Reconhecido pelos seus pares, o ex-director nacional da Policia Judiciária foi um dos últimos exemplos visíveis de credibilidade nas instituições.
A transferência directa do topo da Polícia Judiciária para o Executivo mais parece uma qualquer fulgurante contratação de última hora do mundo do futebol, onde tudo se joga nos bastidores.
Na época das portas giratórias, o tempo político é agora marcado pela queda de um polícia incensado e a ascensão de um anjo governamental.
Luís Neves na Administração Interna parece um trunfo político para Luís Montenegro, até pode ser a garantia da reforma da protecção civil e, mais importante, fazer justiça nas condições salariais das polícias, mas também é mais um golpe calamitoso na separação das águas.
Seja qual for a natureza do apelo confessado por Luís Neves, já do outro lado da barricada, em nome do benefício da dúvida só o tempo dará a resposta que falta: raposa ou cordeiro?
Os ucranianos também não escapam a esta tentativa insana, sempre falhada, de misturar a água e o azeite.
Quatro anos depois da invasão russa, o falhanço europeu – de Boris Johnson a Ursula von der Leyen –, deixa ainda mais evidente o desnorte dos 27, encurralados no seu próprio labirinto de pragmatismo selvagem.

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