A celebração do 35º aniversário da independência da Ucrânia marca mais uma romaria de governantes europeus a Kyiv, muitos abraços e beijinhos, migalhas, infinidade de atrasos e promessas incumpridas.
Os ucranianos indefesos, sem meios para travar os mísseis balísticos russos, tombam aos milhares (525.000 a 625.000 mortos, feridos e desaparecidos).
A coligação da boa vontade continua a apostar na chacina ucraniana como a melhor defesa possível da União Europeia.
As hediondas mortes de indefesos e inocentes ucranianos têm gerado coros de críticas à bestialidade de Vladimir Putin, uma atenção que os palestinianos não têm merecido.
De igual modo, os esforços de paz de António Costa, presidente do Conselho Europeu, ficam-se pela Rússia, não chegam até Israel, nem a Benjamin Netanyahu e demais facínoras indiciados por crimes de guerra e contra a humanidade.
É o tempo dos civis assassinados, os bons e os maus, apesar da procissão de horrores ainda não ter saído do adro, num cenário mundial que assume contornos pavorosos:
· Médio Oriente à beira implosão;
· Marginais e meliantes eleitos nos continentes americano e europeu;
· Taxa de pobreza mundial (10% da população global, 826 milhões de pessoas);
· Taxa de desemprego jovem (Portugal 18,9% e União Europeia média de 15,5%), indicador cuja relação com o início da Grande Guerra é uma evidência estatística.
As piores expectativas ganham força, desde o aviso do Papa Francisco: «Actualmente, a Terceira Guerra Mundial já foi declarada» (14/06/2022).
Não faltam alertas, nem destruição, nem sangue derramado, nem miséria e fome.

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