segunda-feira, 22 de junho de 2026
BYE-BYE, STARMER
segunda-feira, 15 de junho de 2026
HERÓIS DO MAR
O alheamento
em relação às ocupações ilegais pela força, na Ucrânia, Palestina e Líbano, entre
outras latitudes, continua a fazer o seu caminho.
As explicações
são prosaicas, ainda que trágicas.
O Mundo
inteiro quase esquece as guerras, agora com o início do campeonato mundial de futebol
e mais um anúncio de paz.
A banalização
da morte, do arbítrio, da injustiça e da lei do mais forte varre qualquer vislumbre
de indignação e consciência criticas.
Os Media
participam na encenação gigantesca relativamente às origens que estão na base dos
actuais conflitos, seja em Gaza, em Beirute e em Kiyiv.
A desfaçatez
e a ignorância são de tal calibre que se chega a incensar os criminosos e os ocupantes,
apontando a mira a quem resiste, mesmo debaixo da mais vil e desproporcional chacina.
Apesar
das matanças sanguinárias, algumas com a cumplicidade de Portugal, os jogadores
da selecção lusa de futebol ascendem ao zénite dos discursos dos representantes
das instituições nacionais.
Luís Montenegro e António José Seguro não hesitam:
são os heróis do mar.
Os cidadãos
que esperam e desesperam por saúde, justiça, educação, segurança, e que foram
obrigados a aguentar mais uma escandalosa falha no SNS, têm de esperar por igual
atenção, entusiasmo e carinho.
O arrastar
dos mais indecorosos estrangulamentos, que persistem décadas a fio, podem esperar
mais um mês.
As pomposas
juras de respeito pelos direitos humanos e internacionais também, sem que o ridículo
cubra de vergonha os seus autores.
Afinal,
os discursos populistas, mentirosos e parolos não têm limites, mais bola menos bola.
segunda-feira, 8 de junho de 2026
BANHO DE SANGUE PERPÉTUO
segunda-feira, 1 de junho de 2026
PARA QUE SERVE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA?
A justiça internacional está sob os holofotes mundiais por causa das investigações aos crimes na Palestina, no Líbano, na Ucrânia e demais países africanos.
Fatou Bensouda, ex-procuradora do Tribunal Penal Internacional (TPI), não aguentou mais, tal como já o fizera Francesca Albanese, sujeita ao alarve boicote de Donald Trump.
Em entrevista à Al Jazeera, a magistrada gambiana revelou ameaças, pressões e sanções durante as investigações aos crimes de guerra e contra a humanidade nos territórios palestinos ocupados.
A jornalista Step Vaessen não disfarçou o choque com o relato da ameaça directa de Yossi Cohen, chefe da Mossad, nem com o desabafo: «Senti-me abandonada. Senti-me sem apoio».
Os magistrados dos tribunais internacionais estão sob fortíssima pressão, desde ameaças até sanções ad hominem, apesar das declarações piedosas de governantes e líderes políticos mundiais.
O que se passa nos corredores da justiça internacional também se passa na justiça portuguesa, com a diferença de monta que ainda há magistrados que não se calam nem são cúmplices.
O acordo entre a União Europeia e Israel e o silêncio face aos norte-americanos têm legitimado a selvajaria reinante que tem permitido o uso e o abuso da brutalidade militar e o genocídio em curso.
O presidente da República não pode ficar em silêncio face ao grotesco anúncio de Israel em cortar relações com António Guterres, secretário-geral da ONU.
António José Seguro não pode continuar refém do faz-de-conta da política externa pequenina e da política de justiça falida do governo liderado por Luís Montenegro.
Sem poder Executivo, afinal para que serve o
presidente da República de Portugal?
segunda-feira, 25 de maio de 2026
REALIDADE DE MONTENEGRO E PRIORIDADE DE VENTURA
As responsabilidades sociais e de soberania do Estado são atiradas repetidamente para as calendas, porque a despesa é muito elevada.
Com Luís Montenegro não há direito à reforma digna, a habitação acessível, a assistência e cuidados de saúde, a escola equitativa, a justiça célere e a segurança no dia-a-dia.
A realidade de o primeiro-ministro implica que médicos e enfermeiros, professores, magistrados, policias, etc., paguem o preço da governação falhada e do Estado ineficaz.
Por outro lado, a prioridade de André Ventura aponta para outro país: antecipação da idade de uma reforma digna para aceitar a flexibilização laboral.
