o voto dos intelectuais mais à esquerda, enquanto o eleitor tipo n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;ão foi em cantigas e demais folclores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;As eleições de 5 de Junho podem ser resumidas assim: a Maria, o António, o comerciante da esquina, o reformado da guerra colonial, o empresário do carro desportivo e o senhor da vivenda ali ao lado foram votar e correram com Sócrates; por sua vez, a maioria dos intelectuais do PS e dos jovens irreverentes do Bloco de Esquerda optaram por ficar em casa; por último, os comunistas provaram mais uma vez que assim se vê a força do PêCêPê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-725461062353868400?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/725461062353868400/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=725461062353868400&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/725461062353868400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/725461062353868400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/06/o-lado-paradoxal-da-derrota-da-esquerda.html' title='O lado paradoxal da derrota da esquerda'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-9187588858694278811</id><published>2011-06-03T18:30:00.003+01:00</published><updated>2011-06-03T18:53:10.848+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 81'/><title type='text'>A surpresa eleitoral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sem poder esconder que está refém dos compromissos assinados com a Troika, os últimos trunfos deste PS têm sido centrados na campanha do medo e num apelo lancinante ao consenso e/ou ao Bloco Central.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Este PS, cada vez mais isolado, deixou de contar para qualquer tipo de cálculo pós-eleitoral, tanto para a esquerda como para a direita.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Na recta final da campanha eleitoral, a grande interrogação é a seguinte: qual vai ser o voto do eleitorado verdadeiramente de esquerda? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Com a previsível eleição de uma maioria de direita, que elimina qualquer vantagem do voto útil no PS, os indefectíveis de Sócrates, incluindo o próprio, entraram em pânico com a perspectiva do ressurgimento de um sentimento capaz de dar maior expressão eleitoral à esquerda fiel aos seus compromissos e ideais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;É que a verdadeira esquerda está desiludida com a governação de Sócrates pelo que pode concentrar o apoio no Partido Comunista e no Bloco de Esquerda, garantindo uma oposição forte e determinada a enfrentar um governo de maioria PSD/CDS-PP.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O comportamento do eleitorado de esquerda, da verdadeira esquerda que não se revê em José Sócrates, António Costa, António Vitorino, Augusto Santos Silva e Francisco Assis, entre outros, vai ser o principal ponto de interesse da noite eleitoral do próximo dia 5 de Junho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-9187588858694278811?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/9187588858694278811/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=9187588858694278811&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/9187588858694278811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/9187588858694278811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/06/surpresa-eleitoral.html' title='A surpresa eleitoral'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7121944537865891229</id><published>2011-05-30T00:00:00.002+01:00</published><updated>2011-05-30T00:07:36.220+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 80'/><title type='text'>Cinco dias para mudar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A situação política portuguesa continua refém de um abandalhamento extraordinário do debate público, num tempo de "salve-se quem puder".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sustentada por operacionais&amp;nbsp;e especialistas que mais parecem mercenários da informação, a propaganda tem conseguido manipular, esconder e até adulterar os factos, condicionando a percepção da realidade de uma forma impressionante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Como nunca tinha sido visto, o país é confrontado com uma agenda em que nada é esclarecido com rigor e até ao fim, em que a responsabilidade morre solteira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Num momento dramático, o que resta da imprensa plural,&amp;nbsp;e dos jornalistas livres, já não é suficiente para inverter o curso desastroso da informação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Em Portugal, o que é, já não é. E o que nunca foi, talvez ainda possa vir a ser.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Neste&amp;nbsp;ambiente, em que nada é transparente, o líder da equipa responsável pela pior crise portuguesa continua ainda a discutir, pelo menos nas sondagens, o resultado das eleições de 5 de Junho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Por isso, a cinco dias de poder contribuir para a mudança, é fundamental mobilizar quem tem estado calado e tem obrigação de falar, quem ainda está indeciso, mas tem o dever de escolher.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E que não haja qualquer dúvida: A falsa "união nacional" que nos querem impor apenas visa tentar branquear a governação politicamente criminosa e perpetuar a corrupção que continua a beneficiar o sistema que domina a seu belo prazer políticos e dirigente iníquos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O que está em jogo, agora, é tão importante que não é possível ser um cúmplice passivo da crise que Portugal está a atravessar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O exemplo de quem não tem medo de enfrentar o poder do presente é essencial para o país poder ter esperança num futuro melhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7121944537865891229?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7121944537865891229/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7121944537865891229&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7121944537865891229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7121944537865891229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/05/cinco-dias-para-mudar.html' title='Cinco dias para mudar'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2858733044734329177</id><published>2011-05-10T13:48:00.005+01:00</published><updated>2011-05-10T13:52:31.646+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 79'/><title type='text'>Por portas travessas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O debate entre Paulo Portas e José Sócrates foi esclarecedor. Muito mais esclarecedor do que a evidência da responsabilidade de Sócrates no estado de bancarrota em que atolou o país. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O líder do CDS/PP estava preparado para a cassete de Sócrates, mas não estava devidamente preparado para prestação de Judite Sousa, designadamente para uma pergunta incisiva. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E qual foi a pergunta a que o líder do CDS/PP não respondeu, taxativamente, como é seu timbre, sobretudo quando não tem nada na manga? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Num cenário de vitória eleitoral do PS, com maioria simples, o líder do CDS/PP está disponível para governar com o líder do PS? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A resposta foi hábil: sem nunca dizer "Não", taxativamente, Portas deu a entender, com argumentos verdadeiros e factuais, que nunca fará governo com José Sócrates. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Mas, por incrível que possa parecer, ou não, nunca disse a palavra "Não". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Quem conhece Paulo Portas, sabe que se ele recusa dizer, taxativamente, que "Não" formará governo com José Sócrates, então é caso para tentar saber o que está a acontecer nos bastidores, quiçá, por portas travessas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;E das duas uma: Ou Portas esclarece qual vai ser a sua posição sobre uma eventual aliança com Sócrates, ou Sócrates esclarece o que eventualmente sabe (insinuou, mas não disse!), durante o debate, sobre os submarinos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Tempo e campanha não faltam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2858733044734329177?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2858733044734329177/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2858733044734329177&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2858733044734329177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2858733044734329177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/05/por-portas-travessas.html' title='Por portas travessas'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-5830464839542727742</id><published>2011-05-04T15:15:00.002+01:00</published><updated>2011-05-04T15:16:46.205+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 78'/><title type='text'>Carta aberta a Pedro Passos Coelho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exmo. Senhor&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedro Passos Coelho,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Face à tragédia em que o país vive, e no âmbito da candidatura que protagoniza a primeiro-ministro de Portugal, eis algumas questões de um cidadão que está farto de assistir a uma sui&lt;i&gt; &lt;/i&gt;generis e impune governação/campanha/propaganda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, e ainda mais importante do que apresentação do programa de governo do PSD, pode V. Ex.ª garantir aos portugueses que, sob a S. liderança, o futuro governo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. Não perseguirá cidadãos/jornalistas no exercício do direito constitucional de escrutínio, crítica e/ou opinião?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. Não pressionará as empresas de comunicação social, entre outras, para afastar este ou aquele cidadão/jornalista incómodo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. Assume o compromisso de propor nomes credíveis e profissionalmente reconhecidos, sujeitas a posterior validação em sede parlamentar, para liderar os órgãos de comunicação social públicos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. Está disposto a indicar, desde já, um nome para a liderança do Ministério Público capaz de, inequivocamente, garantir o princípio da legalidade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5. Assume o compromisso de não tentar condicionar, directa e/ou &lt;span goog-spell-original="indiectamente"&gt;indirectamente, juízes, procuradores e investigadores criminais mesmo que estejam em causa investigações sobre actos, políticos e/ou pessoais, de membros do governo ou outros com notória e pública relevância e influência nacionais?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6. Não enxameará a Administração de &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;boys&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;apenas por terem um&lt;i&gt; &lt;/i&gt;determinado cartão partidário?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7. Não se servirá dos mais sensíveis departamentos de Estado para vigiar, condicionar e/ou perseguir críticos e adversários políticos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;8. Prescindirá da capacidade de nomeação de altos dirigentes, para organismos de escrutínio e de controlo, para acautelar interesses diversos e insondáveis, em detrimento da legalidade e do interesse colectivo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;9. Procederá a uma reestruturação dos organismos de controlo e de escrutínio de forma a garantir que estão ao serviço da comunidade e não ao serviço das estatísticas favoráveis ao governo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10. Procederá a uma revisão das nomeações para as comissões parlamentares, evitando que estas mais pareçam associações de defesa de sectores e/ou de interesses destas ou daquelas empresas privadas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;11. Procederá a uma avaliação da legislação, em sectores vitais da Economia e das Finanças, entre outros, promovendo uma transparência que permita eliminar todos os alçapões legais que favorecem e/ou rendem fortunas a privados?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;12. Eliminará qualquer suspeita de que a legislação em vigor, que confere ao Estado um poder de discricionariedade na aprovação de negócios/empreendimentos, tenha como objectivo, entre outros, o financiamento partidário ilícito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;13. Denunciará as grandes transacções de armamento, em que Portugal intervém como país terceiro e /ou de trânsito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;14. Procederá à avaliação de todas as operações contabilísticas do Estado, criativas e/ou virtuais, que permitiram que o país tenha chegado ao actual Estado de desastre?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;15. Determinará uma política externa assente no respeito pela soberania nacional e pelo Direito Internacional, em detrimento de um falso pragmatismo e de operações negras, clandestinas e/ou criminosas com a cumplicidade, por acção e/ou omissão, de entidades públicas nacionais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;16. Respeitará a fiscalização da Assembleia da República, cumprindo o dever de informação e de resposta às questões de todos os Deputados?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;17. Não usará os dinheiros públicos como se fossem recursos partidários para atingir fins pessoais e eleitoralistas ?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;18. Determinará uma ampla reforma em sectores vitais como a Justiça, a Fiscalidade, a Saúde e a Segurança Social de forma a garantir o Estado Social e evitar os actuais estrangulamentos estruturais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;19. Não condicionará empresas/empresários por manifestarem divergências políticas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;20. Está disponível para revelar os rendimentos e património pessoal antes e depois de ocupar o poder?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-5830464839542727742?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/5830464839542727742/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=5830464839542727742&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5830464839542727742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5830464839542727742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/05/carta-aberta-pedro-passos-coelho.html' title='Carta aberta a Pedro Passos Coelho'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-3124536966672197862</id><published>2011-04-21T19:16:00.001+01:00</published><updated>2011-04-21T19:18:21.834+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 77'/><title type='text'>O português chico-esperto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Depois do primeiro embate provocado por medidas de austeridade avulsas, os portugueses ainda não assimilaram a verdadeira amplitude da crise económica e financeira, aliás, de dimensões ainda não totalmente conhecidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A falta de verdade no discurso político pode servir como justificação para esta atitude pautada pela indiferença, até cegueira nalguns casos, que tem levado à crescente e manipuladora tentativa de desvalorizar a responsabilidade de José Sócrates no buraco em que meteu o país, de mentira em mentira, de truque em truque.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;Não é por acaso que as negociações do governo com o FMI continuam mansamente, deixando ainda muito espaço para o debate político em clima de pré-campanha eleitoral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A explicação para o ambiente surrealista que o país atravessa é bem mais prosaica do que muitos têm tentado propalar, pois está sustentada num caldo explosivo que está aí à vista de todos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 7pt/normal &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;O Estado omnipresente que, apesar de todo o esbanjamento criminoso, ainda é visto como a última tábua de salvação;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 7pt/normal &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O primeiro-ministro que já deu provas de que é capaz de tudo, inclusive comprometer o futuro do país, para manter o poder;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;3.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 7pt/normal &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A máquina de propaganda do poder que continua a convencer a sociedade que não há limites para uma assistência eterna;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;4.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 7pt/normal &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A falta de exigência da opinião pública em relação a uma comunicação social cada vez mais refém;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; mso-list: l0 level1 lfo1; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-list: Ignore;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;5.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 7pt/normal &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A atitude colectiva, ao jeito do chico-esperto, de que somos capazes de dar a volta aos nossos credores num piscar de olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin: 0cm 0cm 0pt 36pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&amp;nbsp;simbiose entre estes cinco elementos é bem mais perigosa do que a eventual incapacidade colectiva para enfrentar com realismo e determinação o actual estado de pré-falência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;As eleições legislativas antecipadas de 5 de Junho são a última oportunidade para provar que somos capazes de quebrar esta lógica infernal, de assumir uma atitude responsável e de encontrar uma solução governativa capaz de liderar o país com verdade, competência, e rigor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoListParagraph" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-3124536966672197862?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/3124536966672197862/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=3124536966672197862&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3124536966672197862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3124536966672197862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/04/o-portugues-chico-esperto.html' title='O português chico-esperto'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-6553539958555493356</id><published>2011-04-05T08:31:00.002+01:00</published><updated>2011-04-05T08:34:51.615+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 76'/><title type='text'>O fim de Sócrates</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A entrevista do primeiro-ministro à RTP marca um ponto de viragem na actual crise. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num par de minutos, ficou bem patente o perigoso fosso que separa a realidade do chefe do governo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De facto, Portugal continua nas mãos de um primeiro-ministro barricado nas suas próprias mentiras, contradições e ilusões. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por melhor que seja o estilo e o calibre da capacidade de negação, não há dúvida: estamos onde estamos porque o governo não conseguiu criar o consenso necessário para salvar o país do risco da bancarrota. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A evolução das taxas de juro do dinheiro que temos de pedir emprestado ao estrangeiro para sobreviver é de tal forma alucinante que só não vê quem não quer ver. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto o presidente do BCP, Santos Ferreira, em entrevista na TVI, fazia um apelo lancinante a um rápido pedido de ajuda internacional, o primeiro-ministro assegurava do alto da sua leviandade e irresponsabilidade políticas que Portugal não precisa da intervenção do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será que o país pode continuar a ser arrastado, diariamente, para um abismo por causa da táctica politiqueira do primeiro-ministro limitado a funções de gestão? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se é inquestionável que o voto é a única forma de ultrapassar uma crise em Democracia, também é verdade que as instituições têm de funcionar de forma a colocar um ponto final nesta vertigem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O presidente da República não pode ficar parado a assistir a um primeiro-ministro que fala de prestígio do país às segundas e passa o resto da semana de mão estendida para obter financiamento externo a qualquer preço. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aníbal Cavaco Silva tem de agir rapidamente, garantindo que o futuro não está a ser definitivamente hipotecado por quem já perdeu toda a credibilidade e sentido de Estado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portugal não pode continuar a ser arrastado para uma espécie de roleta russa por causa do aventureirismo de um líder político que recusa aceitar que chegou ao fim da linha. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-6553539958555493356?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/6553539958555493356/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=6553539958555493356&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6553539958555493356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6553539958555493356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/04/o-fim-de-socrates.html' title='O fim de Sócrates'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7567200847143220115</id><published>2011-03-08T10:27:00.006Z</published><updated>2011-03-09T13:20:46.768Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 75'/><title type='text'>Portugal sem tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;António Barreto tem sido uma das vozes mais esclarecidas da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das suas últimas declarações constitui uma síntese perfeita do momento político: «Sócrates resiste porque quer ser vítima: De Cavaco, de uma moção de censura ou do estrangeiro».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, já ninguém tem a menor dúvida que José Sócrates já percebeu que vai ser apeado do poder, por causa de uma governação politicamente indecente, cujos limites ainda não são totalmente conhecidos da opinião pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o primeiro-ministro já não governa ou sequer tenta reconquistar a confiança dos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única prioridade de José Sócrates é adiar o inevitável despedimento político por justa causa, de forma a melhor preparar o futuro como cidadão e político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio do turbilhão em que o país vive, com as taxas de juro do dinheiro que o país pede ao estrangeiro a atingirem diariamente novos recordes, há limites para tudo, sobretudo para a tolerância com quem só tem como argumento o agitar do fantasma dos inimigos internos e externos, dos especuladores internacionais e da crise mundial para tentar disfarçar uma governação eleitoralista que atirou o país para o abismo financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, não faltam as vozes da corte do costume, com mais ou menos barões do regime à mistura, a pedirem estabilidade, a clamarem por mais tempo para o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde ou mais cedo, vai ser necessário pedir contas a estes "senadores" da República que são sistematicamente cúmplices do poder, por ingenuidade, cálculo político ou por manifesto interesse partidário, quiçá por causa da própria vidinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Democracia, há momentos que exigem clarificação e confiança no voto dos portugueses, e não complacência com o extraordinário abandalhamento da vida pública, que está a liquidar a esperança dos portugueses num futuro melhor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7567200847143220115?