Se espanta que mais 70% dos israelitas estejam com Benjamin Netanyahu, choca ainda mais que o 25 de abril tenha servido para abafar a incivilidade, desde o presidente da República aos partidos políticos.
A excepção coube a José Luís Carneiro, com palavras firmes e objectivas contra a guerra ilegal, honrando o legado de Mário Soares, Jorge Sampaio e do Partido Socialista.
Aliás, não é por acaso que, entre citações a rodos, de portugueses e estrangeiros, nem uma tenha sido de Leão XIV, por certamente contrariar o discurso oficial e pantanoso.
Os representantes dos órgãos de soberania e as lideranças da maioria dos partidos estão com a brutalidade das armas, obviamente com as mãos postas nas falsas juras de respeito pelo direito internacional.
Há uma interpretação benigna para as referências genéricas de António José Seguro, a do apelo à decência humanitária, mas no actual contexto de carnificina é nada ou quase nada.
O clamor estéril pela transparência também contrasta com a opacidade e até omissão da politicamente seguidista posição portuguesa.
Igualmente, não basta um par de loas sobre o combate à corrupção, o estafado slogan do 25 de Abril, urge escrutinar a razão pela qual, da esquerda à direita, tem havido tanta complacência com a ignomínia.
Portugal tem sido cúmplice de uma das maiores selvajarias
da humanidade, pelo que se impõe a questão: Donald Trump ameaçou tomar a base
das Lajes se houvesse oposição à passagem de armas ofensivas?

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