segunda-feira, 20 de julho de 2026
ANDY BURNHAM, HILLSBOROUGH E O CHORADINHO
segunda-feira, 13 de julho de 2026
GOVERNO, MINISTROS E MEDIA
À medida que se aproxima a negociação do Orçamento do Estado para 2027, Luís Montenegro provoca a oposição com arrogâncias, medidas precipitadas e omissões inexplicáveis.
A sucessão de erros, atropelos e trapalhadas,
mesmo dos ministros com melhor performance, tem sido temperada por outras decisões
infantis.
O exemplo mais flagrante é a Educação,
com uma reforma, mais uma, a esbarrar na incúria do ministro da tutela,
lançando centenas de milhares de alunos e famílias na incerteza.
Nas Infraestruturas, é o
faz-de-conta na habitação, comprometendo a imagem conquistada de acção e competência.
Por último, e para espanto geral,
o incensado ministro da Administração Interna surge agora envolvido em ameaças
politicamente alarves ao Chega e num caso de favorecimento de um amigo
empreiteiro.
Fernando Alexandre, Miguel Pinto
Luz e Luís Neves são o espelho de ministros em queda, acentuando ainda mais a
parte do Executivo que se tem destacado pela ausência ou pela criminosa
geometria variável.
Um ano e dois meses depois das
últimas legislativas, o XXV governo constitucional surge desgastado, sem vislumbre
de mobilização, nem mesmo da sua base de apoio.
Objectivamente, o critério
errático de António José Seguro agrava ainda mais a tensão social e política.
Não passa pela cabeça de nenhum
português a realização de eleições antecipadas, mas a corrida em direcção ao
abismo, o desnorte da Comissão Europeia e a guerra à vista podem gerar uma
instabilidade imprevisível.
Afinal, o alinhamento dos espaços
informativos televisivos em prime time, com base em milhões alegadamente
desinteressados, já não é há muito tempo o factor determinante para avaliar a
governação.
segunda-feira, 6 de julho de 2026
MARTINEZ, RONALDO & COMPANHIA AINDA PODEM ESCOLHER
Os jogadores de futebol são
muitas vezes estigmatizados com as imagens do pobre e do analfabeto que
aproveitam um dom inato para subir na vida.
Actualmente, o profissional de
futebol é muito diferente, quanto às origens, instrução e ambições.
Os "heróis do mar" de
Luís Montenegro e António José Seguro já ouviram falar dos genocídios da Bósnia,
no final do século XX, e de Gaza, ainda em curso.
Alguns deles até podem conhecer
o diário de Zlata Filipović escrito por uma menina (dos 11 aos 13 anos),
durante o cerco a Sarajevo (1992-1996).
FOME!!
MISÉRIA!!!
MEDO!!!
Esta é a
minha vida.
A vida de
uma menina inocente de 11 anos!!
Uma aluna
sem escola, sem as alegrias e a excitação da vida escolar.
Uma criança sem jogos, sem amigos, sem sol, sem pássaros, sem natureza, sem fruta, sem chocolate nem rebuçados — só com um pouco de leite em pó.
Ontem, como hoje, agora, sem
opção, esta é igualmente a vida de uma qualquer criança palestina, se houver
sobrevivido às bombas, aos drones, aos soldados e aos snipers de Israel nos
últimos 1000 dias.
A glória, a fama, a riqueza e as
vitórias também podem estar ao serviço de quem nunca cresceu com a oportunidade
de simplesmente brincar, ir à escola, jogar à bola e sonhar com um futuro
justo.
A vida é sempre maior do que a
lenda e o futebol, como aconteceu em Maio passado na “La Liga”, nos estádios Vallecas
e Camp Nou.
Passado um mês, emigrantes
portugueses seguiram os gestos de Ilias Akhomach e de Lamine Yamal, desfraldando bandeiras da Palestina e de Portugal nas
ruas de Toronto, no Canadá, sinal de regozijo após o triunfo,
mas também cidadania, empatia e esperança.
Afinal, Roberto Martinez,
Cristiano Ronaldo e companhia, com a garantia de que não há qualquer castigo da
FIFA, ainda podem escolher, mais uma vez, porque a vida é sempre maior do que o
Mundial de 2026.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
DESCARADOS E DESMASCARADOS
O genocídio dos judeus, às mãos dos alemães, com a
cumplicidade dos italianos, entre outros, nos anos 40, contou com a oposição da
generalidade dos países europeus, ainda que tardia.