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7567200847143220115/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7567200847143220115&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7567200847143220115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7567200847143220115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/03/portugal-sem-tempo.html' title='Portugal sem tempo'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2044905958011238294</id><published>2011-02-10T17:42:00.004Z</published><updated>2011-02-10T18:07:11.164Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 74'/><title type='text'>A luz ao fundo do túnel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O estado de decomposição do governo está a contaminar o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal não pode continuar num estado de ilusionismo que está a liquidar a economia, o emprego, a justiça, a juventude e até a comprometer o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a maioria considera que chegou o tempo de dizer basta a José Sócrates, que passou a fazer parte da crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um governo desfeito, de anúncio em anúncio, alguns deles a roçar a demência política, tal o nível de negação, chegou o momento da clarificação e de confrontar a liderança da governação com o actual estado do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Sócrates poderia ter tomado a iniciativa, apresentando uma moção de confiança no Parlamento, enfrentando de frente uma crise de legitimidade crescente e evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro-ministro, num gesto de cobardia política, fugiu às responsabilidades e preferiu o caminho da ilusão, da negação e do estafado argumento da estabilidade para tentar, a todo o custo, manter o poder, na esperança de que novos ventos europeus disfarcem a crise em que o país está profundamente mergulhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação chegou a um tal ponto de surrealismo que o Bloco de Esquerda, ainda ferido de uma derrota estrondosa nas eleições presidenciais, avançou com inegável sentido de responsabilidade: colocando em cima da mesa uma moção de censura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Democracia, é assim: a hora da verdade chega sempre, mais tarde ou mais cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sabemos de que lado estão Francisco Louçã e Jerónimo Sousa, e até podemos antecipar qual é a posição de os portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, só falta Paulo Portas e Pedro Passos Coelho assumirem as suas responsabilidades, manifestando a disponibilidade para enfrentar eleições e, quiçá, assumirem a governação num dos momentos mais graves da história portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 10 de Março, Portugal tem uma nova oportunidade para apear, enquanto ainda tem futuro, o pior primeiro-ministro da história da Democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2044905958011238294?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2044905958011238294/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2044905958011238294&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2044905958011238294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2044905958011238294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/02/luz-ao-fundo-do-tunel.html' title='A luz ao fundo do túnel'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-3519566364320586494</id><published>2011-01-17T21:32:00.002Z</published><updated>2011-01-17T21:35:00.741Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 73'/><title type='text'>Roleta russa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A crise que invadiu o país é cada vez mais perceptível nas conversas do dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os encontros de circunstância, o desabafo entre vizinhos e o reencontro de amigos acabam invariavelmente no assunto da actualidade: a crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe dos bastidores do poder e dos corredores frequentados por uma espécie de casta privilegiada, os portugueses começam a fazer contas à vida enquanto são bombardeados, diariamente, por discursos contraditórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o discurso delirante do primeiro-ministro e afins e as críticas contundentes ao governo da parte do candidato presidencial Cavaco Silva, a única certeza é mesmo o clima de incerteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspenso por operações financeiras que deveriam ser de mera rotina, mas que passaram a ser de inquestionável sobrevivência, o cidadão começa a perceber que a política aventureira, irresponsável e suicida, pontuada por truques e mais truques, tem um limite incontornável: o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada emissão de dívida pública, o país inteiro tem de suster a respiração até ficar a saber qual a taxa de juro alcançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o estreitamento da taxas de juro entre as colocações de dívida pública a curto, médio e longo prazo reflectem o impasse em que nos encontramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E coloca a dúvida fundamental: como vai ser possível viver a este ritmo de incerteza, durante 2011, com a necessidade de pedir emprestado mais de 45 mil milhões de euros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim de quase seis anos de liderança de José Sócrates, os portugueses estão confrontados com uma escolha decisiva: a racionalidade ou o jogo de roleta russa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-3519566364320586494?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/3519566364320586494/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=3519566364320586494&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3519566364320586494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3519566364320586494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/01/roleta-russa.html' title='Roleta russa'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-8906440068124685592</id><published>2011-01-07T09:50:00.002Z</published><updated>2011-01-07T09:53:46.227Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 72'/><title type='text'>BPN: Elite escondida com banco de fora</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O caso não é só uma fraude de milhares de milhões de euros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem tão pouco é possível reduzi-lo às acções do actual presidente da República que teve o engenho e a arte de realizar mais valias chorudas, enquanto outros cidadãos perderam fortunas acumuladas ao longo de uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais ou menos escrutínio da comunicação social, ninguém ignora que o BPN era tratado em privado, à boca cheia, como um caso de polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente, também ninguém ignora que as instituições de controlo, regulação e investigação criminal nunca demonstraram particular interesse em incomodar atempadamente o banco ligado ao antigo Conselheiro de Estado, Manuel Dias Loureiro, que pairava sobre a instituição como uma espécie de certificado de solvabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que a eventual protecção a uma facção de ilustres e poderosos, também ninguém pode ignorar que desde o anúncio da privatização dos prejuízos do BPN, ordenada por José Sócrates, em Novembro de 2008, um novo manto de opacidade tombou sobre a gestão do banco que passou a ser do regime, à custa de mais de 3,5 mil milhões de euros a pagar pelos contribuintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso do BPN reflecte a imagem de um país em que uma elite influente e informada enche os bolsos enquanto faz de conta que não sabe o que se passa à sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é mais, muito mais, que também deveria merecer um debate aprofundado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a prova que os portugueses continuam a tolerar que uma determinada nomenclatura beneficie da alta corrupção, da informação privilegiada e do favorecimento pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só assim é possível aceitar que um presidente da República, um primeiro-ministro ou qualquer outro governante recusem dar explicações sobre o seu património pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, este e outros casos, em Portugal, explicam por que razão uma verdadeira lei contra o enriquecimento ilícito continua a ser uma miragem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-8906440068124685592?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/8906440068124685592/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=8906440068124685592&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8906440068124685592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8906440068124685592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2011/01/bpn-elite-escondida-com-banco-de-fora.html' title='BPN: Elite escondida com banco de fora'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-1001971584190355477</id><published>2010-12-28T17:03:00.001Z</published><updated>2010-12-28T17:13:07.811Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 71'/><title type='text'>Será que deixaram de os ouvir?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A passagem da época natalícia está cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país gastou o que tem e o que não tem numa aparente indiferença a todos os alertas para os tempos difíceis de 2011.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para bem e para o mal, é cada vez mais evidente que os portugueses deixaram de ouvir governantes, políticos e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em boa verdade, há muito tempo que já os tinham deixado de escutar, mas agora nem sequer lhes dedicam o suficiente benefício da dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que os portugueses ensandeceram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude de novos e velhos está ao nível do discurso oficial da governação e da falta de credibilidade das instituições de regulação e controlo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível ter outra disposição quando o governo aumenta brutalmente a carga fiscal e ao mesmo tempo insiste em projectos faraónicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há outra forma de agir quando o governo desbarata milhões em cimeiras, &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;consultadorias&lt;/span&gt; e cerimónias de propaganda enquanto os magistrados têm de poupar nas fotocópias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que esta indiferença em relação ao futuro sombrio mais não é do que a reacção aos sucessivos anúncios &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;governamentais&lt;/span&gt; de &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;pazadas&lt;/span&gt; de dinheiro do Estado para o &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;BPN&lt;/span&gt;, cuja actividade criminosa resultou de anos de falta de efectiva e consequente supervisão do Banco de Portugal e de atenção do Ministério Público?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No limiar de um novo ano, em que o horizonte é repartido entre mais sacrifícios e o mais que provável regresso do FMI, o povo português parece já não ter medo do abismo, aproveitando para viver da melhor forma possível um dia de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta espécie de gestão colectiva suave do caos, em que o alheamento é &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;reconfirmado&lt;/span&gt; pelas audiências medíocres dos debates entre candidatos &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;presidenciais&lt;/span&gt;, até a elite dá sinais de rendição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, passo a passo, medida a medida, declaração a declaração, designadamente a última mensagem de Natal, José Sócrates passa a imagem de perfeita adaptação aos novos tempos, beneficiando da apatia quase generalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que José Sócrates vai nascer duas vezes?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-1001971584190355477?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/1001971584190355477/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=1001971584190355477&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1001971584190355477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1001971584190355477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/12/sera-que-deixaram-de-os-ouvir.html' title='Será que deixaram de os ouvir?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4247069319400664354</id><published>2010-12-20T16:51:00.004Z</published><updated>2010-12-20T16:58:58.892Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 70'/><title type='text'>Maioria ou exigência?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns comentadores, entre os quais destaco António Barreto, consideram que o futuro do país depende de uma simples alteração legislativa para facilitar a formação de maiorias políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É extraordinário que alguém tão credível e atento defenda esta tese depois da experiência das duas últimas maiorias absolutas ― Aníbal Cavaco Silva e José Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cerne da questão é outro, como é facilmente sustentável pela actualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atestada a cumplicidade das autoridades portuguesas na transferência de sequestrados, através do território nacional, tudo continua na mesma, sem um único sobressalto institucional, político e cívico, nem mesmo de António Barreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aníbal Cavaco Silva, em plena campanha para as eleições presidenciais ironiza e faz-de-conta que não é nada com ele, contando com a «comunicação social suave».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os restantes candidatos, entre os quais Manuel Alegre, remetem-se a um silêncio vergonhoso sobre a polémica. Aliás, o candidato do PS e do BE optou por invectivar o passado longínquo do principal rival em vez de exigir explicações sobre os últimos cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério Público, que foi obrigado a abrir um inquérito, em 2007, encerrando-o de uma forma desgraçada, em 2009, limitou-se a comunicar que está a analisar as revelações, quiçá garantindo a continuação do sossego de quem permitiu, colaborou e favoreceu a ignomínia, promovendo até a mentira na Assembleia da República e na praça pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será possível continuar a sustentar a impunidade por muito mais tempo? Uma nova maioria absoluta resolveria a questão de fundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é simples: Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, tudo continua a ser possível quando o Estado está na berlinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que a criminosa violação dos direitos humanos e a gritante opacidade da governação, a passagem pelos aeroportos portugueses (incluindo a Base das Lages) de prisioneiros, que foram sequestrados e torturados por vários serviços de informações e afins, revela mais a apatia da elite do que um qualquer estrangulamento institucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que a actualidade continua a estar marcada pelo falhanço das instituições de controlo e regulação: "voos da tortura" e "BPN", entre muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro de Portugal depende cada vez mais da despartidarização da Administração e, sobretudo, de uma cultura exigente de transparência e responsabilização dos titulares dos órgãos de controlo, regulação e das autoridades judiciárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto é conversa fiada, defesa do tacho ou ambição dos muito pequeninos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4247069319400664354?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4247069319400664354/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4247069319400664354&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4247069319400664354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4247069319400664354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/12/maioria-ou-exigencia_20.html' title='Maioria ou exigência?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4783655763677222082</id><published>2010-12-08T18:30:00.002Z</published><updated>2010-12-09T10:08:22.602Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 69'/><title type='text'>WikiLeaks: a nova alternativa?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder age sempre da mesma forma quando é confrontado com o escrutínio das suas decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja de direita ou de esquerda, o poder não perdoa a quem descobre a política de mentira, os negócios da corrupção e os crimes praticados em nome do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julian Assange é a prova viva que existe uma nova espécie de nomenclatura escudada numa legalidade de geometria variável para poder estar a cima da Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que não haja confusão: esperemos que a perseguição política global movida contra o fundador da WikiLeaks, que já deu origem a apelos públicos à sua eliminação física, não esteja na origem de outras alegações que levaram à sua detenção no Reino Unido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O australiano pode ter passado a persona non grata, mas a divulgação de informação relevante, que colocou a nu a decomposição do Estado, já lhe conferiu um lugar na História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divulgação de documentos secretos justifica o debate, mas não invalida o escrutínio da governação criminosa marcada pela opacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vector da civilização está inquestionavelmente do lado da WikiLeaks, com ou sem Assange, e não é passível de confusão com qualquer interesse alinhado ou preceito moralista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após o falhanço do colectivismo e do neoliberalismo, é preciso regressar ao princípio da defesa dos direitos do indivíduo, aos fundamentos originais do liberalismo, de forma a combater um Estado tentacular, corrupto e paternalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade que as sociedades modernas estão cada vez mais reféns de quem lhes garante o consumismo galopante, mesmo que seja à custa da verdade e da dignidade pessoal e profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não é novidade que o esbatimento das fronteiras ideológicas mais não reflecte que a consolidação de um cimento universal: o dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que verdadeiramente começa a ser impressionante é a confirmação da diluição dos «freios e contra pesos», o fim da divisão dos poderes e a impotência das instituições de controlo para denunciar e limitar o arbítrio do poder e do Estado. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4783655763677222082?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4783655763677222082/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4783655763677222082&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4783655763677222082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4783655763677222082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/12/wikileaks-nova-alternativa.html' title='WikiLeaks: a nova alternativa?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2546806513748534424</id><published>2010-12-05T10:51:00.000Z</published><updated>2010-12-05T10:52:09.226Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 68'/><title type='text'>Até onde chega a mentira?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revelação de um único telegrama oficial da embaixada dos Estados Unidos da América, em Lisboa, bastou para reconfirmar a política de mentira do governo português sobre os "voos da vergonha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta prática já não espanta ninguém, nem desculpabiliza a inércia de uma parte da comunicação social portuguesa, sem alma, cada vez mais cercada pelos interesses políticos, económicos e paroquiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, não é por acaso que a comunicação social portuguesa nem cheirou a documentação secreta, a exemplo do que aconteceu com a revista "Der Spiegel" e os jornais "El País", Le Monde, "New York Times" e "The Guardian".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da perseguição a Julian Assange e do bloqueio à WikiLeaks, a procissão ainda vai no adro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta descobrir muita coisa sobre a verdadeira face das democracias ocidentais. E mais. Ainda falta revelar qual foi o nível de envolvimento, desde 2002, dos presidentes da República, Governos e responsáveis da Administração e das Autonomias, bem como dos serviços de informações da República e demais instituições militares e de segurança portuguesas na maior operação negra dos serviços secretos norte-americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fase de pré-campanha para a próxima eleição presidencial, é preciso saber se Aníbal Cavaco Silva pediu informação e/ou foi informado da autorização para a passagem por território português de prisioneiros torturados e encarcerados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muito que custe aos pretensos e candidatos a estadistas (os políticos e os outros), não é possível tolerar governantes que afirmam uma coisa em público e decidem outra nos corredores do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise portuguesa é muito mais do que financeira e económica. É também uma crise de responsabilidade, de transparência e de regular funcionamento das instituições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta atentar no manto de silêncio que alguns, internamente, julgaram suficiente para abafar a ignomínia, bem como na desgraçada actuação do Ministério Público, que arquivou o inquérito, aberto em 2007, sem investigar até às últimas consequências a cumplicidade do Estado português no transporte de sequestrados que estiveram presos ilegalmente em Guantánamo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2546806513748534424?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2546806513748534424/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2546806513748534424&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2546806513748534424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2546806513748534424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/12/ate-onde-chega-mentira.html' title='Até onde chega a mentira?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7886997219880063125</id><published>2010-11-25T11:39:00.003Z</published><updated>2010-11-25T12:13:55.969Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 67'/><title type='text'>E depois da greve geral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia depois da maior greve geral de sempre, as ruas regressaram à normalidade, a fervilhar de actividade e vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o retorno ao bulício não aborrece tanto, faz-nos pensar, sobretudo como tem sido incomodativo o estrépito provocado pelo silêncio dos que continuam a calar-se, daqueles que já morreram muitas vezes antes de morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dimensão do protesto teve a bondade de mostrar que há um país real que não está vencido, que assume a indignação acumulada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poderosos, com mais ou menos colarinho branco, que têm condenado o futuro do país, tiveram a prova de que algo está a mudar em Portugal, ao ponto de dar origem a uma unidade sindical que muitos julgavam impensável nos tempos que correm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o país não está rendido à liderança dos iluminados do momento, dos carreiristas de sempre e dos serviçais partidários comprados com mais ou menos mordomias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No regresso ao dia-a-dia do trabalho, o renovado sorriso estampado nas caras dos portugueses prova o sucesso do envio de uma mensagem cristalina aos pretensos estadistas vergados ao interesse nacional: existe um país real apostado na mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como refere José Medeiros Ferreira, no Cortex Frontal, «&lt;a href="http://cortex-frontal.blogspot.com/2010/11/forca-tranquila-da-greve.html" target="_blank"&gt;o que mais me impressionou neste dia de greve geral foi a tranquilidade com que tudo se passou, inclusive a forte adesão. Há muita gente que não quer perceber o que isso significa em termos de maturidade política do país&lt;/a&gt;». &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7886997219880063125?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7886997219880063125/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7886997219880063125&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7886997219880063125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7886997219880063125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/11/e-depois-da-greve-geral.html' title='E depois da greve geral'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4169586159248027948</id><published>2010-11-18T18:29:00.001Z</published><updated>2010-11-18T18:34:31.350Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 66'/><title type='text'>Armando Vara: caso isolado ou ponta do iceberg?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revelação da transcrição de escutas, realizadas no âmbito de processuais judiciais, deve ser feita com a maior parcimónia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a questão de princípio não impede o uso da informação como background.