segunda-feira, 3 de agosto de 2026

MINUTO FATAL

 

Conferência de imprensa: Luís Neves.

Dia: 29 de Julho de 2026.

Hora: 18h38m

«Temos vindo a destruir muito material apreendido, praticamente, muitas vezes pro bono pelas relações que temos com as empresas que destroem sobretudo a droga, o tabaco e outros materiais face a relação que a PJ tem com estas empresas».

Foi o minuto fatal de Luís Neves, cuja declaração curiosamente não foi sublinhada pelos Media e demais analistas políticos, à excepção honrosa de Miguel Morgado na SIC Notícias.

É muito mais do que o atrelado (galera) em Barcelos, é a dúvida definitivamente instalada em Portugal: por que razão empresas privadas prestam serviços ao Estado sem cobrar?

A sinceridade do ministro da Administração Interna (lapso?) vai fazer correr rios de tinta na comissão parlamentar de inquérito, já anunciada por André Ventura.

Se não é possível concluir por um qualquer indício de potencial desvio e corrupção, tão-pouco é admissível invocar o património declarado de Luís Neves como um atestado de boas práticas.

Até agora, a imagem do passado do alto funcionário de Estado serviu como garantia para integrar o XXV governo constitucional.

Hoje, e depois das revelações, é matéria que obriga o cidadão a no mínimo mudar a forma como o encara a si e à sua actividade profissional e ministerial.

Afinal, tudo velho, pois foi assim com o ex-presidente Marcelo Rebelo de Sousa (gémeas) e com o actual PM, Luís Montenegro (SPINUMVIVA), entre outros.

Com uma diferença de monta: a sociedade acreditava que ainda havia pessoas e instituições capazes de tentar repor a verdade e a legalidade, hoje assiste com apreensão ao progressivo cair de braços generalizado.

 

 

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