segunda-feira, 6 de abril de 2026

AFRONTA AOS CATÓLICOS PORTUGUESES


«A morte e a dor causadas por estas guerras são um escândalo para toda a família humana e um grito que se eleva a Deus!».

Esta é uma das muitas declarações de Leão XIV, insistindo na paz, na dignidade e na humanidade, a propósito da devastação em Beirute, Cartum, Gaza e Teerão.

O líder do Vaticano continua a porfiar no apelo ao diálogo e na crítica aos cúmplices, sempre de mãos postas na cobardia da mentira e das meias palavras.

O presidente da República, António José Seguro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o cardeal D. Rui Valério não podem continuar a refugiar-se nas generalidades, enquanto as armas ofensivas fluem pela base das Lajes.

À beira do precipício, as posições do Estado português e da Conferência Episcopal são afrontas aos católicos portugueses.

Falta a condenação expressa de Israel, dos Estados Unidos da América e da política externa portuguesa que objectivamente serve a guerra e a desumanidade.

À medida da subida do preço dos combustíveis, entre outros efeitos devastadores da guerra, os cidadãos vão recordar quem tolerou o arbítrio e o genocídio.

O ataque ilegal e injustificado contra o Irão merece uma resposta universal, a exemplo daquela dada financeiramente pela Dinamarca ao último delírio norte-americano de invasão da Gronelândia – “Sell America”.

Só a corrupção de Estado pode continuar a adiar o vergar da 27ª economia (Israel) e do maior devedor mundial (EUA).

Afinal, o dinheiro foi sempre a única moeda de troca reconhecida entre assassinos.