segunda-feira, 11 de maio de 2026

DEMOCRACIA DE ISRAEL COLAPSA



A análise do Haaretz, de 9 de Maio passado, levanta a questão: “Pode o próximo PM de Israel confrontar o 'deep state' de Netanyahu?“ (“Can Israel's Next Prime Minister Confront Netanyahu's 'Deep State'?”.

O jornal diário israelita faz uma súmula de 3 principais atropelos, entre outros, do único regime democrático do Médio Oriente, transformado numa máquina de propaganda e de guerra.

Shin Bet (serviço de segurança interna): O chefe David Zini está promovendo uma “ben-gvirização” da agência.

Polícia: O comissário Danny Levy deixou Itamar Ben-Gvir tratar a polícia como “sua”;

Supremo Tribunal: Evita decisões polémicas, tendo adiado petição para remover Ben-Gvir e a comissão de inquérito ao 7 de Outubro de 2023.

O artigo conclui que, ao contrário dos governos anteriores, o actual governo nem respeita a continuidade, nem permite a conclusão dos mandatos dos líderes das instituições.

O “deep state” (Estado oculto ou Estado dentro do Estado) é real, porque as instituições estão capturadas em benefício e favor de Benjamin Netanyahu.

A grande dúvida deixada pelos jornalistas do Haaretz é sombria, pois questionam se o sucessor do actual PM terá coragem para reverter e normalizar o funcionamento do regime democrático israelita.

Todavia, a publicação do artigo de opinião é desde logo um sinal de esperança, pois representa uma minoria de israelitas críticos que não se deixam intimidar e silenciar pelo estafado rótulo de antissemitismo.

A adesão da maioria dos israelitas à actual governação fundamentalista, selvática e pária, afinal é o reflexo ao espelho do estilo autoritário dos inimigos que elegeram e perseguem há mais de 70 anos.

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