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe a qualquer cidadão, ou jornalista, fazer a avaliação do que é a excepção em cada momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta reflexão surge na sequência da divulgação de escutas envolvendo Armando Vara, entre outros arguidos do processo "Face Oculta", cuja leitura não surpreende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais importante do que transcrever uma ou outra escuta é ter uma visão global do que Vara representa, aparentemente, no funcionamento do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só assim é possível chegar ao pântano em que está transformado o fim do consulado de José Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De recordar que, no dia a seguir às eleições de Fevereiro de 2005, qualquer um apostaria que Armando Vara viria a ser um dos membros mais influentes do XVII governo constitucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enganaram-se os que então julgaram que o ex-ministro de António Guterres, envolvido no escândalo da Fundação para a Prevenção e Segurança, que levou à sua demissão, voltaria às lides governamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho destinado a Armando Vara, como de tantos outros, foi diferente. De um momento para o outro, passou a administrador da Caixa Geral de Depósitos e depois a administrador do "novo" BCP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o verdadeiro poder não está exclusivamente confinado à governação, como demonstra, aliás, o acesso inexplicável que Vara teve a cartas confidenciais que deram entrada no gabinete do primeiro-ministro, entre outros documentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, e sempre com estrondo, o socialista tem sido notícia pelo seu envolvimento em casos, cujo denominador comum político é o primeiro-ministro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso "Face Oculta", e apesar de todas as tentativas de branqueamento, oficiais ou oficiosas, Armando Vara surgiu em toda a sua refulgência, mais sucata menos sucata, representando o papel de uma espécie de pivot do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta transcrever escutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais importante do que transcrever as escutas que envolvem Armando Vara é ter a capacidade de as descodificar, revelando o que está na origem do descalabro do país, quiçá responder a uma pergunta de inegável interesse público: Armando Vara é um caso isolado ou representa apenas a ponta do iceberg? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4169586159248027948?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4169586159248027948/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4169586159248027948&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4169586159248027948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4169586159248027948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/11/armando-vara-caso-isolado-ou-ponta-do.html' title='Armando Vara: caso isolado ou ponta do iceberg?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4161579616107296523</id><published>2010-11-12T08:01:00.004Z</published><updated>2010-11-12T12:56:56.638Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 65'/><title type='text'>O senhor do adeus</title><content type='html'>Por diversas vezes, cruzei-me com o aceno e o sorriso do desconhecido que enchia a praça do Saldanha, retribuindo o inusitado cumprimento, sempre demasiado apressado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento não tinha especial significado, mas era um bom flash para o stress e para nos recordar a ignara indiferença entre as pessoas da grande cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos conheciam aquele vulto, envolto na penumbra do fim do dia ou da noite adiantada, mas poucos poderiam antecipar uma despedida tão sentida na hora do seu desaparecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos deveriam saber que o senhor do adeus era um excêntrico, senhor de uma vida desafogada, capaz de uma militância tão singela e desinteressada, paredes meias com uma das catedrais do consumismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua morte é um marco na cidade, mas também é uma espécie de prenúncio do fim de uma era, em que os portugueses iludidos com o discurso da facilidade e da modernidade davam-se ao luxo de ignorar, quiçá troçar dos valores mais elementares da convivência em sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamava-se José Serra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4161579616107296523?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4161579616107296523/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4161579616107296523&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4161579616107296523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4161579616107296523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/11/o-senhor-do-adeus.html' title='O senhor do adeus'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4812480785423550297</id><published>2010-11-04T16:00:00.004Z</published><updated>2010-11-04T16:19:32.620Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 64'/><title type='text'>À beira do precipício</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Os mercados continuam a fazer subir o custo que temos de pagar por cada euro que pedimos emprestado, apesar do Orçamento de Estado para 2011 estar aprovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, a situação portuguesa é de tal forma calamitosa que não bastou forçar a aprovação de um orçamento em que ninguém acredita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de credibilidade do primeiro-ministro está custar ao país milhões e milhões de euros por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de batido o máximo histórico, a fasquia da taxa de juro das obrigações a 10 anos já atingiu os 6,554%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a cada declaração governamental, insistindo em negar a evidência, os mercados respondem com uma nova subida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse a situação ruinosa, estamos à beira de uma nova crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Fernando Teixeira dos Santos, se a taxa de juro atingisse os 7% então Portugal teria o FMI a bater à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acreditar nas palavras do ministro das Finanças, em entrevista a Judite Sousa, na RTP, no passado dia 21 de Outubro, basta apenas um aumento de um pouco mais de 5% em relação à taxa actual para ter de começar a estender a passadeira vermelha aos velhos conhecidos do PS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante a gravidade do cenário, José Sócrates e afins insistem em afirmar que Portugal não precisa de ajuda externa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A declaração por si só não tem importância, pois os portugueses já estão habituados a estas fanfarronices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais grave é que o desentendimento público entre José Sócrates e Fernando Teixeira dos Santos pode ser o prenúncio de uma remodelação governamental imposta pelos mercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo ainda será preciso para o primeiro-ministro perceber que os portugueses estão a pagar, dia-a-dia, o preço de uma governação incompetente, irresponsável e aventureira?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4812480785423550297?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4812480785423550297/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4812480785423550297&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4812480785423550297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4812480785423550297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/11/beira-do-precipicio.html' title='À beira do precipício'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-1203630458393156864</id><published>2010-10-28T16:39:00.002+01:00</published><updated>2010-10-28T16:47:21.650+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 63'/><title type='text'>Valeu a pena?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desenvolvimentos das negociações para a aprovação do Orçamento de Estado são uma prova inequívoca que Pedro Passos Coelho está preparado para liderar o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a pressão de adversários, da influente corte do costume e até de companheiros, o líder do PSD assumiu uma atitude coerente e firme:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Deu a mão ao governo quando se esperava o contrário;&lt;br /&gt;2) Alertou para o impasse orçamental ainda antes do presidente da República ficar com os seus poderes limitados;&lt;br /&gt;3) Resistiu a todo o tipo de chantagens, recusando a irresponsabilidade de aprovar o orçamento sem o avaliar;&lt;br /&gt;4) Cedeu para poder negociar quando todos esperavam uma decisão precipitada;&lt;br /&gt;5) Designou o cavaquista Eduardo Catroga, para chefiar a delegação do PSD, quando era esperado um nome da sua confiança pessoal e política;&lt;br /&gt;6) Conseguiu demonstrar a má-fé negocial da parte do governo;&lt;br /&gt;7) Obrigou o governo a assumir, publicamente, a dimensão dos números da derrapagem orçamental que andou a esconder dos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda antes de conhecer o epílogo da maior crise política e financeira dos últimos anos, cuja responsabilidade deve ser assacada, em primeiro lugar, a quem governa, chegou o momento de recordar o que se passou anteriormente, e de colocar uma singela pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto custou ao país a viabilização dos últimos orçamentos de ficção (incluindo os rectificativos) que marcaram o início do descalabro em que nos encontramos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política tem de ser olhada com memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria possível recuar mais, ainda mais, para encontrar a mesma irresponsabilidade de governos e oposições que não cumpriram os respectivos papéis institucionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos teóricos e intelectuais, essa avaliação do passado distante também merece a maior atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o que está em cima da mesa, é claro: de um lado, o resultado de uma governação aventureira; do outro, a atitude de Pedro Passos Coelho que colocou um ponto final na ficção que iludiu os portugueses. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-1203630458393156864?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/1203630458393156864/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=1203630458393156864&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1203630458393156864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1203630458393156864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/10/valeu-pena.html' title='Valeu a pena?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-5431491791141701147</id><published>2010-10-16T11:11:00.002+01:00</published><updated>2010-10-16T11:39:13.937+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 62'/><title type='text'>O jogo da corte do costume</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta do Orçamento de Estado para 2011 está na Assembleia da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as cartas em cima da mesa, importa tentar perceber o que mudou em relação a anos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única mudança resulta apenas da actual situação ser ainda mais catastrófica, consequência de uma governação aventureira, incompetente e arrogante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o resto não passa do habitual cartear do poder instalado habituado a ganhar a mão por força de todo o tipo de truques, como a entrega do orçamento incompleto, em que o trunfo tem a cor da chantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, afinal, nada mudou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, a principal mudança reside no facto dos principais inimigos de José Sócrates terem passado a ser os seus principais aliados na actual circunstância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira-casacas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. A mudança é explicada pelos ódios pessoais e pela convicção de que não se pode permitir ao primeiro-ministro alijar responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o país, sim, será que se preocupam com o futuro do país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que sim, mas em segundo plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a corte do costume, mesmo para aquela parte que está momentaneamente arredada do poder, a prioridade é fritar José Sócrates, em lume brando, custe o que custar aos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta mesa de jogo, em que vale tudo, da mentira à ficção, do bluff à defesa de inconfessáveis interesses mesquinhos, José Sócrates tem razões para sorrir e para se sentir como peixe na água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que todo o debate sobre a aprovação do orçamento ficou balizado pela responsabilidade da oposição, quando a responsabilidade é do governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não é por acaso que o debate sobre a disponibilidade para a negociação passou a estar centrado no principal partido da oposição, quando é ao governo que cabe apresentar uma proposta capaz de gerar o consenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste jogo de sombras e interesses, em que falar de responsabilidade é obsceno, não há players inocentes. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-5431491791141701147?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/5431491791141701147/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=5431491791141701147&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5431491791141701147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5431491791141701147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/10/o-jogo-da-corte-do-costume.html' title='O jogo da corte do costume'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-8343571349483487658</id><published>2010-10-09T22:36:00.001+01:00</published><updated>2010-10-09T22:36:42.459+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 61'/><title type='text'>Nova oportunidade</title><content type='html'>É cada vez mais previsível que a nova liderança do PSD não vai viabilizar o Orçamento de Estado para 2011 que José Sócrates julgou ter no bolso do casaco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de uma campanha extraordinária, que tem reunido as vozes da corte do costume, quiçá os principais responsáveis pela situação a que o país chegou, Pedro Passos Coelho está a revelar um estofo de Estado ímpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante é evitar a repetição dos erros das últimas lideranças do PSD, que viabilizaram orçamentos delirantes, despesistas e irresponsáveis ao mínimo sinal de ameaça e chantagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vale a pena derramar lágrimas de crocodilo, nem fazer apelos patéticos à responsabilidade, sobretudo quando a actual situação é devida à total irresponsabilidade de quem nos tem governado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pergunta sacramental é simples:&lt;br /&gt;Vale a pena ter um Orçamento a todo o custo, mesmo que mau?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é óbvia: Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não. Os mercados estão com os holofotes em cima de nós. E a tradicional cosmética já não é suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso dizer aos portugueses, mesmo que não o queiram ouvir (e quem quer?), que acabou o tempo em que bastava anunciar cortes e simular uma série de reformas no papel para enganar o pagode, interna e externamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, com ou sem orçamento aprovado, é cada vez mais provável que Portugal vai ter que recorrer à ajuda da União Europeia e à entrada do FMI com direito a passadeira rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a oportunidade para arrumar a casa, para acabar com as lideranças aventureiras e irresponsáveis,.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Sócrates passou a ser uma irrelevância na solução que vai permitir ultrapassar a actual situação crítica em que mergulhou o país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-8343571349483487658?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/8343571349483487658/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=8343571349483487658&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8343571349483487658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8343571349483487658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/10/nova-oportunidade.html' title='Nova oportunidade'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7677201953850243461</id><published>2010-10-03T10:10:00.000+01:00</published><updated>2010-10-03T10:12:42.064+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 60'/><title type='text'>O preço da irresponsabilidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruptura entre o PS e o PSD, para a viabilização do Orçamento de Estado para 2011, não pode iludir a questão fundamental: como chegámos à actual situação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos numa situação gravíssima porque temos um primeiro-ministro irresponsável que recusou a realidade durante demasiado tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como foi possível a um governo minoritário atirar o país para o abismo da banca rota?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O responsável tem um nome: Aníbal Cavaco Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sucessivas promulgações presidenciais dos delírios aventureiros de José Sócrates foram determinantes para agudizar a crise em que mergulhámos desde 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da República lavou as mãos, com mais ou menos justificação pia, quando foi chamado a intervir, apostando no tradicional desenrascanço à portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, só a acção de Pedro Passos Coelho, que introduziu atempadamente uma posição responsável, frontal e transparente, colocou um travão à irresponsabilidade governamental que contou sempre com o ámen presidencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desenvolvimentos da actual crise passaram a ser imprevisíveis depois de José Sócrates ter escolhido Nova Iorque para ameaçar com a demissão se o orçamento não for aprovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este gesto não surpreendeu, vindo de quem vem, sobretudo num momento em que já todos perceberam que o primeiro-ministro tudo fará para sacudir a responsabilidade do desastre para terceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "bomba atómica" constitucional que o presidente da República não foi capaz de usar, deixando arrastar uma situação de impasse evidente, estás prestes a rebentar nas suas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o preço a pagar pela transigência com a mentira, em nome do calculismo eleitoral e de uma falsa estabilidade, &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7677201953850243461?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7677201953850243461/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7677201953850243461&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7677201953850243461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7677201953850243461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/10/o-preco-da-irresponsabilidade.html' title='O preço da irresponsabilidade'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-466225171265858792</id><published>2010-09-12T21:58:00.002+01:00</published><updated>2010-09-12T22:03:48.735+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 59'/><title type='text'>O país do fingimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adiamento das decisões e das escolhas claras e frontais tem sido uma das maiores chagas do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mais alto nível do Estado até ao cidadão anónimo, este atavismo crónico tem condenado o país à mediocridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da República finge que tudo está bem para garantir uma reeleição tranquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro-ministro finge que vivemos num país desenvolvido para assegurar o poder a todo o custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Alegre finge que o Estado Social depende da eleição do próximo presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses fingem que não percebem o que se está a passar para não terem que enfrentar a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fingimento em fingimento, nem a Justiça escapa à condenação de ter de simular uma credibilidade perdida há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos resultados da governação socialista, cuja manutenção só tem sido possível pelo mandato presidencial calculista de Aníbal Cavaco Silva, a verdade é que uma grande parte dos portugueses continua a revelar uma total identificação com ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso, seguramente, que a crise política anunciada, que é apenas a consequência do estado de pré-falência em que estamos mergulhados, seja adiada para mais tarde, sempre para mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, basta atentar ao que está a acontecer a Pedro Passos Coelho por tentar introduzir responsabilidade, transparência e frontalidade no debate político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será difícil a Cavaco e a Sócrates fingirem que o dia 9 de Setembro nunca existiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não será difícil à maioria dos portugueses fingirem que o próximo orçamento será o instrumento ajustado para ultrapassar a crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país do faz-de-conta não foi inventado por Cavaco e Sócrates, mas assenta-lhes que nem uma luva. Porventura, a única diferença que os distingue é que o primeiro tenta disfarçar e o segundo nem se dá a esse trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior constrangimento ao desenvolvimento de Portugal não é o caos no défice, na Justiça, na Educação e na Saúde, mas o fingimento que atravessa transversalmente o poder e a sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-466225171265858792?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/466225171265858792/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=466225171265858792&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/466225171265858792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/466225171265858792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/09/o-pais-do-fingimento.html' title='O país do fingimento'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-6507179109206100098</id><published>2010-08-23T18:40:00.003+01:00</published><updated>2010-08-23T18:45:37.553+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 58'/><title type='text'>A subversão do regime</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A mais recente crise política, provocada pelo endurecimento das declarações do governo e dos partidos da oposição, a propósito da aprovação do Orçamento de Estado para 2011, merece um esclarecimento e uma palavra de confiança da parte do presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é simples: o funcionamento regular das instituições está suspenso em períodos de crise económica e financeira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relevância do esclarecimento assume uma proporção cada vez maior à medida que é colocada a hipótese da dissolução da Assembleia da República, até 9 de Setembro, como forma de ultrapassar o eventual impasse na aprovação do próximo Orçamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, urge clarificar até que ponto o governo, sustentado por uma maioria relativa, pode pretender obrigar as oposições a ceder a todo o tipo de devaneios e chantagens, em nome da crise e da credibilidade externa do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De igual modo, também é necessário que o presidente da República esclareça se os seus poderes constitucionais estão diminuídos em período de pré-campanha eleitoral para sua reeleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, não é compreensível que Aníbal Cavaco Silva assista, em silêncio, a declarações inflamadas que traduzem o esvaziamento dos poderes presidenciais pelo facto de o país estar mergulhado numa crise sem precedentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da República jurou a Constituição. E não pode ficar mudo quando é feita tábua rasa, publicamente, dos seus poderes constitucionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente da avaliação sobre se é melhor ou pior um governo desnorteado em funções ou um governo em gestão, importa dar uma palavra de confiança aos portugueses em como a subversão do funcionamento das instituições não passará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem antes, nem depois das próximas eleições presidenciais, nem tão pouco em nome de um qualquer caos anunciado no caso de serem convocadas eleições antecipadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-6507179109206100098?