Os resultados da primeira volta das presidenciais são uma enorme vitória pessoal de António José Seguro.
No dia 8 de Fevereiro, os portugueses escolhem entre duas sociedades: a do humanista que combateu o aparelho do PS, laboriosamente erguido por António Costa, e a do adepto de os mascarados de Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
Polícias e civis armados que escondem a cara, em Mineápolis, em Gaza e na Cisjordânia, entre outros lugares, é a pior publicidade para o líder do Chega.
Afinal, as democracias da violência policial contra cidadãos desarmados e jornalistas, por exemplo em Londres e em Berlim, são tão abjectas quanto a repressão brutal em Moscovo, em Teerão e noutras latitudes fustigadas pela ditadura.
Desculpar uns e diabolizar outros ao mesmo tempo revela apenas uma atitude politicamente doentia.
Resta aos senhores do poder, do Bloco Central, do partidário e dos negócios e interesses, compreenderem que Portugal não pode mergulhar em tanta bestialidade, tanto desrespeito pela lei e tanta desumanidade.
Manter o país no pântano da corrupção larvar e do mais evidente desprezo pelos cidadãos tem um custo gigantesco: basta olhar para o que se passa de um lado e do outro do Atlântico.
Com a passagem à segunda volta, André Ventura também sai vitorioso?
O líder do Chega, ao avançar para a corrida presidencial, caiu na ratoeira do seu último sucesso eleitoral, pois a sua alternativa está cada vez mais colada aos momentos mais terríveis do primeiro quarto do século XXI.
António José Seguro comprovou que não basta um bárbaro e belicista, um gestor com verniz liberal, um militar de dedo esticadinho e uma estrela de televisão para enfiar uma máscara pela cabeça abaixo dos portugueses.

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