Hoje, na bica da manhã, a esperança sente-se, respira-se, confirmando as expectativas que brilham nos olhos de cada um.
Há mais de 11 anos que António José Seguro se havia afastado dos bastidores do poder e da militância activa no Partido Socialista.
O próximo presidente da República veio da sociedade civil, tendo obtido uma votação histórica.
As suas primeiras palavras, como presidente eleito, foram de exigência em relação ao Estado, a garantia de que as vítimas das últimas tempestades não estão sozinhas.
Por sua vez, André Ventura, o derrotado, com mais de 1,7 milhões de votos, lança mais um aviso de que está ainda mais perto do poder.
Um e outro, cada um à sua maneira, obtiveram o prémio de terem combatido de frente o que continua mal há décadas no país.
Os resultados das eleições presidenciais constituem o último aviso dos portugueses a uma casta que continua a exibir impunemente a indiferença em relação aos estrangulamentos do país e ao dia-a-dia de sofrimento dos cidadãos.
É a derrota de quem tem dominado nos últimos 50 anos, antecipando que a mudança está cada vez mais perto, restando apenas saber se será levada a cabo pelos moderados ou pelos radicais.
O regime democrático pode ser mais, muito mais, do que o sistema caduco, corrupto e em colapso que continua a pactuar com o caos no SNS, a balbúrdia na escola, a falta de habitação e a justiça pomposa digna do terceiro mundo.

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