Os dados estão em cima da mesa.
Pela primeira vez, um líder partidário inverte a prioridade, ciente da impossibilidade de eternizar a injustiça gritante, em que o cidadão é esmagado com impostos sem a contrapartida dos serviços do Estado.
A factura das clientelas, da corrupção e do desperdício não podem continuar a ser pagas pelos mais pobres.
Todos aqueles que morrem à porta das urgências, que não podem comprar e arrendar uma casa, educar os filhos com qualidade e viver em paz têm de ser escutados e honrados.
A questão é simples: não pode haver verbas para projectos faraónicos, enquanto não houver dinheiro para o básico.
O debate é decisivo para o futuro: PSD, CDS/PP e PS (Bloco Central) não se podem continuar a esconder atrás do papão da sustentabilidade da segurança social para manter o status quo da iniquidade.
António José Seguro não pode ficar à margem,
nem deste nem da discussão sobre o respeito do direito internacional e da
dignidade humana.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
PASSE DE MÁGICA
segunda-feira, 11 de maio de 2026
DEMOCRACIA DE ISRAEL COLAPSA
segunda-feira, 4 de maio de 2026
TEMPOS ESDRÚXULOS E PERIGOSOS
O abuso de confiança do poder Executivo está a atravessar os regimes democráticos.
A prisão de manifestantes por delito de opinião, a brutalidade policial, a carnificina de civis, o rapto pelas armas e a violação dos princípios civilizacionais passaram a regras travestidas de legalidade.
É assim em Israel, nos Estados Unidos da América, no Reino Unido e na República Federal da Alemanha, entre outros de igual exemplaridade grotesca.
A lei do mais forte, que continua a vergar o poder judicial, tudo se permite, desde a guerra ilegal à corrupção com rostos, sem que a voz dos cidadãos seja escutada e respeitada.
É a vitória do cheque em branco após eleições, é a impunidade de quem é suspeito e continua no poder até o trânsito em julgado, é a via verde para as negociatas de Estado.
Os mecanismos de checks and balances e de regulação estão a ser devorados por facínoras e oportunistas, pelo que não é de espantar o esforço para liquidar a liberdade nas redes sociais e a matança impune de jornalistas.
Como invoca a mais recente obra de Banksy, em Londres, o cidadão comum está à beira de ser obrigado a marchar para fazer a guerra que não é dele, nem dos seus.
Continuar a engordar à frente da televisão, fazer a passeata de carro ao Domingo e viver do subsídio estão em alto risco, mas nem assim há vislumbre de sobressalto cívico.
A tentativa de impor uma revisão da legislação
laboral em Portugal, sem que os seus termos tenham sido amplamente escrutinados
em campanha eleitoral, é apenas mais um exemplo dos tempos esdrúxulos e perigosos.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
TRUMP AMEAÇOU PORTUGAL?
segunda-feira, 20 de abril de 2026
NAS COSTAS DOS PORTUGUESES
segunda-feira, 13 de abril de 2026
NÃO BASTA REZAR, É PRECISO AGIR
Os cardeais Robert McElroy, Pietro Parolin, Pierbattista Pizzaball e Paul Coakley (presidente da Conferência dos bispos dos Estados Unidos da América) são alguns dos exemplos mais proeminentes.
A intervenção tem sido firme, com uma assertividade pouco habitual, que traduz a gravidade da conjuntura, tendo já provocado uma reacção desesperada de Donald Trump.
A Vigília pela Paz, presidida pelo Papa Leão XIV, no passado dia 11 de Abril, na Basílica de São Pedro, em Roma, representou um apelo inequívoco aos católicos.
Não basta rezar, é preciso agir, concluíram, num gesto que traduz o imperativo inalienável da dimensão humana e social.
A Igreja portuguesa continua vergada a uma política externa pequenina, rasteira e canina, mais preocupada com os seus assuntos de Estado do que estar inequivocamente ao lado da paz mundial.
À excepção de Pedro Sánchez, os líderes europeus afundam no pântano da ilegalidade, do genocídio e da matança no Médio Oriente, numa cumplicidade abjecta com Israel e os Estados Unidos da América.
A União Europeia, liderada por Ursula Von der Leyen, é um espectro assustador que não está à altura da vitória esmagadora de Péter Magyar, na Hungria.
Não há liberdade na Europa, enquanto os negócios de Estado estão objectivamente do lado das armas, dos facínoras e da guerra.

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