Gavin Bazunu, jogador do Stoke City e da seleção da República da Irlanda, recusou-se a jogar contra Israel na Liga das Nações.
A explicação veio em comunicado: «Matar pessoas inocentes é errado».
A restante equipa votou, tendo a maioria decidido jogar, com braçadeiras pretas, recusando cumprimentar os adversários e baixando a cabeça durante o hino de Israel.
A posição do guarda-redes, sem paralelo, tem como enquadramento outros apelos, cartas e protestos de profissionais do futebol.
Paul Pogba, Hakim Ziyech, Anwar El Ghazi, Cheick Doucouré, Adama Traoré, Sam Morsy Louise Quinn, Brian Kerr, Roberto Lopes, etc. também deixaram claro o protesto.
Nem um português, designadamente de Cristiano Ronaldo, o que revela bem a triste dimensão cívica dos jogadores lusos.
Gavin Bazunu é um ET?
Lamine Yamal, que exibiu a bandeira da Palestina nas comemorações do título do FC Barcelona, contrasta liminarmente com a epopeia negra dos jogadores nacionais pela defesa dos direitos humanos.
Liderada pelo habilidoso Pedro Proença, a federação manteve a neutralidade salazarenta respaldada pela falta de posicionamento dos clubes e do cinismo do posicionamento de Estado.
O deserto de respeitabilidade nacional não surpreende no seio de instituições como a FIFA, e até mesmo a UEFA, atoladas em casos de corrupção e nos milhões do dinheiro negro.
O futebol volta a alinhar pelo diapasão dos órgãos de soberania e dos maiores partidos da oposição ajoelhados perante a selvajaria.
Ganhar a Liga das Nações parece ser o mais importante, com a chuva de mais uns trocos, num país sem respeito próprio, saúde, escola, justiça e segurança.

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