segunda-feira, 13 de julho de 2026

GOVERNO, MINISTROS E MEDIA

 

À medida que se aproxima a negociação do Orçamento do Estado para 2027, Luís Montenegro provoca a oposição com arrogâncias, medidas precipitadas e omissões inexplicáveis.

A sucessão de erros, atropelos e trapalhadas, mesmo dos ministros com melhor performance, tem sido temperada por outras decisões infantis.

O exemplo mais flagrante é a Educação, com uma reforma, mais uma, a esbarrar na incúria do ministro da tutela, lançando centenas de milhares de alunos e famílias na incerteza.

Nas Infraestruturas, é o faz-de-conta na habitação, comprometendo a imagem conquistada de acção e competência.

Por último, e para espanto geral, o incensado ministro da Administração Interna surge agora envolvido em ameaças politicamente alarves ao Chega e num caso de favorecimento de um amigo empreiteiro.

Fernando Alexandre, Miguel Pinto Luz e Luís Neves são o espelho de ministros em queda, acentuando ainda mais a parte do Executivo que se tem destacado pela ausência ou pela criminosa geometria variável.

Um ano e dois meses depois das últimas legislativas, o XXV governo constitucional surge desgastado, sem vislumbre de mobilização, nem mesmo da sua base de apoio.

Objectivamente, o critério errático de António José Seguro agrava ainda mais a tensão social e política.

Não passa pela cabeça de nenhum português a realização de eleições antecipadas, mas a corrida em direcção ao abismo, o desnorte da Comissão Europeia e a guerra à vista podem gerar uma instabilidade imprevisível.

Afinal, o alinhamento dos espaços informativos televisivos em prime time, com base em milhões alegadamente desinteressados, já não é há muito tempo o factor determinante para avaliar a governação.

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