segunda-feira, 22 de junho de 2026

BYE-BYE, STARMER


Ninguém prognosticou um fim tão desastroso para o advogado de direitos humanos, responsável pelo Brexit no partido Trabalhista (labour), que chegou ao poder no dia 5 de julho de 2024.

Após 14 anos seguidos de governos conservadores (2010–2024), e depois da substituição de Jeremy Corbyn, em Abril de 2020, entrou pela porta de 10 Downing Street, foi o primeiro primeiro-ministro trabalhista desde Gordon Brown (2010) e o primeiro a vencer uma eleição geral desde Tony Blair (2005).

O corte no Winter Fuel e a reforma do sistema de apoios sociais (2024–2026), o escândalo Mandelson (2025/2026), o fraco desempenho económico e a política de apoio a Israel traçaram o seu destino político.

Ninguém jamais poderá esquecer uma das suas declarações mais assassinas, a 11 de Outubro de 2023: «Israel does have that right to cut off water & power from Gaza».

O espectáculo das prisões de cidadãos, classificados como “terroristas”, por apenas protestarem contra a cumplicidade do Reino Unido com o genocídio em Gaza, foi o epílogo sinistro, aliás com o contributo do politicamente cínico David Lammy.

A gigantesca derrota nas eleições locais de Maio de 2026 marcou o fim anunciado.

A queda retumbante de Keir Starmer também é um rude golpe para o governo liderado por Luís Montenegro, sistemática e tragicamente alinhado com as políticas facínoras do Reino Unido que permitiram o contínuo negócio de venda de armas para Israel.

Falta ainda escrever a página mais negra de Keir Starmer: o encontro com o Tribunal Penal Internacional, a confirmar-se a promessa, a 5 de Junho de 2026, de um dos candidatos a suceder-lhe, Andy Burnham: «There has to be a full process of investigation and accountability».

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