A opinião pública israelita mantém o apoio aos militares (IDF), mesmo depois de iniciada a brutal invasão e destruição de Gaza e da contínua selvajaria na Cisjordânia.
O desejo de um acordo de paz não impede que Benjamin Netanyahu alcance 53% das opiniões favoráveis – sondagem de 12 de Dezembro de 2025 –, pois é considerado o político mais adequado para o cargo de primeiro-ministro de Israel.
O genocídio em curso dos palestinianos não altera a opinião de uma sociedade doente, fundamentalista e que abraça ferverosamente o estatuto de pária e o terrorismo de Estado.
Em Portugal, há um desinteresse relativo que se traduz pelo apoio à solução de dois Estados e pelo encolher de ombros em relação à matança generalizada de civis no que ainda resta da Palestina.
Aliás, André Ventura até justifica com entusiasmo a matança de criança, idosos e mulheres por causa da cultura palestiniana esmagar alguns direitos individuais, ou seja, quem não respeita a mulher merece um balázio ou morrer à fome e ao frio.
Mais extraordinário ainda: nem a alarvidade política do líder do Chega é capaz de fazer despertar a esquerda e a direita, retirando do bolso a questão da Palestina nos debates entre candidatos presidenciais.
Não admira a falta de escrutínio da comunicação social em relação ao financiamento dos candidatos.
O jornalismo de Estado, sempre sabujo e venerando, aproveita e consolida o pacto de silêncio em relação à carnificina que enche os jornais e as televisões de referência internacionais, chorando lagrimas de crocodilo por causa da Ucrânia.
A elite portuguesa fica chocada com o apoio dos cidadãos israelitas ao criminoso de guerra que os lidera, mas pouco ou nada diz e faz para combater a situação.
À boa moda portuguesa, a culpa é sempre dos outros.

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