Nunca a matança e a perseguição de um povo foram tão sistematicamente comprovadas: filmes e documentários dos ataques de Israel na Palestina estão organizados há mais de 50 anos.
“NAZA”, de Yuval Abraham e Rachel Szor (os mesmos de “No Other Land”), com estreia em Veneza, é um documentário que reúne depoimentos de 24 soldados e oficiais das secretas israelitas.
É o retrato do uso de Inteligência Artificial para selecionar alvos, bombardeios noturnos a casas, com cálculo prévio de baixas civis (“NAZA” é o jargão militar para danos colaterais esperados).
O ciclo de guerra, ódio, resistência, agora exponenciado pelo genocídio em Gaza, prossegue há mais de 70 anos no Médio Oriente, alimentado as indústrias de defesa, as petrolíferas e os facínoras sem Lei.
Afinal, “NAZA” também é a selvajaria depois de eleições, umas livres, outras manipuladas.
O conflito com o Irão prova que os ocidentais não aprenderam nada, designadamente os 27 liderados por Friedrich Merz e acantonados na sua geometria variável miserável.
A indiferença mundial de cidadãos e de alguns Media (destaque para o Telejornal da RTP) traduz a monstruosidade das relações internacionais, ainda antes de Donald Trump chegar ao poder.
O actual presidente norte-americano não tem feito diferente dos seus antecessores, apenas tem deixado mais escarrapachado aquilo que se mantinha abafado nos bastidores da alta política e das chefias editoriais.
A verborreia feroz pode ser o contributo de Donald Trump para a tomada de consciência, e o consequente afastamento de líderes democraticamente eleitos que não se distinguem dos ditadores sanguinários.
Actualmente, não há um único cidadão em todo o planeta que possa ter ilusões relativamente ao exercício do poder, tanto nas democracias como nas ditaduras.

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