Actualmente, o genocídio dos palestinianos tem a União
Europeia do lado de Israel, com a Alemanha e a Itália na liderança.
A monstruosidade tem ainda mais uma agravante: o rearmamento
frenético dos alemães.
Na II Grande Guerra, António Oliveira Salazar afirmava uma
neutralidade que, na hora da verdade, sempre favoreceu o eixo dos assassinos e fascistas.
Hoje, as grandes e eloquentes declarações dos
representantes dos órgãos de soberania de Portugal têm resultado idêntico: a
cumplicidade objectiva com os párias, os Estados Unidos da América e Israel.
A liderança das Nações Unidas e a eleição para o Conselho de Segurança não têm sido suficientes para travar a deriva imprudente da actual governação, aliás como das anteriores.
Uma semana depois da ONU ter oficializado o genocídio em Gaza, Luís Montenegro e António José Seguro continuam calados e descarados, irremediavelmente desmascarados, quais algozes com sangue nas mãos.
Ser radical e extremista, hoje, é abafar a ignomínia do
genocídio, é fazer ouvidos de mercador em relação às palavras firmes e serenas
de Leão XIV.
Resta o exemplo do povo bósnio na defesa dos palestinianos: é
a empatia de quem sobreviveu a um genocídio, e se reconhece na posição de mais
uma vítima de uma força militar superior e insolentemente ocupante.
Depois da matança de 8 mil homens, mulheres e crianças
em Srebrenica (1995), os europeus também condenaram, enviaram
ajuda humanitária e tropas de paz, mas falharam estrondosamente em evitar a
limpeza étnica.
É o preço a pagar por quem está sempre disponível para virar
a cara, encolhendo os ombros, sabe lá Deus a que preço.
Amanhã, talvez já seja demasiado tarde para desviar a atenção
da bola, pois a matança continua.
segunda-feira, 22 de junho de 2026
BYE-BYE, STARMER
segunda-feira, 15 de junho de 2026
HERÓIS DO MAR
O alheamento
em relação às ocupações ilegais pela força, na Ucrânia, Palestina e Líbano, entre
outras latitudes, continua a fazer o seu caminho.
As explicações
são prosaicas, ainda que trágicas.
O Mundo
inteiro quase esquece as guerras, agora com o início do campeonato mundial de futebol
e mais um anúncio de paz.
A banalização
da morte, do arbítrio, da injustiça e da lei do mais forte varre qualquer vislumbre
de indignação e consciência criticas.
Os Media
participam na encenação gigantesca relativamente às origens que estão na base dos
actuais conflitos, seja em Gaza, em Beirute e em Kiyiv.
A desfaçatez
e a ignorância são de tal calibre que se chega a incensar os criminosos e os ocupantes,
apontando a mira a quem resiste, mesmo debaixo da mais vil e desproporcional chacina.
Apesar
das matanças sanguinárias, algumas com a cumplicidade de Portugal, os jogadores
da selecção lusa de futebol ascendem ao zénite dos discursos dos representantes
das instituições nacionais.
Luís Montenegro e António José Seguro não hesitam:
são os heróis do mar.
Os cidadãos
que esperam e desesperam por saúde, justiça, educação, segurança, e que foram
obrigados a aguentar mais uma escandalosa falha no SNS, têm de esperar por igual
atenção, entusiasmo e carinho.
O arrastar
dos mais indecorosos estrangulamentos, que persistem décadas a fio, podem esperar
mais um mês.
As pomposas
juras de respeito pelos direitos humanos e internacionais também, sem que o ridículo
cubra de vergonha os seus autores.
Afinal,
os discursos populistas, mentirosos e parolos não têm limites, mais bola menos bola.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
BANHO DE SANGUE PERPÉTUO
segunda-feira, 1 de junho de 2026
PARA QUE SERVE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA?
A justiça internacional está sob os holofotes mundiais por causa das investigações aos crimes na Palestina, no Líbano, na Ucrânia e demais países africanos.
Fatou Bensouda, ex-procuradora do Tribunal Penal Internacional (TPI), não aguentou mais, tal como já o fizera Francesca Albanese, sujeita ao alarve boicote de Donald Trump.
Em entrevista à Al Jazeera, a magistrada gambiana revelou ameaças, pressões e sanções durante as investigações aos crimes de guerra e contra a humanidade nos territórios palestinos ocupados.
A jornalista Step Vaessen não disfarçou o choque com o relato da ameaça directa de Yossi Cohen, chefe da Mossad, nem com o desabafo: «Senti-me abandonada. Senti-me sem apoio».
