segunda-feira, 30 de março de 2026

O CLAMOR DE LEÃO XIV

 

As últimas intervenções do Papa Leão XIV têm abalado cidadãos e chancelarias.

Não pode haver meias palavras para sentenciar quem decide a destruição e o genocídio.

Os nunca vistos termos firmes e duros do líder do Vaticano atingem em cheio governantes, independentemente da força dos seus exércitos.

Quem se esconde de inequivocamente condenar o uso arbitrário das armas para assassinar crianças, idosos, homens e mulheres, e depois critica a violação da liberdade religiosa, não merece tolerância nem respeito.

A duplicidade de critérios é tal que até os ambientalistas estão conformados com os desastres ambientais na Ucrânia, em Gaza, no Líbano, no Irão e nos países do Golfo Pérsico, cujos efeitos perdurarão durante décadas.

Nunca o líder dos católicos esteve tão perto dos mais fracos e chacinados, falando sem tibiezas, apesar de outros silêncios monstruosos.

Nunca a União Europeia esteve tão atolada na carnificina gratuita, ensaiando agora um inflamado protesto pela pena de morte depois de pactuar sistemática e indecorosamente com Israel.

Nunca um governo nacional colocou Portugal numa tal posição de infame vassalagem política, dando luz verde aos senhores da guerra.

Não há tecnicidade nem tratado bilateral que possa violar o direito internacional, como institui a Constituição (artigos 7º e 8º), de acordo com a Convenção de Viena (artigos 52º, 53º e 64º), que Portugal assinou em 1969.

A farsa está à vista: a manter-se a situação pária, está esgotado o estado de graça de António José Seguro 50 dias depois da eleição como 21º presidente da República.

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