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/6507179109206100098/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=6507179109206100098&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6507179109206100098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6507179109206100098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/08/subversao-do-regime.html' title='A subversão do regime'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-5487622371796343256</id><published>2010-08-06T00:07:00.000+01:00</published><updated>2010-08-06T00:18:05.522+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 57'/><title type='text'>Justiça: As forças cada vez mais visíveis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A actual crise na Justiça é tão profunda que a polémica sobre os poderes de Fernando Pinto Monteiro está a abafar o debate sobre os mistérios da investigação do processo Freeport, entre muitos outros casos mais ou menos mediáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um momento para o outro, a crise na Justiça já não é devida à profusão de legislação, à falta de meios e à interferência escandalosa do poder político, entre outros, na esfera judicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e a Associação Sindical dos Juízes Portugueses surgem como os algozes da Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para pasmo geral, até são os próprios socialistas a criticar a Justiça de um país que governam há mais cinco anos ininterruptamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em todas as polémicas, mais ou menos artificiais, felizmente as opiniões dividem-se, mas importa impedir que os detentores do poder sacudam a água do capote criando bodes expiatórios de circunstância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente de todos os riscos de corporativismo exacerbado, que devem ser contidos, a acção de João Palma, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, e de António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, tem contribuído para que os problemas da Justiça não continuem abafados nos corredores do poder político e judicial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por diversas vezes, e com toda a propriedade, os dois magistrados têm assumido posições públicas que nos permitem, hoje, dizer com mais certeza que o rei vai nu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A protecção dos seus pares, a exigência de transparência e a denúncia do que está mal no sistema judicial é um imperativo para qualquer responsável digno da aplicação da Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais importante do que qualquer reforma judicial, é saber o que aconteceu à investigação do Freeport durante anos a fio, sem o mais leve sinal de perturbação da parte do poder político e judicial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais importante do que alterar o estatuto do Ministério Público, é a garantia de transparência e de cumprimento da legalidade no funcionamento da Procuradoria-geral da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais importante do que qualquer reforço de poderes do procurador-geral da República, a reboque da situação insustentável a que chegámos, é garantir que nunca será possível sacrificar a autonomia dos titulares da investigação criminal em nome do topo de uma hierarquia aparentemente vulnerável a forças cada vez mais visíveis. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-5487622371796343256?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/5487622371796343256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=5487622371796343256&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5487622371796343256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5487622371796343256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/08/justica-as-forcas-cada-vez-mais.html' title='Justiça: As forças cada vez mais visíveis'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-5654897678944891650</id><published>2010-07-30T11:55:00.000+01:00</published><updated>2010-07-30T12:21:53.805+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 56'/><title type='text'>Freeport: as areias movediças</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O mais recente episódio do caso Freeport é a confirmação da validade de toda a investigação feita por alguns dos principais meios de comunicação social, em que é justo destacar o diário "Público", os semanários "O Independente" e "Sol" e a estação de televisão "TVI".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das tentativas de intoxicação da opinião pública, levada a cabo por uns e por outros, há um facto indesmentível: os investigadores não puderam (ou não quiseram) descobrir o rasto do dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última comunicação ao país do primeiro-ministro seguiu o padrão de actuação de José Sócrates em situações de crise: reagir preventivamente para desviar as atenções da questão fulcral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É extraordinário que o primeiro-ministro tenha manifestado alívio e contentamento com os termos da decisão de arquivamento que vieram a público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, que fique claro que um arquivamento forçado é muito diferente de um arquivamento por falta de provas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem espera Justiça, não pode ficar satisfeito com uma decisão que relança todas as dúvidas sobre o que se terá passado em relação ao licenciamento do Freeport.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O despacho de arquivamento do Ministério Público equivale à condenação mais vil de José Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As questões que ficaram por responder correspondem a uma inevitável sentença em termos políticos, sem direito a defesa nem recurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso Freeport é muito mais do que saber se o país é governado por corruptos. É a prova que Portugal está a transformar-se em ilhas de segredos rodeadas por areias movediças. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-5654897678944891650?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/5654897678944891650/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=5654897678944891650&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5654897678944891650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5654897678944891650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/07/freeport-as-areias-movedicas.html' title='Freeport: as areias movediças'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-1304370385521542355</id><published>2010-07-19T16:29:00.000+01:00</published><updated>2010-07-19T16:38:17.394+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 55'/><title type='text'>Começar pelo princípio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A proposta de revisão constitucional do PSD é um sinal positivo da liderança de Pedro Passos Coelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revisão do texto constitucional é um dos passos mais importantes para restaurar a credibilidade do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consagração de um rol de boas intenções não é suficiente, quando na prática tudo é muito mais injusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora ainda falte conhecer os pontos principais da proposta de revisão constitucional do PSD, a iniciativa de alteração dos poderes presidenciais é um excelente ponto de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Passos Coelho revela consistência quando começa pelo princípio, identificando os estrangulamentos na origem, com abertura de espírito e sem pressas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A actual situação política é a prova que é preciso fazer alguma coisa para evitar que o país fique nas mãos de quem tem apenas um entendimento formal da Democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a um poder que ganhou as eleições à custa do ilusionismo, é necessário encontrar uma forma de desbloquear a situação sem que o presidente da República tenha de usar a bomba atómica constituicional – a dissolução da Assembleia da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrapor o prolongamento do mandato presidencial e da legislatura à flexibilização dos mecanismos para a criação de maiorias alternativas no quadro parlamentar, Pedro Passos Coelho aponta um caminho de maior exigência, rigor e seriedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, quem entende as eleições como um cheque em branco para quatro anos (Governo) ou cinco anos (Presidente da República) não pode estar de acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência dos últimos anos dá razão ao legislador da constituinte, que revelou a prudência de atribuir ao presidente da República os poderes para evitar que o país caísse no pântano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, mais do que nunca, é preciso regressar às origens da Constituição, mudando o que o tempo e a verdade exigem que seja mudado, de forma a garantir que Portugal não está condenado a cair nas teias da mais abjecta forma de oportunismo político. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-1304370385521542355?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/1304370385521542355/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=1304370385521542355&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1304370385521542355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1304370385521542355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/07/comecar-pelo-principio.html' title='Começar pelo princípio'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-664841822708388739</id><published>2010-07-01T23:42:00.000+01:00</published><updated>2010-07-02T13:06:03.852+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 54'/><title type='text'>A queda dos anjos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Henrique Granadeiro e Zeinal Bava são os dois principais responsáveis da equipa que administra a Portugal Telecom (PT).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cerca de 7 milhões de euros que o &lt;em&gt;dream team&lt;/em&gt; recebeu, em 2009, entre salários e prémios, são reveladores do reconhecimento e estatuto ímpar que ambos alcançaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um momento para outro, ambos apareceram envolvidos em casos polémicos: o assalto de José Sócrates à TVI e a proposta hostil da Telefónica para comprar a brasileira Vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a compra da participação na estação de televisão já tudo foi dito, sendo que ambos conseguiram manter uma atitude angelical até ao fim desta espécie de reinvenção do milagre das rosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo caso, e apesar de todos os apelos patrioteiros, a maioria dos accionistas da PT votaram pela venda dos 50% da Vivo à Telefónica, ignorando as recomendações dos dois gestores de topo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Henrique Granadeiro e Zeinal Bava conseguiram agarrar-se às respectivas cadeiras celestiais, tendo assegurado a manutenção dos cargos por força de terem surgido sempre ao lado das posições de José Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta atitude de identificação, quiçá subserviência, até pode ser explicada pelo estatuto especial do accionista Estado, que detém as 500 acções douradas da PT, mas lança um manto de dúvidas sobre a real defesa dos interesses dos accionistas, dos grandes e dos pequenos verdadeiros accionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a falhada OPA de Belmiro de Azevedo, Henrique Granadeiro e Zeinal Bava só continuaram na liderança da PT por terem seguido sempre o brilho rosa, o que diz tudo sobre o funcionamento e a gestão das grandes empresas em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que chega a hora da alternância no poder político, ninguém estranhará que o futuro da PT não passe por Henrique Granadeiro e Zeinal Bava. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-664841822708388739?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/664841822708388739/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=664841822708388739&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/664841822708388739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/664841822708388739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/07/queda-dos-anjos.html' title='A queda dos anjos'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7804976687111840743</id><published>2010-06-18T17:17:00.000+01:00</published><updated>2010-06-18T17:23:13.494+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 53'/><title type='text'>Não há crimes políticos perfeitos</title><content type='html'>Pacheco Pereira prestou um serviço inestimável à Democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos um deputado da comissão parlamentar de inquérito ao negócio da TVI teve a coragem política de levar por diante o mandato que lhe foi conferido pelo presidente da Assembleia da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando legitimamente de todos os elementos que lhe foram colocados para análise, Pacheco Pereira fez o trabalho de casa e apresentou as conclusões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Sim, houve participação &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;governamental&lt;/span&gt; (em particular com origem no primeiro-ministro e executada por quadros do PS colocados em posições cimeiras em empresas em que o Estado tem qualquer forma de participação directa ou indirecta) numa tentativa de, em ano eleitoral, controlar vários órgãos de comunicação social, nomeadamente a TVI»;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Sim, o primeiro-ministro sabia, foi informado pessoalmente do que se passava e, por via indirecta, conhecemos indicações suas sobre o modo como os executantes deviam proceder. E, por isso, mentiu ao Parlamento. Ele não queria ter a fama (de controlar a comunicação social), sem ter o proveito (de a controlar de facto) e procedeu e permitiu que procedessem em &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;consequência&lt;/span&gt;, conforme as suas intenções publicamente anunciadas no congresso do PS».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pacheco Pereira fez um enorme favor à Assembleia da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fazer uma declaração de voto limpa e inequívoca, o deputado do PSD salvou a face de uma comissão povoada por deputados obedientes aos directórios partidários mais interessados no cálculo político do que numa Democracia &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;transparente&lt;/span&gt; e consequente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De igual modo, desmentiu todos os cépticos em relação à utilidade das comissões parlamentares de inquérito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, Pacheco Pereira fez um enorme favor ao partido social-democrata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma nova liderança, a navegar à vista e em busca da credibilidade, a atitude do deputado social-democrata permite acalentar uma réstia de esperança no futuro do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a espécie de relatório final da comissão, a verdade é que partir de agora qualquer primeiro-ministro de Portugal passou a ter condições para colocar-se acima da lei, por esta ou aquela oportuna e &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;circunstancial&lt;/span&gt; razão de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, graças a Pacheco Pereira, e ainda que &lt;span id="SPELLING_ERROR_4" class="blsp-spelling-error"&gt;in&lt;/span&gt; &lt;span id="SPELLING_ERROR_5" class="blsp-spelling-error"&gt;extremis&lt;/span&gt;, ficámos a saber que não há crimes políticos perfeitos em Democracia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7804976687111840743?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7804976687111840743/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7804976687111840743&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7804976687111840743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7804976687111840743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/06/nao-ha-crimes-politicos-perfeitos.html' title='Não há crimes políticos perfeitos'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-1778354387783026078</id><published>2010-06-10T12:50:00.001+01:00</published><updated>2010-06-10T12:52:01.442+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 52'/><title type='text'>Dia de Portugal no imenso lodaçal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alerta constante para os perigos decorrentes da crise económica e financeira – uma espécie de dramatização do presente para garantir a desresponsabilização do passado – tem tentado disfarçar o actual estado de imenso lodaçal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais grave do que o espectro da banca rota, uma espécie de estado de letargia está a determinar uma caminhada a passos largos para o desastre colectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, os portugueses celebram mais um dia especial, varrendo a evidência para debaixo do tapete na ilusão de estar a salvaguardar o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liderança de um chefe de governo que perdeu a credibilidade, e que é tratado como um vulgar meliante na praça pública, provocou uma situação de impasse institucional inimaginável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As políticas governamentais determinadas por uma navegação à vista, ou melhor, por eleições à vista, atingiram um tal nível de impunidade que começamos a descobrir a dimensão do brilho de algumas das novas pérolas do regime, nomeadamente o processo de financiamento do computador Magalhães e a consagração da retroactividade no aumento dos impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre em nome da salvação de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se fosse possível disfarçar o imenso lodaçal, em que a corrupção foi transformada numa espécie de regra larvar do normal funcionamento das instituições da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saída à vista, restam poucas razões para comemorar o dia de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, os portugueses continuam a demonstrar uma dedicação ímpar. Até mesmo aqueles que foram obrigados a emigrar, para escapar à miséria, continuam a cantar a "Portuguesa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste quadro de imenso lodaçal, em que a liberdade é cada vez mais uma palavra vã, só falta mesmo a consagração do crime político perfeito para matar a esperança. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-1778354387783026078?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/1778354387783026078/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=1778354387783026078&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1778354387783026078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1778354387783026078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/06/dia-de-portugal-no-imenso-lodacal.html' title='Dia de Portugal no imenso lodaçal'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7282964753517130133</id><published>2010-05-11T11:04:00.000+01:00</published><updated>2010-05-11T11:05:25.565+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 51'/><title type='text'>Protesto oco ou fúria anticlerical?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A visita de Bento XVI é um acontecimento que deve ser observado com sentido de tolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os católicos e os crentes rejubilam com a deslocação da autoridade máxima da sua Fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Políticos e governantes aprumam-se para ficar na fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cobertura mediática tem a mesma lógica do que qualquer outra visita de Estado ou acontecimento desportivo global.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o folclore de Estado e as notícias sobre a realidade nua e crua, já se sabe quem fica sempre a ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, não há novidade nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, nem o protocolo de Estado pode surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento da laicidade do Estado, assente no formalismo constitucionalista, mais não serve do que tentar esconder um anticlericalismo purulento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, é um argumento intelectualmente medíocre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que invocam a Constituição, agora, esquecem-se dela em relação a outros direitos constitucionais consagrados, como o emprego, a educação, a justiça, a saúde, a liberdade de informação, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta de cinismos em relação à Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua cotação actual é mais baixa de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer de conta que ela existe, quando convém para defender isto ou aquilo, não impede que se tenha transformado no espelho da falência do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa a ser tempo de uma revisão que acabe com a farsa constitucional, que acalenta oportunismos de esquerda e de direita.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7282964753517130133?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7282964753517130133/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7282964753517130133&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7282964753517130133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7282964753517130133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/05/protesto-oco-ou-furia-anticlerical.html' title='Protesto oco ou fúria anticlerical?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-666588140561100428</id><published>2010-04-21T11:51:00.000+01:00</published><updated>2010-04-21T11:56:09.504+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 50'/><title type='text'>Não há crimes perfeitos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião entre José Sócrates e o novo líder do maior partido da oposição, Pedro Passos Coelho, durante mais de três horas, contribuiu para reforçar a suavização do discurso político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país voltou ao ram-ram habitual, depois do longo ciclo eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da República prepara a reeleição, a Assembleia da República cumpre o ritual parlamentar, o governo está em funções, os restantes poderes instituídos mantêm a rotina do dia-a-dia e os cidadãos trabalham e tentam sobreviver à crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a calma está reinstalada, por que será que o ambiente continua pesado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é a mesma de sempre: A consciência colectiva do adiamento da resolução dos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas finanças públicas, o espectro da falência é uma realidade, mas a prioridade continua a ser falácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na economia, a retoma só é possível com mais empréstimos do exterior, mas o país já está endividado até ao limite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na política, o ritual institucional já não consegue esconder o abandalhamento da ética republicana e da responsabilidade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Justiça, a crescente opacidade não é suficiente para evitar a percepção do caos instalado e da governamentalização das principais instituições judiciárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Educação, Saúde, Administração Pública, entre outros, as reformas estruturais não resistem ao tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A calma aparente não é saudável, muito pelo contrário, pode ser um mau prenúncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas, um a um, há mais de uma década, continuam por solucionar, com a corrupção a ganhar terreno de uma forma impune e assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a sensação de progresso possa mitigar as dúvidas, mais tarde ou mais cedo o país vai ter de confrontar-se com os responsáveis pela criação de uma realidade negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há crimes perfeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-666588140561100428?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/666588140561100428/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=666588140561100428&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/666588140561100428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/666588140561100428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/04/nao-ha-crimes-perfeitos.html' title='Não há crimes perfeitos'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7876256704558331208</id><published>2010-04-12T15:35:00.000+01:00</published><updated>2010-04-12T15:54:50.896+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 49'/><title type='text'>Pedro Passos Coelho: a hora do escrutínio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O novo líder do PSD fez por merecer o benefício da dúvida dos militantes do PSD reunidos em Carcavelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esmagadora vitória alcançada, que reforçou a votação nas "directas", traduz a esperança que veio trazer a um partido que continua a conviver mal com a permanência na oposição há mais de cinco anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do discurso promissor, agora é chegada a hora de enfrentar o reforço do escrutínio sobre o passado profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que o primeiro passo tenha sido dado pela revista "Sábado", com uma investigação oportuna, a generalidade da comunicação social deve aprofundar as ligações empresariais do candidato a primeiro-ministro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exigível, em nome da credibilidade que ainda resta ao jornalismo, um trabalho rigoroso, limpo e sem calculismos, de forma a evitar que os portugueses voltem a comprar gato por lebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é precisamente essa: evitar que o país esteja condenado a comprar gato por lebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso saber como Pedro Passos Coelho foi parar à "Fomentinvest", de Ângelo Correia. E quais são os accionistas e negócios em que esteve envolvido, sobretudo aqueles realizados com empresas como a GALP, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A priori, não vem mal ao mundo que um político tenha passado pelo sector empresarial. Aliás, e muito bem, Pedro Passos Coelho anunciou a cessação de funções de todos os cargos de gestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem chega a um lugar que dá acesso ao mais alto cargo executivo do Estado português tem de estar disponível para responder pelo seu passado político e profissional. E sobretudo demonstrar que não teme o escrutínio da imprensa, uma das regras de ouro da democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um dos primeiros sinais de mudança que Pedro Passos Coelho pode dar à sociedade portuguesa, num momento em que o que resta à direita está confrontado com os negócios dos submarinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal não se pode dar ao luxo de permitir que um qualquer clone de Sócrates ascenda ao poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para vergonha, interna e externa, já basta o que basta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7876256704558331208?