Passados 70 anos de ocupação israelita – Jordânia, Líbano (Fazendas de Shebaa), Palestina (Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Gaza) e Síria (Colinas de Golã) –, os ataques entre Irão e Israel regressaram.
Os desmandos sanguinários e genocidas dos governos de Israel, desde 1948, provocaram outra tantas reacções dos países árabes.
Actualmente, face ao iminente acordo entre os Estados Unidos da América e o Irão, Israel volta a atacar em força, minando novamente qualquer hipótese de paz.
Seja qual for o móbil, desde a sobrevivência política de Benjamin Netanyahu ou qualquer outra tropelia de Donald Trump, impõe-se a questão: até quando a loucura instalada no Médio Oriente?
A resposta é muito mais simples do que a complexidade invocada por governantes, políticos e demais comentadores politicamente cobardes.
É a tolerância com a ganância das indústrias de armamento, a impunidade dos prevaricadores que violam o direito internacional e a corrupção de Estado instalada que permitem o banho de sangue perpétuo.
As atitudes cúmplices de Friedrich Merz e de Ursula von der Leyen ficam para a história com uma das maiores monstruosidades, mais uma, depois do holocausto às mãos dos nazis.
Pelas boas razões, lado a lado com o Papa Leão XV, também será lembrada a coragem de António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, que enfrenta os fanáticos instalados no poder em Israel.
E Portugal?
Não é certamente por acaso ou acidente que a política
externa pequenina acabou de ser compensada pela comunidade internacional.

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