O alheamento
em relação às ocupações ilegais pela força, na Ucrânia, Palestina e Líbano, entre
outras latitudes, continua a fazer o seu caminho.
As explicações
são prosaicas, ainda que trágicas.
O Mundo
inteiro quase esquece as guerras, agora com o início do campeonato mundial de futebol
e mais um anúncio de paz.
A banalização
da morte, do arbítrio, da injustiça e da lei do mais forte varre qualquer vislumbre
de indignação e consciência criticas.
Os Media
participam na encenação gigantesca relativamente às origens que estão na base dos
actuais conflitos, seja em Gaza, em Beirute e em Kiyiv.
A desfaçatez
e a ignorância são de tal calibre que se chega a incensar os criminosos e os ocupantes,
apontando a mira a quem resiste, mesmo debaixo da mais vil e desproporcional chacina.
Apesar
das matanças sanguinárias, algumas com a cumplicidade de Portugal, os jogadores
da selecção lusa de futebol ascendem ao zénite dos discursos dos representantes
das instituições nacionais.
Luís Montenegro e António José Seguro não hesitam:
são os heróis do mar.
Os cidadãos
que esperam e desesperam por saúde, justiça, educação, segurança, e que foram
obrigados a aguentar mais uma escandalosa falha no SNS, têm de esperar por igual
atenção, entusiasmo e carinho.
O arrastar
dos mais indecorosos estrangulamentos, que persistem décadas a fio, podem esperar
mais um mês.
As pomposas
juras de respeito pelos direitos humanos e internacionais também, sem que o ridículo
cubra de vergonha os seus autores.
Afinal,
os discursos populistas, mentirosos e parolos não têm limites, mais bola menos bola.

.jpg)












.jpg)








Sem comentários:
Enviar um comentário