segunda-feira, 26 de outubro de 2026

DRAMA À VISTA


Falta de empatia?

Sadismo?

A pergunta paira no ar, quando os silêncios de Luís Montenegro e António José Seguro são questionados, antes, durante e depois das cargas policiais sobre manifestantes pacíficos.

Numa leitura mais política, a evidência impõe-se: falhanço das políticas sociais que ambos tanto apregoaram.

A crise da habitação é a ponta do iceberg de um país à deriva, governado pela lente da incompetência, da corrupção e da insensibilidade.

Não tarda, a saúde, a escola, a segurança, etc., serão novos argumentos para mais protestos e manifestações, tal é o caos em que Portugal sobrevive.

A realidade atingiu um tal ponto que António José Teixeira, ex-director da RTP, saneado politicamente pelo governo de Luís Montenegro, exclama: «O que é isto num Estado democrático?». E conclui: «É revoltante!

As cargas policiais são a prova da falência do actual Executivo, assente num sistema do Bloco Central, em que a estabilidade tem sido objectivo principal, varrendo para debaixo do tapete os problemas dos cidadãos.

Não adianta invocar o passado recente, com outro tanto desvario dos governos liderados pelo Partido Socialista, caso contrário ainda desatamos a culpar Afonso Henriques.

Qual é a alternativa?

André Ventura?

O partido Chega, em assuntos fundamentais, na prática, é mais do mesmo, seja na Habitação como nas Lajes, não tem outra receita ou solução, pelo que não admira que tenha elogiado as cargas policiais.

Eis o drama à vista.

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