Os magistrados dos tribunais internacionais estão sob fortíssima pressão, desde ameaças até sanções ad hominem, apesar das declarações piedosas de governantes e líderes políticos mundiais.
O que se passa nos corredores da justiça internacional também se passa na justiça portuguesa, com a diferença de monta que ainda há magistrados que não se calam nem são cúmplices.
O acordo entre a União Europeia e Israel e o silêncio face aos norte-americanos têm legitimado a selvajaria reinante que tem permitido o uso e o abuso da brutalidade militar e o genocídio em curso.
O presidente da República não pode ficar em silêncio face ao grotesco anúncio de Israel em cortar relações com António Guterres, secretário-geral da ONU.
António José Seguro não pode continuar refém do faz-de-conta da política externa pequenina e da política de justiça falida do governo liderado por Luís Montenegro.
Sem poder Executivo, afinal para que serve o
presidente da República de Portugal?
segunda-feira, 25 de maio de 2026
REALIDADE DE MONTENEGRO E PRIORIDADE DE VENTURA
As responsabilidades sociais e de soberania do Estado são atiradas repetidamente para as calendas, porque a despesa é muito elevada.
Com Luís Montenegro não há direito à reforma digna, a habitação acessível, a assistência e cuidados de saúde, a escola equitativa, a justiça célere e a segurança no dia-a-dia.
A realidade de o primeiro-ministro implica que médicos e enfermeiros, professores, magistrados, policias, etc., paguem o preço da governação falhada e do Estado ineficaz.
Por outro lado, a prioridade de André Ventura aponta para outro país: antecipação da idade de uma reforma digna para aceitar a flexibilização laboral.
Os dados estão em cima da mesa.
Pela primeira vez, um líder partidário inverte a prioridade, ciente da impossibilidade de eternizar a injustiça gritante, em que o cidadão é esmagado com impostos sem a contrapartida dos serviços do Estado.
A factura das clientelas, da corrupção e do desperdício não podem continuar a ser pagas pelos mais pobres.
Todos aqueles que morrem à porta das urgências, que não podem comprar e arrendar uma casa, educar os filhos com qualidade e viver em paz têm de ser escutados e honrados.
A questão é simples: não pode haver verbas para projectos faraónicos, enquanto não houver dinheiro para o básico.
O debate é decisivo para o futuro: PSD, CDS/PP e PS (Bloco Central) não se podem continuar a esconder atrás do papão da sustentabilidade da segurança social para manter o status quo da iniquidade.
António José Seguro não pode ficar à margem,
nem deste nem da discussão sobre o respeito do direito internacional e da
dignidade humana.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
PASSE DE MÁGICA
segunda-feira, 11 de maio de 2026
DEMOCRACIA DE ISRAEL COLAPSA
segunda-feira, 4 de maio de 2026
TEMPOS ESDRÚXULOS E PERIGOSOS
O abuso de confiança do poder Executivo está a atravessar os regimes democráticos.
A prisão de manifestantes por delito de opinião, a brutalidade policial, a carnificina de civis, o rapto pelas armas e a violação dos princípios civilizacionais passaram a regras travestidas de legalidade.
É assim em Israel, nos Estados Unidos da América, no Reino Unido e na República Federal da Alemanha, entre outros de igual exemplaridade grotesca.
A lei do mais forte, que continua a vergar o poder judicial, tudo se permite, desde a guerra ilegal à corrupção com rostos, sem que a voz dos cidadãos seja escutada e respeitada.
É a vitória do cheque em branco após eleições, é a impunidade de quem é suspeito e continua no poder até o trânsito em julgado, é a via verde para as negociatas de Estado.
Os mecanismos de checks and balances e de regulação estão a ser devorados por facínoras e oportunistas, pelo que não é de espantar o esforço para liquidar a liberdade nas redes sociais e a matança impune de jornalistas.
Como invoca a mais recente obra de Banksy, em Londres, o cidadão comum está à beira de ser obrigado a marchar para fazer a guerra que não é dele, nem dos seus.
Continuar a engordar à frente da televisão, fazer a passeata de carro ao Domingo e viver do subsídio estão em alto risco, mas nem assim há vislumbre de sobressalto cívico.
A tentativa de impor uma revisão da legislação
laboral em Portugal, sem que os seus termos tenham sido amplamente escrutinados
em campanha eleitoral, é apenas mais um exemplo dos tempos esdrúxulos e perigosos.

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