O ex-primeiro-ministro deixou claro ao que vem: ou Luís Montenegro arrepia caminho, ou tem de contar com ele pela frente.
O discurso cristalino foi uma lufada de ar fresco no actual ambiente pantanoso, uma repetição dos tempos de António Costa, entre outros.
A navegação à vista, ora à esquerda ora à direita, está falida, porque não se compadece com as situações de alarme e de urgência que se vivem em Portugal.
O desastre no SNS e nas escolas, a falta de habitação e os problemas que começam a emergir depois da imigração descontrolada, não se podem continuar a arrastar.
O mérito de Pedro Passos Coelho é apontar para Luís Montenegro e António José Seguro, os únicos a acreditarem que o actual caos se pode gerir, com remendos, sem sobressaltos, até ao próximo ciclo eleitoral.
O país virou à direita, por duas vezes, pelo que a aliança com o Chega e a Iniciativa Liberal representa actualmente a única alternativa para levar a cabo as reformas indispensáveis.
A questão que se tem colocado – Pedro Passos Coelho também é um dos “moderados” a que o PM e o PR têm apelado? – ficou respondida.
Ser moderado não é ser cúmplice, é muito mais, é falar verdade e sem medo, é ter a coragem de colocar os cidadãos antes dos interesses instalados, é definitivamente ter ambição para além do futebol.
O tempo perdido é irrecuperável, mas o fingimento e os paninhos quentes apenas servem para agravar a factura futura, aliás basta enxergar o que se está a passar na base das Lajes, nas costas dos portugueses.
Face aos últimos 50 anos, em que as vitórias não derrubaram os estrangulamentos, Pedro Passos Coelho acredita que há outro rumo, que a bafienta estratégia do poucochinho com estabilidade ruiu com estrondo.

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