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7876256704558331208/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7876256704558331208&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7876256704558331208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7876256704558331208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/04/pedro-passos-coelho-hora-do-escrutinio.html' title='Pedro Passos Coelho: a hora do escrutínio'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-3000975612695294113</id><published>2010-04-05T16:08:00.000+01:00</published><updated>2010-04-05T16:25:33.873+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 48'/><title type='text'>Há mais democracia além das eleições</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As notícias sobre o envolvimento de governantes nos mais diversos escândalos deixou de ter qualquer relevância social e política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os visados até fazem prova de vida política, ignorando as manchetes e encontrando razões suficientes para glosar os trabalhos jornalísticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Sócrates e Silvio Berlusconi conseguiram provar que são capazes de resistir a qualquer título e ainda de ganhar eleições apesar do escrutínio dos respectivos passados, repleto de casos pessoais, políticos e judiciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mérito dos governantes, falta de credibilidade da imprensa ou indiferença colectiva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão merece uma profunda reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diversos exemplos português e italiano são a melhor prova de que a comunicação social perdeu credibilidade e influência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ausência de Justiça, falta outra sede para dirimir situações de bloqueio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que analisar um qualquer governante, por mais tiques de meliante ou de ditadorzeco, ou até apreciar a linha editorial dos órgãos de comunicação social, importa estimular as novas elites para a promoção e a divulgação de estudos académicos sobre a gritante disparidade entre os &lt;em&gt;slogans &lt;/em&gt;e as práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob pena de perpetuação do estado pantanoso, é preciso que o conhecimento também esteja ao serviço dos valores universais da comunidade, que seja capaz de se colocar num patamar diferente da disputa política e partidária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É urgente compreender a falta de mobilização da opinião pública após o conhecimento de factos da maior relevância, e cuja indiferença já chegou ao ponto de desvalorizar investigações, acusações e sentenças judiciais. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-3000975612695294113?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/3000975612695294113/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=3000975612695294113&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3000975612695294113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3000975612695294113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/04/ha-mais-democracia-alem-das-eleicoes.html' title='Há mais democracia além das eleições'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4921481170103098948</id><published>2010-03-17T08:42:00.000Z</published><updated>2010-03-17T09:08:30.027Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 47'/><title type='text'>Velhas elites</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A extraordinária tentativa de amordaçar os críticos do PSD, parcial e temporalmente, deu origem a uma vaga de protestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que sem cuidar de explicar o que se passa nos outros partidos políticos, a jactância palavrosa permitiu aliviar o cheiro a podre que invadiu a actualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, aqueles que mais se indignaram com a alteração estatutária aprovada no congresso de Mafra foram precisamente os que mais desvalorizaram o assalto do governo socialista aos mais elementares direitos de expressão, opinião e imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma boa oportunidade para verificar o estado a que chegou o 'critério' da defesa de valores fundamentais: quando dá jeito, carrega-se a eito; quando não dá, vira-se a cara para o lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constatação é triste, mas é de facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E permite chegar a outra conclusão: as velhas elites estão cada vez mais velhas e amarradas às &lt;em&gt;benesses&lt;/em&gt; concedidas, directa ou indirectamente, pelo poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas será que todas as elites estão compradas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio envergonhado de alguns tem outras explicações mais prosaicas e medíocres: conquistado o pico do &lt;em&gt;status&lt;/em&gt; social, quiçá a qualquer preço, o pavor de o perder a qualquer momento leva a uma desonestidade intelectual e política gritantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados mais de cinco anos de José Sócrates na liderança do governo, o lema passou a ser: A única ideologia é a dos tachos e dos dólares depositados em &lt;em&gt;offshores&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi o último discurso de Manuela Ferreira Leite no congresso do PSD que permitiu constatar que basta seguir o dinheiro para perceber o actual estado do país e das suas velhas elites cada vez mais velhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ameaças, as mentiras, os truques, os discursos pomposos, a imagem e mais uns trocados, em espécie ou em género, têm sido suficientes para calar quem tem a obrigação de estar na primeira fila da contestação ao embuste, que transformou esta democracia num pântano cheio de gente cada vez mais pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4921481170103098948?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4921481170103098948/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4921481170103098948&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4921481170103098948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4921481170103098948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/03/velhas-elites.html' title='Velhas elites'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-8769960809661881994</id><published>2010-03-08T17:14:00.000Z</published><updated>2010-03-08T17:17:08.521Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 46'/><title type='text'>Humilhação e piedade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento é uma oportunidade de ouro para obrigar José Sócrates a assumir as suas promessas eleitorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do magnífico trabalho dos deputados da Comissão de Ética – a propósito da tentativa de assalto à comunicação social –, da oportuna constituição de uma comissão de Inquérito – que vai investigar se o primeiro-ministro mentiu ao Parlamento – e do congresso do PSD, que, felizmente, conta com vários candidatos, é consensual que José Sócrates não pode retomar a governação com um novo truque: o recurso ao aumento da carga fiscal, sem o aumento dos impostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão do momento é outra: José Sócrates, a nível interno e externo, é o primeiro-ministro certo para tirar o país do buraco que ele próprio ajudou a cavar, com ou sem comunicação ao país, depois de cinco anos de mentiras, truques e ilusões políticas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sinais de desgaste são tão evidentes como as manobras desesperadas da corte do costume, que tenta desvalorizar a actual situação e arranjar uma espécie de tábua de salvação, chame-se o expediente Manuela Moura Guedes, Freeport ou outra coisa qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade está à vista: No momento em que o país precisa de um líder credível e empenhado, o governo continua a ser liderado por um homem acossado e desacreditado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a tentativa obstinada de manter o poder até já chegou ao ponto de encenar a vitimização suprema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi por acaso que José Sócrates chegou ao cúmulo de pedir aos jornalistas – anteriormente eleitos 'alvos' – para «terem piedade», para não colocarem mais questões sobre o seu envolvimento no caso "Face Oculta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, todos os portugueses, de esquerda e de direita, estão de acordo com as palavras de Manuel Alegre ao DN, em 23 de Outubro de 2002: «Eu também sinto em mim a humilhação a que outras pessoas se sujeitam». &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-8769960809661881994?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/8769960809661881994/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=8769960809661881994&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8769960809661881994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8769960809661881994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/03/humilhacao-e-piedade.html' title='Humilhação e piedade'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-8883134153750243758</id><published>2010-02-21T20:24:00.000Z</published><updated>2010-02-22T12:31:47.546Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 45'/><title type='text'>Os aspirantes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A última edição do semanário "Sol" deve ter deixado qualquer democrata estupefacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não é por causa das novas revelações sobre a face oculta do primeiro-ministro, que qualquer cidadão de boa-fé já conseguiu perceber e assimilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revelação importante é outra, designadamente a que nos permite ter uma ideia mais cristalina da qualidade e calibre dos aspirantes a governantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, falo de Paulo Penedos e Marcos Perestrello; e se isto é o futuro do PS, então estamos conversados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais grave ainda do que esta nuvem negra que se abateu sobre o futuro do PS, é o facto de Marcos Perestrello ser o actual secretário de Estado da Defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem que se perceba o que o habilitou para ascender ao cargo, tal como ninguém tinha percebido por que razão Rui Pedro Soares aterrou na administração da PT, a verdade é que ambos chegaram onde chegaram, com os resultados agora conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, estranhamente, todos pediram a cabeça do "amigo" de José Sócrates, mas ainda ninguém pediu a cabeça do "amigo" de António Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que se conceda, em tese, a possibilidade dos diálogos transcritos terem sido descontextualizados – o que seria gravíssimo –, a verdade é que o secretário de Estado, aparentemente, nada fez para contrariar ou evitar a negociata do pequeno-almoço de Luís Figo com o primeiro-ministro na véspera das eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será que avisou, imediatamente, o "chefe"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que a personalização deste ou de qualquer outro caso, o mais importante é perceber como estão a ser formados os aspirantes a políticos que podem ser chamados a governar Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais aterrador é que tudo indica que, actualmente, os jovens quadros políticos lêem pela mesma cartilha que formou José Sócrates, entre tantos e tantos outros militantes partidários, da esquerda à direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado está à vista. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-8883134153750243758?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/8883134153750243758/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=8883134153750243758&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8883134153750243758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8883134153750243758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/02/os-aspirantes.html' title='Os aspirantes'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4945663405628310100</id><published>2010-02-16T15:11:00.000Z</published><updated>2010-02-16T15:16:43.864Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 44'/><title type='text'>Ponto de ordem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois de magistrados de Aveiro terem descoberto uma manobra de assalto à comunicação social, há-de ficar como o cúmulo do anedotário político as tentativas desesperadas para comprovar que existe liberdade de expressão, opinião e imprensa em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No actual clima pantanoso, os 'boys' do regime abraçaram a missão de tentar convencer os portugueses que existe liberdade de expressão, opinião e imprensa porque ouvem, vêem e lêem notícias com críticas contundentes ao governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto cinismo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que se atrevem a fazer este paralogismo já se esqueceram do passado e, por exemplo, de todos aqueles que não se cansaram de afirmar o Estado de Direito durante a ditadura pelo simples facto de existirem tribunais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta má-fé...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que ensaiam justificar o injustificável, fazendo de conta que não leram o "Sol" e não conhecem os bastidores do poder, usam todos os malabarismos para tentar disfarçar uma realidade para a qual, aliás, só acordarão quando mais lhes convier.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto atrevimento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esforço para branquear o que se está a passar, há demasiado tempo, há-de ficar, seguramente, como o cúmulo do anedotário político, mas também como mais uma das páginas vergonhosas da história deste PS e da democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é preciso não esquecer que, hoje, entre os que se mostram surpreendidos e indignados também estão muitos que rejubilaram e apoiaram o estilo de José Sócrates e a sua forma de exercer o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto mais subtil for a mordaça dos novos tempos, maior terá de ser o empenho em denunciar as diferentes formas de censura. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4945663405628310100?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4945663405628310100/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4945663405628310100&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4945663405628310100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4945663405628310100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/02/ponto-de-ordem.html' title='Ponto de ordem'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-8195392735688981995</id><published>2010-02-11T17:12:00.000Z</published><updated>2010-02-16T15:18:17.094Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 43'/><title type='text'>Não ao jornalismo cobarde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A divulgação de matéria informativa de inegável interesse público é um direito constitucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia da semana passada do semanário "&lt;a href="http://www.sol.pt/"&gt;Sol&lt;/a&gt;" é um serviço público de inestimável valor e seriedade, merecendo ser acompanhado por todos os que pretendem um regime mais transparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem decreta que a publicação de uma qualquer escuta é crime não é o primeiro-ministro, seja ele José Sócrates ou outro qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O semanário de José António Saraiva tem estado quase sozinho na tentativa de aprofundar a investigação sobre o mais recente plano de assalto à comunicação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é digno de uma democracia madura e de uma comunicação social livre que o escrutínio de algo tão grave seja assumido, activamente, por um ou dois meios de comunicação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O "&lt;a href="http://www.sol.pt/"&gt;Sol&lt;/a&gt;" não pode ficar isolado, como tantas outras vezes aconteceu a quem assumiu o dever de informar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso enfrentar o cinismo de alguns &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; que criticam a revelação de escutas e de outros documentos judiciais, mas depois aproveitam as mesmas informações para 'surfar' a onda mediática, protagonizando o jornalismo mais cobarde que existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, importa perguntar: O que aconteceu com as "cachas" do "Jornal de Sexta"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A generalidade dos meios de comunicação social aproveitaram e usaram a seu belo prazer todas as revelações, independentemente das opiniões dos responsáveis editoriais sobre o estilo e os métodos de Manuela Moura Guedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas das situações, que chegaram a roçar o grotesco, não devem ser o padrão de acção daqueles que têm o dever de informar com lisura e rigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que os profissionais da comunicação social assumam as suas responsabilidades, de forma a não ter que passar, mais uma vez, pela vergonha de ter de ser um qualquer deputado, cá dentro ou lá fora, a denunciar o que se diz à boca pequena nos corredores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-8195392735688981995?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/8195392735688981995/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=8195392735688981995&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8195392735688981995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8195392735688981995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/02/nao-ao-jornalismo-cobarde.html' title='Não ao jornalismo cobarde'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7499964343746341213</id><published>2010-02-08T12:33:00.000Z</published><updated>2010-02-10T10:31:37.503Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 42'/><title type='text'>A debandada socrática</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há muito tempo que José Sócrates não tem condições para ser primeiro-ministro de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na biografia não-autorizada – "&lt;a href="http://www.rcpedicoes.com" target="_blank"&gt;José Sócrates - O homem e o líder&lt;/a&gt;" – fiz várias referências documentadas sobre a sua estranha tendência para misturar a vida pessoal e o plano institucional no exercício do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer determinadas afirmações à revelia do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; reinante pode ser penalizador, mas é reconfortante constatar que o tempo nos dá razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, as revelações do semanário "Sol" confirmam uma actuação que obedece a um padrão aventureiro, mesquinho e perigoso, tantas são as tropelias (indícios de crimes?) escarrapachadas em documentos timbrados e assinados por investigadores da PJ, confirmados por um procurador do MP e ratificados por um juiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que muitos possam ter ficado surpreendidos com os sinais de abuso de poder, de cobardia e de mentira, há muito tempo que entre o "homem" e o "líder" não há fronteiras, valendo tudo para tentar consolidar um projecto político de poder pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Sócrates passou à condição de CPP (Cadáver Político Potencial), à mercê de todos aqueles que o ajudaram a dar um dos maiores golpes na credibilidade da democracia dos últimos 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto não surgir uma alternativa credível, porventura ainda vai governar durante mais algum tempo, com a corte do costume a fazer de conta que ainda o respeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futuro político de José Sócrates passou a depender dos que estiveram ao seu lado e que, não tarda nada, vão começar a olhar para ele de soslaio, como se não tivessem feito parte do seu projecto e da sua incomensurável falta de cultura democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, e sem receio de voltar a ser penalizado por não considerar o &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; reinante, é preciso antecipar as consequências da previsível debandada socrática, cujos principais representantes, assumidos ou encapotados, já perceberam que quanto mais tarde se distanciarem do primeiro-ministro mais dificilmente poderão aspirar a ter uma réstia de credibilidade profissional e politica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7499964343746341213?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7499964343746341213/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7499964343746341213&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7499964343746341213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7499964343746341213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/02/debandada-socratica.html' title='A debandada socrática'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-537245863693510450</id><published>2010-02-01T21:17:00.000Z</published><updated>2010-02-16T15:18:41.801Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 41'/><title type='text'>Wake up</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A instabilidade governamental é assacada aos partidos políticos, mas também ao Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim da monumental encenação da aprovação do Orçamento de Estado, Aníbal Cavaco Silva pode começar, com toda a tranquilidade, a preparar a recandidatura presidencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma oposição incapaz, temerosa, quiçá também rendida aos grandes interesses, o resultado até seria idêntico mesmo que o défice de 2009 atingisse, ainda mais miraculosamente, valores superiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, os 9,3% anunciados até podiam ter chegado aos 10,3% do PIB – uma percentagem igual à do desemprego –, pois esta espécie de direita seria impotente para obrigar o governo a assumir as manigâncias politicamente descaradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, pasme-se, mesmo as promessas de mais investimentos públicos, designadamente os grandes projectos do novo aeroporto e do TGV, podem ser sacrificados por quem os prometeu desenfreadamente, obviamente com base no álibi da 'nova' realidade orçamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política do vale tudo venceu, perante uma oposição de rastos e uma comunicação social limitada à espuma do dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para trás fica uma campanha eleitoral politicamente mentirosa – mais uma! –, em que o governo escondeu a verdadeira dimensão da crise financeira, económica e o buraco das contas públicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, José Sócrates venceu uma batalha política, obrigando os adversários políticos a trabalhar para si e por si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal só foi possível com Fernando Teixeira dos Santos, até ao dia em que José Sócrates se fartar do ministro das Finanças que se 'engana' muitas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda atónitos com a 'nova' realidade orçamental, os portugueses preparam-se para começar a pagar a factura, sem instabilidade governamental nem responsabilização de quem atirou o país para o abismo, de anúncio em anúncio e de truque em truque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É caso para perguntar: Quanto tempo ainda será preciso para acordar para a governação mais politicamente irresponsável e opaca dos últimos 30 anos?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-537245863693510450?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/537245863693510450/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=537245863693510450&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/537245863693510450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/537245863693510450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/02/wake-up.html' title='Wake up'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4871429585070725379</id><published>2010-01-17T17:12:00.000Z</published><updated>2010-01-17T17:16:00.626Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cr'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 40'/><title type='text'>Quem será o senhor que se segue?