segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

COVEIROS DA CULTURA EUROPEIA



A brutal repressão da ditadura iraniana ocupa as manchetes e a informação televisiva.

Muitas condenações, mas continuam os negócios de Estado e dos oligarcas, das cores dos líderes no poder, com mais ou menos corrupção e comissões milionárias.

Donald Trump é só a face visível deste novo modo de governação, porque assume a boçalidade de uma atitude que serve friamente os seus interesses pessoais e os dos Estados Unidos da América.

Afinal, qual é a diferença entre polícias armados e mascarados (ICE) que matam norte-americanos e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica que esmaga os iranianos?

O novo clamor internacional contra os ditadores iranianos contrasta com o silêncio e o abandono dos palestinianos, mais uma vez invadidos, bombardeados, ocupados, assassinados e novamente massacrados.

Os arautos da diplomacia da geometria variável, sem lei nem valores, tradicionalmente escondidos no multilateralismo, abriram a porta à ultrajante lei do mais forte.

Chegou o momento de começar a pagar a factura pesada do vazio nas relações internacionais, alimentado até à exaustão pelos burocratas da União Europeia.

Mesmo com a evidência dos cadáveres amontoados à porta dos necrotérios em Teerão, não é de admirar que a contabilização do número de mortos e feridos iranianos seja recebida pelos cidadãos com cepticismo.

A ameaça sobre a Gronelândia é o expoente deste buraco gigantesco que se está a transformar na sepultura das instituições ocidentais.

Só faltava o último desplante dos coveiros da cultura europeia: Ursula von der Leyen afirma que a «lei é mais forte do que o confronto»; António Costa adverte que «a terra pertence a quem lá vive».

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