O manto da opacidade é cada vez mais politicamente descarado em Portugal, com a nebulosa a engolir agora os ministros Fernando Lourenço e Luís Neves.
Neste cenário pavoroso, importa sublinhar a aprovação da “Lei Hillsborough”, no Reino Unido, uma estrondosa retratação pública 37 anos depois do desastre no estádio do Liverpool que provocou 97 mortes.
É de monta a tentativa de estancar silêncios, mentiras e meias-verdades para encobrir o Estado, mesmo à custa de tentar salvar a monstruosa cumplicidade de Keir Starmer com crimes de guerra e contra a humanidade.
É o pontapé de saída de Andy Burnham, o novo primeiro-ministro do Reino Unido, com uma lei que impõe às autoridades públicas o dever de dizer a verdade e cooperar com as investigações oficiais.
Ainda que dependendo da ratificação da Câmara dos Lordes, é um primeiro passo para garantir a justiça para as pessoas comuns.
Não admira que a RTP tenha ignorado olimpicamente esta legislação revolucionária, entre outros Media, comentadores e analistas, pois o critério está abastardado e na maioria dos casos a soldo.
Manter os cidadãos na ignorância facilita a leviandade política, hoje de Fernando Alexandre e Luís Neves, como ontem de Luís Montenegro e Marcelo Rebelo de Sousa (inquéritos SPINUMVIVA e gémeas), entre outros.
A repetição do choradinho sobre o recrutamento político renova a dimensão da tragédia portuguesa, repetida e impune, condenando os cidadãos a mais escuridão, subdesenvolvimento e pobreza.

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