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O 'patrão' da RTP pode começar a sonhar com o descanso aos domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis anos depois do início das "Escolha de Marcelo", o comentador não merecia cair às mãos de uma administração da estação pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa está na linha de actuação do governo, pelo que só pode ter surpreendido os mais distraídos ou ingénuos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de meticulosamente preparada, com um álibi politicamente descarado, a opinião pública e publicada quase não reagiu a mais uma nova baixa em termos de liberdade de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas alguns, os mesmos de sempre que continuam a resistir, levantaram a voz e a caneta para protestar por tão conveniente e súbito critério de alegada equidade da administração da RTP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ataques à liberdade de expressão, opinião e imprensa, que se verificaram no passado recente, estão a começar a produzir os efeitos anestesiantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo parece normal e fundamentado, perante uma entidade supostamente reguladora que diz não ter meios para investigar, quiçá só pode investigar o que lhe deixam investigar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na origem de mais um caso de condicionamento gritante está um pecado original: a atribuição de um palco mediático a figuras relevantes do espectro partidário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo raríssimas excepções, entre as quais incluo Marcelo Rebelo de Sousa, a opinião que se pretendia livre e independente tem sido entregue a "barões" partidários, com mais ou menos vocação mediática, que se limitam a uma gestão cuidadosa do respectivo tempo de antena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem será o senhor que se segue?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4871429585070725379?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4871429585070725379/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4871429585070725379&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4871429585070725379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4871429585070725379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/01/quem-sera-o-senhor-que-se-segue.html' title='Quem será o senhor que se segue?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-8176011024727346852</id><published>2010-01-02T16:33:00.000Z</published><updated>2010-01-02T17:46:37.399Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 39'/><title type='text'>2010: Ano de mudança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A crise continua a arrastar-se, penosamente, consolidando uma situação de impasse no regime democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que a fábrica de ilusões começa a dar sinais de esgotamento, as alternativas não têm palco, apenas vingando aqui e ali por força da inércia do próprio sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim, hoje, tal como o foi no passado, de crise em crise, sempre sem se vislumbrar uma solução consistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em qualquer área – da política à economia, da justiça aos media, da segurança à saúde – impera o sindroma Titanic: enquanto o barco se afunda, o maestro continua exuberante a liderar uma orquestra indiferente ao desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para onde quer que se vire o olhar, um poder desmesurado, por vezes asfixiante, generoso com a corte e implacável com os agentes da mudança, ignora o plano perigosamente inclinado para o abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que o debate político, mais ou menos crispado, assusta tanto o poder instituído que tudo faz para impor as águas calmas, fiadoras da manutenção do status quo, do arbítrio e da opacidade, ainda que correndo o risco de criar, inevitavelmente, charcos putrefactos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esticar da corda leva a excessos que podem tornar a realidade, tantas vezes oculta, mais facilmente apreendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paradoxalmente, quanto mais incompetência mesquinhez e falsidade maior é a probabilidade de se fazer luz, condição essencial para qualquer fase de regeneração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de chalangers assumidos, águas revoltas, debates acalorados e, sobretudo, de mais escrutínio e de novos agentes capazes de assumir a ruptura e propor alternativas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-8176011024727346852?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/8176011024727346852/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=8176011024727346852&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8176011024727346852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8176011024727346852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2010/01/2010-ano-de-mudanca.html' title='2010: Ano de mudança'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-1075237939470280375</id><published>2009-12-05T12:45:00.000Z</published><updated>2009-12-05T12:48:30.273Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 38'/><title type='text'>Comunicação terrorista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A informação tornou-se numa selva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal "sistema", que impera nos bastidores, saltou para a ribalta de uma forma cristalina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém ignora que os negócios com o Estado se transformaram num imenso mar condicionante da agenda mediática, arrastando na rede as empresas de comunicação, directores-gerais, directores de informação, chefias editoriais e jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, ninguém tem dúvidas que existe uma mão (in)visível do governo que põe e dispõe nos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;, castigando aqueles que publicam notícias desfavoráveis, como revelou à saciedade o &lt;em&gt;affaire&lt;/em&gt; TVI e o afastamento de Manuela Moura Guedes, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais grave ainda, e também na linha da intervenção estatal, é o novo padrão de comunicação governamental, em que a promoção da informação e contra-informação passou a um patamar tipicamente terrorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do dossiê da vigilância à presidência da República, que marcou a última campanha eleitoral, eis que o caso "Face Oculta" deu origem a uma reacção governamental que passou pela acusação pública de «espionagem política».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a vara vai e vem, minimizam-se os estragos, passando de algoz a vítima, sempre na esperança de que a vergonha caia rapidamente no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como a propaganda, este tipo de estratégia de comunicação tem os dias contados, aliás, pela sua própria insustentabilidade racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema é que as suas consequências têm tendência a perdurar no tempo, minando a réstia de credibilidade que as instituições ainda têm junto dos cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-1075237939470280375?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/1075237939470280375/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=1075237939470280375&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1075237939470280375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/1075237939470280375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/12/comunicacao-terrorista.html' title='Comunicação terrorista'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-9137356251735644488</id><published>2009-11-15T02:25:00.000Z</published><updated>2009-11-15T02:27:08.458Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cr'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 37'/><title type='text'>Fernando Pinto Monteiro a mais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia 28 de Outubro foi dado um passo no sentido da regeneração de um Estado associado à alta corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezoito dias depois das primeiras buscas da operação "Face Oculta", Fernando Pinto Monteiro passou a ser parte do problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde logo, começa a ser pouco compreensível que o procurador-geral da República tenha metido na gaveta – mais uma vez! – um caso de Estado da maior sensibilidade: as conversas de Armando Vara com José Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pinto Monteiro continua a revelar incapacidade para lidar com as investigações que envolvem governantes e poderosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta atentar que após as declarações politicamente destemperadas do chefe do governo – em relação a um caso em que o plano pessoal mais uma vez se confundiu com o plano de Estado – Fernando Pinto Monteiro só precisou de 24 horas para fazer o que não tinha conseguido fazer durante meses: um esclarecimento rigoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais incómodo ainda é que o esclarecimento, participado minutos antes do jogo de Portugal com a Bósnia, só surgiu depois da manchete do "Correio da Manhã": «Sócrates suspeito de crime grave – Atentado contra o Estado de Direito – Conclusão do Ministério Público de Aveiro aponta para crime que prevê pena de prisão até oito anos de prisão. Em causa, segundo magistrados, está a manipulação da comunicação social».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, ao prometer uma decisão «até ao fim da próxima semana», fica a sensação que o procurador-geral da República está a preparar a opinião pública para a eventual destruição das escutas, não conseguindo evitar a percepção de que anda a reboque das exigências do primeiro-ministro e das manchetes dos jornais, qual subordinado reverente e atormentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não fosse suficiente, Fernando Pinto Monteiro ainda não reagiu ao ataque de um "aparatchik" de segunda linha do PS, que caracterizou uma investigação criminal da maior relevância para o país como «espionagem política».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pinto Monteiro está a mais. E já deixou de ser uma parte da solução para o imbróglio que ajudou a alimentar na opinião pública. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-9137356251735644488?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/9137356251735644488/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=9137356251735644488&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/9137356251735644488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/9137356251735644488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/11/fernando-pinto-monteiro-mais.html' title='Fernando Pinto Monteiro a mais'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-6580537792447971828</id><published>2009-11-08T10:28:00.000Z</published><updated>2009-11-08T10:34:01.150Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 36'/><title type='text'>Corrupção: moral ou justiça social?</title><content type='html'>Os indícios de corrupção alargada ao mais alto nível do Estado estão aí para quem os quiser ver e escrutinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos trinta anos de Democracia, governos de esquerda e de direita estiveram sob a mira criminal e debaixo do escrutínio dos media.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos sucessivos casos que saltaram para a ribalta pública, bem como dos sinais de alarme escarrapachados nos relatórios de organizações internacionais, o poder político continua impune e indiferente, apesar das constantes palavras vãs e mansas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é o que é, mas ninguém pode ficar indiferente à tentativa de desvalorização da investigação criminal que continua a fazer, lentamente, um caminho infame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de responsabilizar os sucessivos governos que têm o poder de legislar e de exigir responsabilidades, aqui e ali, sobretudo quando os escândalos chegam à opinião pública, surgem imediatamente os ataques aos investigadores criminais e magistrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, e apesar de existirem alguns fundamentos para esta avaliação, a verdade é que quem tão selectivamente aponta o dedo a quem combate a corrupção na primeira linha não tem o mesmo critério na exigência ao governo de leis claras e atribuição de meios adequados para responder à sofisticação do crime de 'colarinho branco'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o desenvolvimento da operação "Face Oculta", a actualidade revelou um novo e surpreendente patamar de debate, que passa por reduzir o combate à corrupção a uma mera questão de moralização do sistema, supostamente levada a cabo por heróis imbuídos de um espírito messiânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o combate à corrupção não é uma questão de moralidade e de coragem, é um caso de justiça social, de perseguir quem rouba o dinheiro do bolso dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que não haja qualquer confusão: há uma diferença abissal entre pugnar por mais justiça social, com mais solidariedade e menos corrupção, e pactuar, quiçá promover a gritante promiscuidade e tráfico de influências que estão na origem da corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma questão de cultura e de civilização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-6580537792447971828?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/6580537792447971828/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=6580537792447971828&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6580537792447971828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6580537792447971828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/11/corrupcao-moral-ou-justica-social.html' title='Corrupção: moral ou justiça social?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4330575109479046308</id><published>2009-10-30T11:47:00.000Z</published><updated>2009-10-30T11:52:49.947Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 35'/><title type='text'>O risco de instabilidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Imediatamente a seguir à tomada de posse do XVIII governo constitucional, liderado por José Sócrates, o regime desceu ao nível do lixo e da sucata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, a corrupção, o tráfico de influências e o nepotismo surgiram em todo o esplendor, com a revelação dos primeiros detalhes da operação policial – "Face Oculta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda antes de enterrar os escândalos financeiros dos últimos anos, que alimentaram todas as suspeições ao mais alto nível do Estado, o novo ciclo político ficou desde já marcado por novas suspeições, tão sujas quanto a matéria prima que alimentou as negociatas e as luvas pagas à custa dos contribuintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como aconteceu com o 'cavaquismo', o "Estado Rosa" de José Sócrates apodrece, lentamente, à medida que chegam ao conhecimento público os indícios de enriquecimento ilícito de alguns dos seus mais ilustres e proeminentes pares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um ciclo eleitoral extenuante, em que os portugueses foram chamados a eleger os eurodeputados, o governo e os autarcas, chegou a hora de perguntar: ainda há esperança na mudança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta colectiva não se forma de um dia para o outro, nem ninguém se pode arrogar o direito de a avançar antes do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, começa a ser evidente que o futuro do segundo governo de José Sócrates vai depender mais da capacidade de regeneração do Estado do que da implementação desta ou daquela política governamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que não haja ilusões: Com a oposição parlamentar demasiado comprometida com o sistema e com Aníbal Cavaco Silva ferido de morte, é cada vez mais evidente que a mudança a curto prazo só pode passar por um saneamento do poder, pois a crise económica e financeira estão instaladas  e para durar por um bom par de anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nunca no passado, o risco de instabilidade governativa depende da crescente tomada de consciência do estado a que chegou a República. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4330575109479046308?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4330575109479046308/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4330575109479046308&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4330575109479046308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4330575109479046308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/10/o-risco-de-instabilidade.html' title='O risco de instabilidade'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-5754625893342145035</id><published>2009-10-03T22:32:00.000+01:00</published><updated>2009-10-03T22:33:41.843+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 34'/><title type='text'>Rio de sonho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 'cariocas' vão organizar as olimpíadas de 2016.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À primeira vista, não há ninguém no mundo que possa ficar triste com tal vitória, nem mesmo os responsáveis das candidaturas derrotadas de Chicago, Londres e Madrid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que já puseram o pé na cidade mais bonita do mundo, que ainda poderia ser mais maravilhosa não fora a vergonha festiva das 'favelas', exortaram com o feito de monta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da imediata festa em Copacabana, após o anúncio da escolha do comité olímpico, e a sete anos de distância, importa perguntar: quem vai ganhar com a realização do evento planetário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os 'cariocas'? Os brasileiros? O espírito olímpico? A paz entre os povos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os ganhadores serão os bancos, os construtores, as sociedades de advogados e as teias da corrupção que fazem do sétimo país mais rico do mundo uma das sociedades mais pobres e desiguais da América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fabulosa máquina criada para promover este tipo de mega eventos não tem qualquer preocupação com os princípios desportivos e universais. Aliás, não será de estranhar que um dia destes se fale de corrupção e de 'luvas' pagas aos responsáveis pela escolha do Rio de Janeiro, a exemplo do que sucedeu em casos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que a mensagem universalista, de paz e convívio entre nações, a realização dos Jogos Olímpicos há muito que se transformou numa gigantesca máquina de promoção de negócios e regimes, democráticos ou ditatoriais, como a China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No frenesi da globalização selvagem, os povos vão sucumbindo à ilusão 'patrioteira', magnificamente montada pelas máquinas da propaganda oficial, cada vez mais refinadas nos apelos aos argumentos serôdios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o preço a pagar é uma factura para mais tarde recordar, certamente com ignorância, analfabetismo e samba à mistura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, basta perguntar aos portugueses qual foi o real benefício da realização da Expo'98 e do Euro 2004, cuja factura ainda está a ser paga pelos contribuintes, hoje, sem que tenha havido apuramento de responsabilidades em todas as trapalhadas e vigarices promovidas à sombra do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É caso para dizer: o dilema continua a ser sempre o mesmo, de um lado e do outro do Atlântico, seja ao ritmo do fado ou do samba.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-5754625893342145035?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/5754625893342145035/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=5754625893342145035&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5754625893342145035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/5754625893342145035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/10/rio-de-sonho.html' title='Rio de sonho'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-8966342411066540047</id><published>2009-09-18T22:31:00.000+01:00</published><updated>2009-09-20T18:45:35.958+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cr'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 33'/><title type='text'>Quem tem medo das 'secretas'?</title><content type='html'>Os serviços de informações passaram a ser uma presença regular nos &lt;em&gt;media&lt;/em&gt;, sempre pelas piores razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a revolução silenciosa que o governo levou a cabo, a partir de 12 de Março de 2005, nunca tal se tinha visto no Portugal democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suspeitas de escutas ilegais na Presidência da República aí estão, em todo o seu esplendor, entre muitas outras, para atestar a gravidade da crise que se abateu sobre o regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num dia triste para o jornalismo, em que fontes de informação são estampadas na manchete, as palavras de Aníbal Cavaco Silva, em Cascais, são a prova de que todas as dúvidas são verosímeis, apesar da própria declaração ser quase tão intolerável como o fundamento que a motivou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E varrer uma situação tão complexa para debaixo do tapete enquanto o país vai a votos é a todos os títulos inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o sistemático adiamento de um apuramento cabal do que se está a passar nesta matéria apenas tem contribuído para o apodrecimento da Democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação não é de hoje, nem de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2 de Fevereiro de 2006, assinei um artigo, intitulado “A secreta oculta de Sócrates”, que o tempo tem vindo corroborar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados mais de três anos, o que mudou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os serviços de informações viram reforçados os seus meios e instrumentos de acção, sem o equivalente reforço do efectivo controlo democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser rigoroso apenas uma coisa mudou: o discurso de Francisco Louçã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança é surpreendente, pelo que impõe uma questão: O que sabe o líder do Bloco de Esquerda para fazer tais afirmações tão categóricas, que contrariam os indícios de vigilâncias e de escutas selvagens que têm vindo a ser denunciadas por jornalistas e até por magistrados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio de uns e as piruetas de outros revelam até que ponto o regime está refém de um calculismo sem limites, em que os princípios parecem cair por terra ao sabor das expectativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 27 de Setembro de 2009, é caso para perguntar: quem tem medo das 'secretas'?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-8966342411066540047?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/8966342411066540047/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=8966342411066540047&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8966342411066540047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8966342411066540047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/09/quem-tem-medo-das-secretas.html' title='Quem tem medo das &apos;secretas&apos;?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-4668783151616958984</id><published>2009-08-29T16:36:00.000+01:00</published><updated>2009-08-29T16:49:49.708+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 32'/><title type='text'>PGR está acima da Lei?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com mais ou menos humor e bandeira hasteada pela calada da noite, Portugal é uma República que pretende viver num Estado de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvidas em relação ao regime democrático, apesar das suas imperfeições, mas há incertezas quanto à força da Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério Público não tem rei. E o procurador-geral da República não se pode comportar com tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pinto Monteiro nem é monarca, nem é a Lei. Deve obediência à Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao recusar, imperialmente, investigar a denúncia da Ana Jorge, ministra da Saúde, sobre os casos de contágio doloso da gripe A, Fernando Pinto Monteiro cavou ainda mais fundo o descrédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de que um precedente grave, em que um responsável máximo se arrogou o direito de se substituir à Lei, é o atestado de um padrão de actuação, tristemente confirmado na delonga do anúncio da abertura de um inquérito no dia do acidente na Praia Maria Luísa ou nos ouvidos moucos às suspeitas públicas de escutas e vigilância aos assessores do Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como no passado, o temor da hierarquia do Ministério Público em assumir &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;inequivocamente&lt;/span&gt; o seu dever, em investigar implacavelmente os detentores do poder Executivo e os altos quadros da Administração, designadamente quando estão em funções, continua a ser um dos cancros da justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;Freeport&lt;/span&gt; é, aliás, um dos mais escandalosos exemplos dessa atitude reverencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rol de atrasos, hesitações, &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;incúrias&lt;/span&gt; e trapalhadas só contribuem para arrasar ainda mais a credibilidade da justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvo raríssimas excepções, como no inquérito ao caso de Santa Maria, nem a opinião unânime sobre o falhanço do sistema deu origem a uma mudança de atitude do topo da hierarquia do Ministério Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, o povo não é estúpido, quando alguns políticos a contas com a justiça são legitimados pelo voto popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o sinal da desconfiança em relação à Justiça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-4668783151616958984?