Os protestos contra o brutal aumento do custo de vida, designadamente da habitação, começaram a explodir na Europa.
As manifestações no Porto e em Lisboa, com tendas instaladas em zonas nobres de ambas as cidades, demonstram a indignação dos cidadãos, nomeadamente os jovens.
Como sempre, quando a cidadania demonstra descontentamento, o poder envereda pela brutalidade ou inventa desculpas para mitigar a razão de ser dos protestos, desde a influência externa ao extremismo.
É assim: os governantes, que não cumprem a Lei, exigem o cumprimento das leis.
Em boa verdade, a violência na rua é sempre sinal do desespero ignorado pelos governos de direita e de esquerda, seja em Portugal, como noutros países (Albânia, Alemanha, Bélgica, Espanha, França e Itália, etc.).
A actual realidade é insustentável: milhares de milhões para as armas e tostões para acudir as pessoas.
Uma elite não-eleita, que controla a Comissão Europeia, não pode continuar a determinar os destinos dos europeus, cumprindo um rearmamento militar em troca de mais miséria.
Não há mais espaço para alimentar uma guerra, que começou por ser uma invasão da Rússia na Ucrânia, e ignorar outra, o genocídio em Gaza e a ocupação selvagem dos colonos israelitas na Cisjordânia.
Os europeus querem paz, Ucrânia e Palestina livres e soberanas e respeito pelo direito internacional, incluindo no Irão, não querem vodka russa nem laranjas e tâmaras contaminadas com o sangue palestiniano.
A mobilização dos cidadãos da União Europeia só poderá ocorrer se os 27 respeitarem e exigirem o cumprimento dos direitos humanos.
Ignorar a matriz fundacional nunca conduzirá a uma situação externa de paz, porque nunca haverá calma interna, com ou sem Friedrich Merz e Ursula von der Leyen.

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