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/4668783151616958984/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=4668783151616958984&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4668783151616958984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/4668783151616958984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/08/pgr-esta-cima-da-lei.html' title='PGR está acima da Lei?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2352802496047611892</id><published>2009-08-18T11:14:00.000+01:00</published><updated>2009-08-18T11:23:52.939+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 31'/><title type='text'>A força do voto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A jornalista São José Almeida assina a manchete do matutino "Público" – «Presidência da República teme estar a ser vigiada».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia caracteriza na perfeição o actual clima institucional, político e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na origem das suspeitas de membros da Casa Civil do Presidente da República estão umas afirmações avulsas de dois destacados militantes socialistas sobre a eventual colaboração de assessores presidenciais na elaboração do programa do PSD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A denúncia não pode ser desligada da disciplina férrea que tem vigorado em relação a fugas de informação a partir de Belém e até deve de ser entendida no actual quadro de suspeição generalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crescente tensão entre Belém e São Bento, e o facto do primeiro ministro, José Sócrates, ser o responsável máximo dos serviços de informações, com poder para nomear o secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa, ainda torna a situação mais grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, não existe razão para a notícia ser uma verdadeira surpresa. Nos últimos quatro anos, a imprensa e os opinion makers têm dado conta do mal-estar crescente em relação ao funcionamento das 'secretas', o que lhes tem permitido escrutinar e duvidar da sua legalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se José Sócrates e se o seu patrão das 'secretas', Júlio Pereira, se vão sentir ofendidos ou se vão avançar com uma queixa-crime. Ou até se vão exigir provas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sei é que existe na Casa Civil de Aníbal Cavaco Silva quem coloca seriamente a possibilidade do Estado estar a vigiar ilegalmente o Estado para obter informações e vantagens políticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais grave do que a situação orçamental, a crise económica e o desemprego é esta permanente suspeita de que o Estado não garante as liberdades individuais, não respeita a cidadania activa e não castiga os abusos de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há razões de sobra para ponderar redobradamente o que se está a passar em Portugal, e agir em conformidade no momento de votar no dia 27 de Setembro de 2009. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2352802496047611892?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2352802496047611892/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2352802496047611892&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2352802496047611892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2352802496047611892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/08/forca-do-voto.html' title='A força do voto'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-8228099228143573930</id><published>2009-08-13T11:13:00.000+01:00</published><updated>2009-08-13T11:28:26.700+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 30'/><title type='text'>Erros com perdão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mário Soares, num artigo de opinião, no Diário de Notícias, aponta baterias a Manuela Ferreira Leite, a propósito da polémica sobre as listas de deputados que vai levar a votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O raciocínio do ex-presidente da República é irrepreensível, mas peca por duas leviandades: a primeira, e mais óbvia, é a duplicidade de critérios; a segunda, é a de considerar um erro como irreparável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Soares não deveria apontar o dedo assim tão facilmente. O seu estatuto de Senador da República não nos apagou a memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há período da Democracia em que se consolidaram algumas das piores práticas ditas 'democráticas', sem qualquer dúvida que temos de regressar aos períodos em que liderou o governo e se instalou vigilante no Palácio de Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De igual forma, e ainda que sem mácula apontada pela Justiça, o que dizer do seu erro chamado Rui Mateus, cujo livro «Contos Proibidos – Memórias de um PS desconhecido» está agora à beira de um clique na Internet?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mário Soares ao escrever deve ter confundido o desejo com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que numa democracia consolidada Manuela Ferreira Leite teria perdido as eleições no momento em que apresentou as listas do PSD. Tal e qual como José Sócrates não teria ganho as de 2005 e, com toda a certeza, não se atreveria a ir a votos em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, não há erros irreparáveis. Ainda não chegamos a tal apuro democrático e civilizacional de que, aliás, o fundador do PS é um exemplo vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o estado a que chegou a Justiça, a Educação e a Saúde, a falta de renovação na política e os casos de corrupção de "colarinho branco" são a melhor prova de que há erros que compensaram, e continuam a compensar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-8228099228143573930?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/8228099228143573930/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=8228099228143573930&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8228099228143573930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8228099228143573930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/08/erros-com-perdao.html' title='Erros com perdão'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-133887956206469745</id><published>2009-07-30T10:19:00.000+01:00</published><updated>2009-07-30T10:22:16.540+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III Número 29'/><title type='text'>Fuga em frente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O primeiro-ministro de Portugal está de cabeça completamente perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da derrota eleitoral nas eleições europeias, o chefe do governo desatou a disparar em todos os sentidos e a prometer tudo a todos, tentando esquecer um passado de quatro anos em que foi incapaz de cumprir as promessas eleitorais feitas em 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incapaz de digerir a derrota, e até de se remeter a um silêncio que lhe permitisse uma reflexão sobre os falhanços do governo, José Sócrates, na pele de chefe do governo e de secretário-geral do PS, entrou numa vertigem de iniciativas públicas dignas de uma verdadeira campanha eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tempo para pensar, os socialistas estão cada vez mais agarrados a um líder que quer garantir o poder a qualquer custo, dando uma imagem de pânico em relação a uma eventual nova derrota em 27 de Setembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta deriva, imposta por uma enorme falta de sentido de Estado e por assessores e consultores incapazes de o aconselharem, quiçá mais interessados em garantir o futuro, José Sócrates foi novamente envolvido num caso, mais um caso – convite a Joana Amaral Dias para entrar nas lista dos PS a troco de lugares de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do ataque certeiro de Francisco Louçã, que o acusou de tráfico de influências, José Sócrates e os seus ajudantes vieram a terreno desmentir, desmentir e desmentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, Paulo Campos, secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e Comunicações, veio confirmar o convite, mas garantindo que «não deu conhecimento destes contactos pessoais e privados à direcção do PS, ao secretário-geral ou à federação distrital do PS de Coimbra, nem estava mandatado por eles para formalizar qualquer convite».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já ninguém se admira com este tipo de fuga em frente, com este tipo de gente que governa o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espanto, o que mais impressiona, é que ainda julgam que é possível voltar a enganar politicamente os portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-133887956206469745?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/133887956206469745/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=133887956206469745&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/133887956206469745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/133887956206469745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/07/fuga-em-frente.html' title='Fuga em frente'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-8405706272701480836</id><published>2009-07-07T13:52:00.000+01:00</published><updated>2009-07-07T13:55:50.967+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III 1122009'/><title type='text'>Responsabilizar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em Novembro de 2008, antecipei o arquivamento do processo aberto para investigar os voos da CIA e o transporte de sequestrados por território português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fi-lo em plena consciência, na página 117 do livro &lt;a href="http://www.rcpedicoes.com/ver_Voos-*Secretos*-CIA---Nos-Bastidores-da-Vergonha-(Vol-I).htm" target="_blank"&gt;«Voos 'Secretos' CIA – Nos Bastidores da Vergonha»&lt;/a&gt;, decorridos mais de vinte meses após a abertura do Inquérito criminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a minha maneira de alertar para a falta de rigor de um inquérito que se limitava ao ritual habitual com fim anunciado, sem mesmo garantir o respeito de atempadamente cumprir as exigências formais de uma investigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me enganei, como demonstrou o despacho de arquivamento, com data de 29 de Maio de 2009. E depois remeti-me ao silêncio, seguro que o tempo se encarregará de apurar a mentira e a ignominia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da tentativa de recolha acéfala de reacções ao conteúdo de 27 volumes, dos quais 24 relativos a apensos, o silêncio abateu-se sobre o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única pedrada no charco ocorreu ontem, durante a&lt;a href="http://aba-da-causa.blogspot.com/2009/07/resumo-da-resposta-pgr-sobre-o.html" target="_blank"&gt; declaração da Eurodeputada Ana Gomes, que tomou posição sobre o despacho de arquivamento.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao optar por reclamar a reabertura do inquérito, apontando erros grosseiros e omissões inimagináveis, a Eurodeputada decidiu responsabilizar o Ministério Público. E, como referiu, das duas uma: ou houve incompetência na investigação do Ministério Público ou vontade política de enterrar o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente, muitos ficaram desiludidos por Ana Gomes não ter pedido a abertura de Instrução, pois ficaram impedidos de glosarem a partida para a 'guerra' em nome de mais uma causa, ao jeito de uma cruzada moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Gomes tomou a atitude certa e honrou um trabalho notável de dedicação e competência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado de Direito e os valores da Democracia não dependem só do empenho deste ou daquele cidadão. Por vezes, a melhor maneira de os defender é confrontar as instituições e os seus principais responsáveis com as suas decisões, por acção ou omissão, por mais toscas e descaradas que possam ter sido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-8405706272701480836?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/8405706272701480836/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=8405706272701480836&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8405706272701480836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/8405706272701480836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/07/responsabilizar.html' title='Responsabilizar'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-399515156957378385</id><published>2009-06-22T09:43:00.000+01:00</published><updated>2009-06-22T09:49:27.491+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas  Série III Número 14'/><title type='text'>Portugal merecia mais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Conhecidos os resultados eleitorais de 7 de Junho passado, defendi que o primeiro-ministro deveria apresentar a sua demissão ao Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que a legitimidade formal para governar não tenha sido beliscada, a derrota nas urnas diminuiu a legitimidade política do governo para assumir em toda a plenitude a recta final do mandato que lhe foi conferido em 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos argumentos constitucionais e políticos, a devolução da palavra ao povo é sempre a melhor forma de clarificação em Democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuela Ferreira Leite e Aníbal Cavaco Silva são cúmplices e responsáveis pela actual situação de impasse. Nem a líder do maior partido da Oposição, nem o presidente da República, quiçá por razões estratégicas, levantaram a voz contra mais um adiamento de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastado o cenário da antecipação das eleições, o que se está a passar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país já caiu numa campanha eleitoral que vai durar mais de três meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num momento em que são necessárias medidas de excepção para responder a uma crise interna e global também de excepção, a crescente paralisia governamental é evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sucessivos anúncios de adiamentos das obras públicas e de reformas consideradas estruturantes são a prova cabal que o governo já está em gestão corrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a infantilidade política de quem julga que a melhor forma de ultrapassar o desaire eleitoral é aliviar aqui e ali alguns traços de estilo e imagem revela que estamos á beira do pântano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pouco importa se a estratégia do primeiro-ministro lhe é política e pessoalmente favorável ou desfavorável. O que realmente importa é a forma desesperada como se está a agarrar ao poder, o que prejudica a governação e o futuro do país.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-399515156957378385?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/399515156957378385/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=399515156957378385&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/399515156957378385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/399515156957378385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/06/portugal-merecia-mais.html' title='Portugal merecia mais'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-6371516019531765530</id><published>2009-06-09T09:54:00.000+01:00</published><updated>2009-06-09T10:04:11.352+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas  Série III 11/2009'/><title type='text'>Agarrado ao poder</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De um momento para o outro, o país acordou para uma derrota estrondosa dos socialistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vitória folgada ao PSD, apesar das sondagens indicarem o contrário, não é o facto mais relevante do resultado das eleições europeias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiramente relevante é a derrota da gigantesca máquina de propaganda da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, a decepção manifestada por José Sócrates na noite eleitoral é a prova que as principais vítimas da 'encenação' foram os seus próprios autores e mentores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerca de três meses de um novo escrutínio, que vai decidir muito mais do que a governação para os próximos quatro anos, Portugal entrou numa espécie de twighlight zone em que a maioria no poder não corresponde ao sentimento do país real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única forma de sair desta situação passava por uma atitude de Estado de José Sócrates, isto é, pela apresentação da sua demissão na noite eleitoral, o que permitiria a convocação de eleições antecipadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o actual primeiro-ministro não tem o estofo de estadista de António Guterres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incapaz de perceber o sentido do voto popular, José Sócrates agarrou-se ao poder com todas as forças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Democracia sai penalizada com este exemplo – mais um! – de falta de responsabilidade política e ética republicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prejuízo para o país é evidente, pois vamos assistir a decisões governamentais, cujos efeitos ultrapassam o ciclo eleitoral, ao mesmo tempo que a Oposição clama por falta de legitimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num momento de crise excepcional, a nível interno e global, o país não pode perder tempo com um governo diminuído e com mais querelas partidárias. Nem tão pouco com o arrastamento de uma situação de paz podre que apenas vai permitir a triste exibição da máquina do poder em todo o seu esplendor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-6371516019531765530?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/6371516019531765530/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=6371516019531765530&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6371516019531765530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6371516019531765530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/06/agarrado-ao-poder.html' title='Agarrado ao poder'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-3787328891699178531</id><published>2009-06-05T10:46:00.000+01:00</published><updated>2009-06-05T10:54:08.634+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas  Série III 10/2009'/><title type='text'>Povo soberano, mas...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As sondagens têm dado um empate técnico aos dois maiores partidos parlamentares, ora dando a vitória a um ou ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vitória de Pirro, seguramente, já que a abstenção deverá ser a grande vencedora da noite de 7 de Junho de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sondagens valem o que valem, sobretudo em Portugal, mas como é possível depois da governação de José Sócrates admitir que o PS pode ganhar umas eleições?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta está na dificuldade dos pequenos partidos e movimentos conseguirem passar a sua mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, a generalidade dos Media barram as formações políticas emergentes em nome de interesses comerciais ou do 'não interessa nada'; por outro, a RTP varre para debaixo do tapete uma das suas funções mais nobres: o serviço público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambas as atitudes são incompreensíveis, mas seguramente ninguém discordará que a da RTP é escandalosamente impune.&lt;br /&gt;Não é por acaso que a RTP ora é 'laranja', ora é 'cor de rosa'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 'jogo' a que a Direcção de Informação da RTP se presta está ao nível da Informação que pratica, agora como no passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Democracia é a alternância dos partidos do poder. Não deveria ser a alternância da cor política da Direcção de Informação da RTP.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-3787328891699178531?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/3787328891699178531/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=3787328891699178531&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3787328891699178531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3787328891699178531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/06/povo-soberano-mas.html' title='Povo soberano, mas...'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-6024113248424446829</id><published>2009-05-16T14:25:00.001+01:00</published><updated>2009-05-16T14:33:55.047+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas  Série III 9/2009'/><title type='text'>Alegre: mais do mesmo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois de alimentar meses a fio a especulação sobre a criação de um novo partido político, Manuel Alegre veio a terreiro, finalmente, anunciar o seu futuro político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem qualquer surpresa, o 'barão' socialista anunciou que não integrará as listas do PS para as próximas eleições legislativas. E, também sem qualquer surpresa, confirmou que se mantém no partido em que sempre militou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opção de Manuel Alegre é digna. Até pode ser encarada como um exemplo para os que continuam agarrados aos '&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;cadeirões&lt;/span&gt;' partidários e do poder, seja por não saberem fazer mais nada, seja para garantir uma qualquer imunidade preventiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, por que razão a decisão de Manuel Alegre é uma fraude política?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, por ser mais do mesmo.&lt;br /&gt;Manuel Alegre há anos que promete uma ruptura com os PS, que fica sempre na gaveta depois de umas conversas com o líder, seja ele qual for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, por colocar os interesses do PS à frente dos interesses do país.&lt;br /&gt;Manuel Alegre sempre o fez, por esta ou aquela razão, por esta ou aquela fidelidade, deixando transparecer que está disponível para engolir um qualquer 'Sócrates' quando o partido está confortavelmente instalado no poder, em nome de uma fidelidade cega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, um homem livre não se pode dar ao luxo de confundir &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;carreirismo&lt;/span&gt; e desprendimento, lealdade e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;probidade&lt;/span&gt;, táctica e estratégia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem criou tanta expectativa em relação a uma abertura do espectro partidário, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ancilosado&lt;/span&gt; num Bloco Central de interesses asfixiante e a roçar o criminoso, Manuel Alegre esgotou qualquer capital de credibilidade política na reedificação do regime democrático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De igual modo, a expectativa de ganhar espaço e apoio político para uma candidatura presidencial deixou de fazer qualquer sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá algum português, de esquerda ou de direita, que vote num candidato presidencial que seja capaz de sacrificar os interesses do país a um qualquer interesse partidário? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-6024113248424446829?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/6024113248424446829/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=6024113248424446829&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6024113248424446829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6024113248424446829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/05/alegre-mais-do-mesmo.html' title='Alegre: mais do mesmo'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7316921939843694284</id><published>2009-04-19T12:09:00.000+01:00</published><updated>2009-04-19T12:10:59.956+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III 8/2009'/><title type='text'>O truque (im)possível</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A aproximação dos três actos eleitorais – europeias, legislativas e autárquicas –, está a fazer renascer o 'fantasma' da Democracia: o conflito entre São Bento e Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de aceitar uma tensão institucional, consagrada constitucionalmente, os governos fracos, e em dificuldades pré-eleitorais, recorrem ao argumento da instabilidade quando se abeiram do veredicto popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, em 2009, o 'filme' encaminha-se para o epílogo conhecido, como se de um déjà vu se tratasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais alarmado com o veredicto popular, o primeiro-ministro (ainda) em exercício tem feito tudo para fazer deflagrar um conflito com o Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pretextos são variados, desde o estatuto dos Açores, aos vetos políticos, acabando, agora, num remoque público inqualificável a um discurso importante de Aníbal Cavaco Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coabitação entre o chefe do governo e a presidência da República deveria merecer mais respeito político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, a introdução de uma crise institucional não serve os propósitos do país, apenas pode servir a quem está desesperado, inseguro de uma governação marcada por erros grosseiros cometidos nos últimos quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que, aqui e ali, se começa a falar em eleições antecipadas. Pasme-se! Eleições antecipadas num ano em que os portugueses são chamados a votar por três vezes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estrategas, conselheiros e consultores do governo – aqueles que permanecem fiéis e ainda restam à volta do líder –, não ignoram que a hipótese é um truque impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, por que razão insistem no braço-de-ferro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acreditarem que a basta a ideia se consolidar para se tornar num truque possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo é levantar a dúvida em relação aos entraves à governação para justificar os falhanços clamorosos que se advinham nas reformas estruturais e nos objectivos macroeconómicos que se 'venderam' aos portugueses de uma forma obscena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Sócrates tem os dias contados. Já nem pode antecipar, nem adiar as dificuldades que vai ter de enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com mais ou menos orgulho, não há truque (im)possível que lhe valha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7316921939843694284?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7316921939843694284/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7316921939843694284&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7316921939843694284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7316921939843694284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/04/o-truque-impossivel.html' title='O truque (im)possível'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2874485792652750078</id><published>2009-03-28T10:29:00.000Z</published><updated>2009-03-28T10:43:23.355Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas  Série III 7/2009'/><title type='text'>Teste à Democracia</title><content type='html'>Os casos Freeport e BPN estão a abalar o normal funcionamento do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a corte do costume vai esperneando à medida que a investigação jornalística avança, todos os olhares se viram para o que anda a fazer a Justiça em relação a estes dois processos e para o que vai fazer o Presidente da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de estar fragilizada por uma legislação manhosa e insuficiente, por um caos organizacional e por insucessos estrondosos, há uma crescente expectativa em relação às respectivas investigações criminais em curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sabemos que a Justiça é capaz de perseguir os cidadãos anónimos, os presidentes de Câmara e até os dirigentes de futebol. Agora vamos ficar a saber, pela primeira vez, se a Justiça é capaz de enfrentar um primeiro-ministro e um Conselheiro de Estado, ambos em exercício de funções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente Richard Nixon, nos Estados Unidos, e o primeiro-ministro Ehud Olmert, em Israel, entre muitos outros exemplos, foram investigados e tiveram que abandonar as suas funções por força da acção da Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, tal só aconteceu também por força da acção da Comunicação Social e da opinião pública, que se colocaram ao lado dos agentes da Justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, os sinais de desconforto da sociedade civil são evidentes. A imprensa está a fazer o que lhe compete. Só falta a Justiça fazer o seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos deputados da Assembleia da República estarem a desenvolver um trabalho meritório em relação ao caso BPN, enquanto optaram por um silêncio envergonhado em relação ao caso Freeport, sejamos claros: José Sócrates e Manuel Dias Loureiro têm o direito à presunção de inocência, mas já deveriam ter tido a dignidade política de se demitirem há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Sócrates e Manuel Dias Loureiro passaram a ser um fardo demasiado pesado para um país que já tem às costas uma das crises mais graves de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, não pode fugir às suas responsabilidades constitucionais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2874485792652750078?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2874485792652750078/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2874485792652750078&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2874485792652750078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2874485792652750078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/03/teste-democracia.html' title='Teste à Democracia'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-6579596327667245894</id><published>2009-03-01T11:59:00.000Z</published><updated>2009-03-01T12:20:00.757Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III 6/2009'/><title type='text'>Os 'negócios' socialistas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O XVI congresso do Partido Socialista fica para a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião que elegeu, novamente, José Sócrates, decorreu com toda a normalidade no meio da maior anormalidade de que há memória desde o 25 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca como hoje, o líder e o partido do poder estiveram sob os holofotes de tanta suspeição de corrupção, tráfico de influências e nepotismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lista de negociatas, que atingiu directa ou indirectamente José Sócrates, o partido e o governo, não pára de crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sucessão de casos impressiona os portugueses e a comunicação social que (ainda) se espantam com as novidades sobre os processos da Cova da Beira, Heron Castilho, Freeport, BCP, BPN, BPP, aviões Airbus, compra de acções a Manuel Fino, entre outras 'operações' cujos contornos estão longe de estar esclarecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a este interminável manto que cobre o regime e alguns dos seus principais actores, e face a uma Justiça atolada na falta de credibilidade, o XVI congresso do PS permitiu uma clarificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, José Sócrates, cada vez mais ferido e acossado, limitou-se a gerir a distribuição de lugares e a responsabilizar os poderes ocultos e a comunicação social por uma eventual campanha negra em curso; por outro, Ana Gomes pediu legislação para punir, clara e inequivocamente, o enriquecimento ilícito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a um ambiente podre, a eurodeputada socialista ainda deixou uma frase certeira: «Os portugueses sabem que as pessoas sérias não têm dificuldade em fazer prova de onde vem o seu dinheiro».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O apelo à transparência pode ter sido isolado, mas ficou registado que ainda há um entendimento limpo da política e da governação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os governantes têm de estar acima de qualquer suspeita. É a disponibilidade para prestar contas e para aceitar o escrutínio dos cidadãos e dos jornalistas que lhes confere uma respeitabilidade ímpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O XVI congresso do PS fica para a história pela consagração da inversão do principal paradigma democrático, sem qualquer sinal de sobressalto cívico da generalidade dos seus militantes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-6579596327667245894?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/6579596327667245894/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=6579596327667245894&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6579596327667245894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/6579596327667245894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/03/os-negocios-socialistas.html' title='Os &apos;negócios&apos; socialistas'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2936696156363328959</id><published>2009-02-18T11:56:00.000Z</published><updated>2009-02-18T12:05:28.019Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas  Série III 5/2009'/><title type='text'>Isso não interessa nada?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aníbal Cavaco Silva anda preocupado com os escândalos que marcaram a agenda mediática no último mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que uma vez, o presidente da República exortou os portugueses a concentrarem-se no essencial, leia-se a crise e o desemprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente tem razão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estado a que chegou o regime deve-se, precisamente, a este tipo de discursos, que apenas servem para esconder a podridão dos fundamentos do regime e a impunidade dos poderosos e influentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao período em que liderou o Executivo, Aníbal Cavaco Silva revela coerência ao fazer, hoje, tais afirmações, mas o país sai beneficiado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso do tipo 'isso não interessa nada' apenas tem servido para abafar escândalos incomensuráveis, entre os quais se destaca o processo de privatizações da banca nacionalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por isso de estranhar que os casos Champalimaud e Totta tenham sido seguidos dez anos depois pelos escândalos do BCP, BPN e BPP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é por acaso que o caos na Justiça chegou ao absurdo, para não dizer mais, de começar a ouvir suspeitos (que não eram suspeitos há um par de semanas) sete anos depois do licenciamento do Freeport.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não é por acaso que Manuel Dias Loureiro mente numa Comissão Parlamentar de Inquérito e nada acontece, a não ser uma série de lamúrias que insultam a inteligência de cada um dos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente da República é soberano para fazer os apelos que entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os portugueses também são soberanos para responsabilizar Aníbal Cavaco Silva pelo estado a que chegámos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente, não é o único responsável, pois muitos dos outros governantes, desde o 25 de Abril, alguns deles até condecorados pela República, merecem partilhar este (triste) pódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior do que esconder a realidade, só mesmo contribuir, por acção ou omissão, para que a corrupção, o tráfico de influências e o nepotismo floresçam, condenando os portugueses ao subdesenvolvimento crónico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História fará Justiça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2936696156363328959?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2936696156363328959/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2936696156363328959&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2936696156363328959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2936696156363328959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/02/isso-nao-interessa-nada.html' title='Isso não interessa nada?'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-3260501628947284797</id><published>2009-02-10T23:28:00.000Z</published><updated>2009-02-10T23:41:22.751Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas  Série III 4/2009'/><title type='text'>Freeport: os erros da imprensa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A investigação jornalística não está liquidada, mas está cada vez mais à mercê de incompetentes receosos de incomodar o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preciso sentir a crise, que enfraqueceu o primeiro-ministro, pelo menos nas ruas, para as páginas dos jornais se encherem, subitamente, de notícias e artigos de opinião sobre um caso típico de corrupção que envolve o nome de José Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns explicam a coincidência com a acção dos «poderes ocultos», – esses lá sabem do que falam» .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros explicam o sucedido com os desenvolvimentos da entrevista de Júlio Monteiro, ao semanário «Sol», e com os dados da carta rogatória das autoridades inglesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última explicação é verdadeira, mas é tíbia e pouco rigorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céleres a acusar os poderes político e judicial a propósito do arrastamento das investigações, a generalidade da Imprensa ainda não fez o seu mea culpa: nos últimos anos, o que fizeram os principais órgãos de comunicação social para apurar o que se passou no 'Caso Freeport'?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada ou quase nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À excepção de investigações que foram barradas à partida, a generalidade das chefias editoriais não tiveram capacidade para mobilizar esforços para escrutinar um primeiro-ministro com uma maioria absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calculismo até pode recompensar, mas não serve o jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As direcções editoriais, as administrações e os 'patrões' da comunicação social, entre os quais se encontram os 'boys' do costume, têm de assumir as suas responsabilidades em relação ao tratamento noticioso do 'Caso Freeport'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E têm a obrigação de explicar por que razão, aparentemente, geriram o timing de investigações do mais relevante interesse público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes momentos, mais do que a qualidade do jornalismo, fica a amarga sensação de que a imprensa não cumpriu, cabalmente, o papel de escrutínio que lhe compete e que sempre foi premiado pelos leitores quando é frontal, sério e limpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a este silêncio envergonhado de quem já perdeu a noção da autocrítica, ganham força as estratégias de vitimização e as teses oportunistas, entre outras manobras e idiotices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um exemplo, mais um, que deveria fazer pensar quem trabalha e está com uma comunicação social livre e responsável. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-3260501628947284797?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/3260501628947284797/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=3260501628947284797&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3260501628947284797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3260501628947284797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/02/freeport-os-erros-da-imprensa.html' title='Freeport: os erros da imprensa'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-7023088620072648434</id><published>2009-01-30T13:27:00.000Z</published><updated>2009-01-30T13:32:13.453Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III 3/2009'/><title type='text'>Freeport: a declaração que falta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O primeiro-ministro de Portugal pode não ser suspeito para a Justiça portuguesa, mas já não escapa à suspeição da opinião pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o momento em que o Freeport regressou aos jornais, rádios e televisões – em que se encontram alguns que o tentaram abafar noutros momentos –, José Sócrates desatou a reagir precipitadamente, valorizando mediaticamente o que ele próprio veio agora afirmar como uma obra de «poderes ocultos».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais 'patrões' da Comunicação Social agradecem, com as vendas a subir. Mas tal estratégia, que mais parece um pingue-pongue entre indícios e factos suspeitos e declarações de fé, beneficia José Sócrates?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O direito inalienável à indignação e à presunção de inocência não se compaginam com múltiplas declarações emocionadas que relevam, inevitavelmente, omissões e contradições que reforçam todas as suspeições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro-ministro de Portugal está refém de formalismos processuais. O mais grave é que tem usado o seu poder institucional para tentar minimizar os estragos, o que lhe valeu uma severa repreensão pública da parte de António Cluny, que chamou à atenção para as subtis interferências sobre a investigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos olhos da opinião pública, a estratégia de defesa escolhida é mais a de um culpado do que a de um inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastaria uma singela declaração para esvaziar todas as suspeitas: permitir a investigação das suas contas bancárias e apelar à família para disponibilizar a informação sobre o património amealhado nos últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, sim. Estaríamos perante a defesa de um inocente que age em consequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Sócrates estaria a fazer uma favor a si próprio, à Democracia e, sobretudo, à Justiça, que se está a afundar no pântano, no tal pântano que António Guterres invocou há sete anos para se demitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo Freeport já 'matou' politicamente José Sócrates. A culpa não é da comunicação social. É do próprio José Sócrates que tudo está a fazer para consumar um suicídio político.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-7023088620072648434?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/7023088620072648434/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=7023088620072648434&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7023088620072648434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/7023088620072648434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/01/freeport-declaracao-que-falta.html' title='Freeport: a declaração que falta'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-3580260640691999422</id><published>2009-01-21T14:08:00.000Z</published><updated>2009-01-21T15:03:22.598Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III 2/2009'/><title type='text'>A primeira medida: Guantánamo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,16591486-FMM,00.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,16591486-FMM,00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadragésimo quarto Presidente dos Estados Unidos da América tem o mundo a seus pés. Não pela força do medo e das armas, mas pela força das ideias e da esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barack Obama é mais do que uma realidade confirmada. É a prova que as Democracias continuam a ter a vitalidade para assumir os vectores da civilização e a capacidade para gerar movimentos capazes de combater a arrogância, a ganância e o arbítrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O discurso de tomada de posse não deixou quaisquer dúvidas, mesmo para quem, precipitadamente, começou a duvidar muito cedo de um político que já marcou o século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras simples, sublinhadas por uma grande simbolismo histórico, que apelaram aos valores, à transparência e à responsabilidade, demonstraram a coerência de quem fez uma campanha eleitoral virada para o cidadão, o mundo e o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem as questões protocolares impediram as críticas subtis, mas veementes, em relação à anterior Administração, deixando a marca da diferença em relação a uma pseudo governação em que os interesses pessoais e empresariais muitas vezes se confundiram com pretensos desígnios nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barack Obama é diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A assunção da diferença ficou patente na primeira medida da sua Administração: a suspensão dos processos judiciais por terrorismo em Guantánamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito da nova Administração não poderia ter sido honrado de melhor forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto maior for a diferença entre a actual Administração e a anterior, que deixou o mundo à beira do caos, com oito anos de governação desastrosa, para não dizer criminosa, em alguns casos, mais Barack Obama merecerá o apoio dos seus concidadãos e o respeito dos povos de todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se propõe vencer pela força das ideias, não pode vacilar. Pode errar, mas nunca pode ceder perante interesses difusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro sinal está dado. A prioridade assumida merece aplauso e respeito. Todavia, não se julgue que vai ser fácil vencer esta batalha pela dignidade humana e Direitos Humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empreitada ainda está longe de ser cumprida. Seguramente, só teremos a certeza de que Barack Obama está no bom caminho quando aqueles que deram cobertura e tentaram abafar os voos da CIA e as prisões de Guantánamo e Abu Ghraib começarem a acreditar que a América mudou. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-3580260640691999422?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/3580260640691999422/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=3580260640691999422&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3580260640691999422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/3580260640691999422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/01/primeira-medida-guantnamo.html' title='A primeira medida: Guantánamo'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2150424159418544002.post-2793006404442034381</id><published>2009-01-05T15:40:00.000Z</published><updated>2009-01-05T15:41:22.388Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crónicas Modernas Série III 1/2009'/><title type='text'>As guerras não iludem</title><content type='html'>A pouco menos de um ano das eleições Legislativas, o governo de maioria socialista regressou à táctica do início do mandato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pleno período recessivo, que não foi capaz de antecipar e prevenir, mas vai ter que assumir, José Sócrates regressou à derrapagem do défice, ao crescimento anormal da dívida pública e ao pretenso combate a sectores e classes profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, os banqueiros e alguns grandes empresários receberam as garantias necessárias para disfarçar uma gestão ruinosa, e até, por vezes, criminosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pacificada a super estrutura, o chefe do governo ganhou espaço para tentar consolidar uma imagem de credibilidade e autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consagração de uma determinada estratégia de afrontamento, em que o interesse geral tem sucumbido a uma táctica marcada por insondáveis interesses partidários, recebeu uma lufada de ar fresco, a propósito do estatuto dos Açores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por muita habilidosa que ainda possa vir a ser a performance de José Sócrates, nomeadamente em relação ao conflito institucional com Cavaco Silva, a receita está comprovadamente gasta: o pretenso exercício de combate a determinadas corporações (juízes, procuradores, advogados, jornalistas, professores, médicos, associações e sindicatos) não resultou em nenhuma reforma ou melhoria substancial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os evidentes sinais de desgaste da maioria obrigaram a avançar com mais medidas, nomeadamente o esbanjamento de recursos e de apoios avulsos (dádivas folclóricas aos funcionários públicos), que, sinceramente, mais parecem medidas eleitoralistas desesperadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo dia 11 de Outubro de 2009 (o meu palpite para a data das Legislativas), está em causa muito mais do que o futuro político de José Sócrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um governo que confunde a maioria absoluta com o autoritarismo, que usa e abusa da propaganda, com um descaramento político nunca visto, para apregoar o crescimento ou para cavalgar a crise, só pode merecer uma forte sanção eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atribuição de responsabilidades ao Executivo no agravamento da situação económica, financeira e social já anda na rua, de boca em boca, tendo ultrapassado a própria opinião publicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja qual for a dimensão da 'máquina' que José Sócrates criou nos últimos anos, os portugueses não vão cair no logro político. Nem que a cabeça da Oposição lhes apareça, graciosa e repetidamente, servida numa qualquer bandeja de prata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2150424159418544002-2793006404442034381?l=cronicasmodernas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/feeds/2793006404442034381/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2150424159418544002&amp;postID=2793006404442034381&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2793006404442034381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2150424159418544002/posts/default/2793006404442034381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasmodernas.blogspot.com/2009/01/as-guerras-no-iludem.html' title='As guerras não iludem'/><author><name>RCP</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
